Mostrando postagens com marcador 50shadesofvergonha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 50shadesofvergonha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

BEDA#16 - Nomes

Eu tenho um problema muito sério com nomes no geral. Não importa se eu conheço a pessoa, se somos amigas ou se ela é famosa. Eu sempre acabo errando-os em algum momento da minha vida.

Se ela for minha amiga até vai, eu erro menos vezes, mas se não for tão íntima assim... Bem, nós temos um problema.
Acho que é por isso que eu os abrevio. Victória vira Vic, Guilherme vira Gui, Henrique vira Henry e por aí vai. Eu fico até meio incomodada quando tenho que dizer o nome inteiro porque parece que eu estou brigando com a pessoa.
Com namorado é pior ainda porque eu morro de vergonha de dizer o nome inteiro, não me perguntem o por quê. É uma coisa muito íntima dizer o nome das pessoas, então eu prefiro abreviar ou inventar apelidos.

Isso pode ser bem ruim porque eu passo muitas vergonhas por conta dessa minha mania de não dar muita importância para nomes.
Como por exemplo:

Na minha faculdade tem muitos alunos que são atrizes/atores. Às vezes muitos deles estão tendo aula E na TV. Eu costumava ter aula com uma menina que estava fazendo uma novela na época e como a minha vida era mansa no segundo semestre eu podia chegar em casa e me dar ao luxo de assistir TV.
Na novela em questão o nome dela era Lia.

Vocês já sabem o que aconteceu, né?

Lá estava eu na aula quando o professor disse que teríamos que fazer um trabalho em grupo. Como todo mundo já estava meio que concluindo o grupo e eu ia sobrar, olhei rapidamente ao meu redor para ver quem, além de mim, estaria perdido. E por algum milagre da natureza a atriz não tinha sido escolhida e eu fiquei "MEU SENHOR, PFVR ME AJUDA"

- Lia! Lia! Oi! Lia!

Ela pareceu confusa por alguns minutos e depois disse:

- ... Ah! Oi!
- Lia, você tem grupo?
- Não.
- Ai, que bom! Quer dizer, que ruim... Você pode fazer comigo?
- Posso... Mas...
- O que?
- Bem... Meu nome não é Lia... Só na novela. Meu nome de verdade é Alice.
- Ah, tanto faz! Eu confundi, sabe como é...
- hahahaha


hahahahahahahaha



no


Além dessa teve outras vezes, mas a mais recente foi a de hoje na aula onde o coordenador do curso de jornalismo dá aulas. Graças a Deus ele não estava na sala.
Nessa matéria são três os professores. Esse coordenador, um jornalista da Globo e uma pesquisadora. A pesquisadora estava explicando que no Brasil é muito complicado fazer jornalismo investigativo porque as empresas não colaboram muito e que por isso muitos jornalistas são assassinados, mas que hoje em dia estava melhor. Nessa hora eu lembrei daquele caso do Tim Lopes, que pra quem não sabe foi um jornalista que investigava um caso sobre prostituição e tráfico de drogas em uma favela e acabou sendo morto de uma maneira muito cruel em 2002.

Então eu tinha lembrado desse caso e queria falar para mostrar que eu não era boba e que estava antenada nas coisas!

- Ahh, mas e o caso daquele jornalista lá... O Tim Maia...

E continuei a falar como se nada tivesse acontecido.



De repente vi que todo mundo tinha parado de falar e a professora me olhava meio confusa.

- Você quis dizer Tim Lopes?
-... É, isso aí. 

Como se não fosse o suficiente eu ainda errei o caso falando de uma outra coisa aleatória e mais uma vez fui corrigida. Por fora eu parecia bem e de boas com os meus erros, mas por dentro quis morrer.

Sério.


Por que sou assim???




quinta-feira, 6 de agosto de 2015

BEDA#2 - Ligações em época de trote

Precisei ligar para o meu pai para tirar uma dúvida sobre um assunto que não lembro o que era. Usei o telefone da empresa (desculpa, mundo) porque era o que estava mais perto e esse eu não pago.

- Pai?
-...

De repente, fiquei nervosa porque talvez ele não acreditasse que era a filha dele ligando. É assim que os trotes começam. Talvez ele achasse que era um ladrão tentando passar a perna dele. Hoje em dia o mundo é assim.

- Alô, pai?
- Pois não?
- Sou eu, pai. A Paula... Sua filha.
- Ah! Ufa! Oi, filha...

Fiquei aliviada também, mas pensativa sobre o assunto. Que mundo é esse onde você tem que se identificar para falar com o seu pai porque ele pode achar que é trote? Já pensou se ele faz um quizz para ver se eu sou realmente a filha dele?

- QUAL O ANO DO SEU NASCIMENTO?
- EM 1998, QUAL FOI A BURRADA QUE VOCÊ FEZ?
- NA OITAVA SÉRIE, QUAL ERA O NOME QUE VOCÊ DAVA AOS TRÊS PODERES?
- SUA MAIOR NOTA EM MATEMÁTICA
- COMO EU TE CHAMAVA QUANDO VOCÊ TINHA 5 ANOS?

Já pensou?????
Deus que me livre.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Aventuras em Buenos Aires


No penúltimo dia da nossa viagem, minha amiga Paula, e eu* queríamos conhecer uma livraria chamada El Ateneo Grand Splendid que fica na Rua Santa Fé, 1860 no bairro da Recoleta. Antes o espaço era um teatro, o Grand Splendid, e depois transformaram em uma incrível e gigantesca livraria conservando a arquitetura original do local.

*Sim, temos o mesmo nome!

É muito bonito o interior e se você gosta de livros, pode adicionar na sua lista de "must-see" porque vale a pena. Não serviu muito pra mim porque eu não falo espanhol, mas se você acha que arrasa nessa língua, vai lá. Tá esperando o que?
Além dos milhares de livros, ainda tem um café onde antes ficava o palco. Não tive a oportunidade de ir nele, mas parecia ser bom já que estava bem cheio.

Como estávamos bem longe do nosso hotel, aproveitei para jogar no ar a ideia de passarmos na Sephora, que pra quem não conhece, é uma loja gigantesca de cosméticos e coisas assim.


Quem sabe era mais barato comprar lá? Eu bem estava querendo uns hidrantes novos, né... Que mal tinha nisso?
Peguei o meu mapa e andamos mais um pouco até termos nos perdido e eu precisar parar para olhar e quem sabe perguntar para alguém na rua???

Uma coisa que eu notei, pelo menos das vezes em que perguntei alguma coisa, é que os argentinos das ruas são mais perdidos que cego em tiroteio. Não sei se por preguiça de explicar como fazer para chegar a um lugar, ou por simplesmente não saberem mesmo, mas era muito difícil pedir informação, pelo menos na rua. Se você entrasse em uma loja ou café e perguntasse, o pessoal até te ajudava.

E a gente fala de brasileiro tentando falar espanhol, mas argentino tentando falar português também é um negócio muito triste, meus amigos. É bem triste porque se você não estava entendendo nada antes, imagina com eles tentando falar alguma coisa que não conhecem. Complicado. Acho que o feeling é o mesmo, então na dúvida, falem a língua que conhecem.

Então, lá estava eu e a Paula, paradas no meio da rua, procurando os nomes das ruas e conversando à beça, quando no meio de um riso vejo o sorriso da Paula se apagar rapidamente. Como eu estava empenhada em achar onde diabos estávamos, não dei muita atenção, achei só que seja lá o que eu tenha dito, tinha perdido a graça. Porém, percebi que ela não falou mais nada, só olhava pra alguma coisa em algum lugar e eu fiquei curiosa para saber o que era. Daí olhei para o rosto dela.

E pra que.

- Você viu onde ficava a Sephora?
- Vi, sim. Ficava perto.


- Você entrou no site oficial da Sephora e viu se tinha loja aqui na Argentina?
- (puxa, Paula, como você não pensou nisso antes?) Ahn...
- Por favor. Olha para a outra rua.


-...
-...
-... Pô... Desculpa.
-...
- Foi mal, migs, não fiz de propósito.
-...
- Você quer... Ir a outro lugar?
- Eu estou muito brava.
- Eu sei! Mas não fiz por mal.
- Tô muito brava mesmo.
- Vamos sentar em algum lugar, então?

Fiquei meio triste porque né, fui enganada. Apesar de que, eu deveria ter pensado que seria uma ótima ideia entrar no site oficial antes de procurar no Google. Mas ótimas ideias são assim mesmo, demoram a brotar em mentes brilhantes. (haaaaaaaaaaaaaa)

Sentamos em uma galeria e eu tentei fazer com que a Paula esquecesse que estava brava comigo, e depois de um tempo o que era uma história chatíssima ficou bastante engraçada. Ao menos será uma história inesquecível, né?

Outra coisa sobre brilhantes ideias é que elas surgem quando você menos espera e normalmente quando você está passando um perrengue. No caso, eu estava tentando fazer com que a situação não ficasse tão ruim, enquanto falava com um amigo meu, quando ele disse:

- Mas onde vocês estão?
- Na rua tal.
- VEM CÁ, TEM COMIDA E CACHORRO.

Na verdade ele não disse isso, mas foi o que eu filtrei e aceitei porque sou dessas.

Como a Paula não queria andar, a gente pegou um táxi, mas caso você se perca a caminho da Sephora como eu, aqui vai o mapa do lugar que a gente foi:


Que era um lugar perto da casa dele, e depois de ter comido toda a comida da casa e feito carinho no cachorro, foi onde ficamos descansando a perna.


Eu já tinha ouvido falar do lugar e lido sobre ele em uma das minhas pesquisas pra saber o que fazer em Buenos Aires, mas como não fizemos nada do planejado, achei que não fosse ter a oportunidade de conhecê-lo. Fiquei muito feliz de ter ido nele de surpresa porque valeu super a pena.

Tem em vários lugares de Buenos Aires, mas esse ficava no Museu Nacional de Artes Decorativo, na Av. del Libertador 1902.  

Não entrei, mas parecia ser muito bonito.



Também não tirei foto do que comi porque acho que a vida é muito curta pra esse tipo de coisa, e sempre quando eu penso “puxa, queria tirar uma foto disso”, já é tarde demais. Mas nada do que tinha no cardápio parecia ruim ou menos gostoso (talvez tivesse laranja de mais no meu Petit Gateau, mas isso sou eu).

No final, o que tinha sido uma tarde meio bad vibe pra gente acabou sendo super agradável e se eu pudesse ficava morando por ali mesmo.