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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Lábios de meeel

(A vida é realmente muito irônica. Eu ia escrever sobre o meu protetor labial favorito, e no mesmo dia, o perdi. Não sei se encaro isso como um sinal, ou se vejo isso como a minha mãe quis me consolar um dia quando perdi uma coisa: “A natureza só estava pedindo-a de volta”.
Então, tá, natureza. Beleza, mas me avisa antes, ok? *

*Update: Acabei de achar ele, então tá tudo bem!)

Meus lábios são muito ressecados. Muito mesmo. Apesar disso, eu sempre odiei protetor labial porque ou eles tem um gosto muito ruim, ou são muito “molhados”, tipo gloss e eu odeio essa sensação. É muita agonia pro meu coraçãozinho.
Por isso, sempre relutei muito para usar, o que acabava deixando o meu lábio mais seco que o deserto do Saara e com mil e uma feridas, porque peles me irritam mais do que tudo e eu não consigo me controlar quando eu sinto que tem uma despontando. Sempre arranco tudo. O que não é bom e nem um pouco atraente. (a não ser que você goste de gore, aí tudo bem).

Por isso, de uns três anos para cá eu comecei a dar mais atenção aos meus lábios, talvez porque tenha sido quando eu descobri que tinha estomatite e que se eu ficasse mexendo na boca toda hora, eu estava mais propensa a ter a parte da infecção nessa área e não é nada bonito. Sério. Não procurem no google.

Então lá fui eu na minha saga em busca do protetor labial perfeito.


Na verdade nem era uma saga propriamente dita, eu só acabava perdendo o recém comprado muito rápido, o que sempre era uma desculpa para comprar um novo ao invés de procurar o antigo. Por causa disso, eu já testei e fiquei refém de muitos protetores. Uns ótimos, e outros que eu nunca mais vou comprar na vida.

Os que eu mais gosto e procuro sempre comprar são os da Nivea. A marca tem uma variedade grande e eu gosto de comprar uns diferentes para testar, ou pelo menos tento. No entanto, sempre que os meus favoritos acabam, eu não me controlo e compro mais (mesmo já tendo cinco abertos e espalhados pela casa).

Os que eu mais uso da Nivea são:


  • Med Protection
"NIVEA Med Protection é adequado para prevenir e reparar a hidratação dos lábios muito ressecados de maneira rápida e eficaz"

Diferente do Essential Care, ele é um pouco mais sequinho, mas hidrata da mesma forma! E tem um gostinho meio diferente também, nunca consigo descobrir o que é porque é quase imperceptível.
Gosto muito dele, e o melhor de tudo é que ele é bem barato. Custa em torno de R$8~10, dependendo da farmácia.

"Sua fórmula é enriquecida com Bisabolol, Óleo de Gérmen de Trigo e Vitamina E, que suavizam os lábios secos, enquanto sua camada de proteção inivisível previne o ressecamento. Proporciona cuidado intensivo e de longa duração.
Contém FPS 15, protegendo contra raios solares UV."
(peguei as informaçoes do próprio site da Nivea)


  • Essential Care
Eu não gosto taaanto assim porque acho ele um pouco demais. Ele é um bom protetor labial, mas como não curto coisas muito molhadas (ele parece água sólida, uma coisa muito estranha), eu acabo usando ou comprando quando não tenho outra saída. Não me entendam mal, ele é ótimo! Principalmente quando vou para lugares frios e o Med Protection não dá conta.

"NIVEA Essential Care proporciona hidratação prolongada e eficaz prevenindo ressecamento, deixando seus lábios macios e suaves. (...) Sua fórmula é enriquecida com Óleo de Jojoba e Manteiga de Karité, que previne seus lábios do ressecamento, resultando em lábios saudáveis e macios." (peguei as informaçoes do próprio site da Nivea)

O preço é igual ao do Med Protection, então eu acabo escolhendo mais pela textura mesmo.


  • Caudaíle

Mas o meu favorito mesmo, é o da Caudaíle.
Não posso ficar comprando sempre porque ele é um pouco mais caro que os da Nivea, e o Med Protection é bem parecido com ele, então entre pagar R$35 e R$10, eu acabo optando pelo mais barato.

"Um condicionador labial antioxidante e hidratante que proporciona lábios macios e conforto duradouro. Concentrado com ingredientes hidratantes ativos, polifenóis de uva antioxidantes e óleo de damasco reparador, este bálsamo deixa os lábios macios, reparados e protegidos. " (peguei as informaçoes do site da Sephora)

Ganhei de presente do meu pai e ele tem durado há um tempo já. Não sei se porque eu o perco nos bolsos diversas vezes, ou porque ele é bem durável mesmo, mas ó coisinha boa.



Além do uso constante dos protetores labiais, esse mês eu resolvi investir em outra coisa também: um esfoliante labial.
Eu li isso em um blog e resolvi testar porque a menina dizia que os lábios ficavam mais macios e menos ressecados e sem pelinha, e bem, mal não tinha, né?


Acabei optando pelo esfoliante da Lush porque era a única loja que eu sabia que vendiam esse produto e eu sempre quis comprar alguma coisa deles, então fiquei paquerando os produtos.

Eles vendem em três sabores: Popcorn, Mint e Bubblegum. Eu acabei ganhando o Mint de presente de aniversário, o que foi muito bom porque era justamente o que eu queria!


Fui dar uma olhada no site e vi que ele custa R$41,50 (ouch), mas acho que vale a pena. Os ingredientes são todos naturais e ele realmente funciona, além de ser super gostoso. Quantas vezes eu já não me peguei passando o esfoliante no lábio só para não comer um doce? rs
Eu uso três vezes por semana, às vezes duas, e não tenho mais pelinha despontando! A não ser que passe o dia sem beber água ou não tenha à mão um protetor labial. Então, acho que o esfoliante cumpre bem o que promete. 

"Uma suave esfoliação labial com um sabor de bala de hortelã. (...) a hortelã-pimenta e a baunilha, junto com os cristais de açúcar, prestam um serviço completo aos seus lábios (e paladar), deixando-os suavemente preparados para a aplicação do batom. Ao passar a Mint Julips, você vai sentir um leve formigamento causado pelo óleo da hortelã-pimenta, enquanto os cristais de açúcar renovam a pele descamada."


Lembro que quando comprei, fiquei preocupada porque senti o meu lábio formigar e não tinha lido ninguém falando que o mesmo tinha ocorrido, então achei que sei lá, minha boca ia cair! Mas não, é normal mesmo, por causa desse ~óleo da hortelã-pimenta~. Todas as informações dos ingredientes estão aqui. 



Vem bastante coisa e sempre fico com vontade de comer os meus lábios quando passo o produto. hehe

Além do esfoliante, eu ainda ganhei uma amostra grátis de um hidratante corporal, o Karma Cream, que eu ainda não testei, mas tem um cheirinho muito gostoso. To só esperando os meus outros hidratantes acabarem para experimentar. :3

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Viagem para Cancún (2/3)

5) Hotel

O hotel que a gente ficou na verdade era um Resort da franquia Omni Hotels (http://www.omnihotels.com), como quem reservou foi a minha mãe, não sei informar o preço das coisas nem nada de específico, mas achei o preço cru, que é esse aqui:


Como a gente usou uma agência e o pacote que a moça fechou nos permitia comer e beber de graça, realmente o preço pra mim é um mistério, mas não acho que tenha sido barato.


Além das inúmeras piscinas e das recreações, o Resort era em frente à praia, então você podia escolher em que ambiente ficar. Fui algumas vezes à praia e ela era bem diferente das praias cariocas. Não dá pra entender como tem gente que prefere o tumulto, à uma praia limpinha onde ninguém fala alto e tá todo mundo de boa.


O Hotel também contava com uma academia e um SPA, caso você quisesse. Como o SPA não estava incluso no pacote, a gente nem quis experimentar, mas posso dizer que a academia foi a atividade em comum da família. Todo fim de tarde a gente ia lá correr, malhar, beber clorofila (não façam essa cara, não tem gosto de nada, mas ao mesmo tempo lembra hortelã bem fraquinha).

Resumindo, o hotel foi 10/10.


6. Comida

Claro que ia ter um tópico só para esse assunto maravilhoso.

No nosso hotel tinha cinco tipos de restaurante diferentes. Um mexicano, um japonês, um italiano, um tailandês e dois que tinham de tudo, tipo comida a quilo. Todos eles maravilhosos.

Acho que nunca mais vou comer comida mexicana aqui no Brasil sem ficar triste porque vou perceber que ela não tem nada a ver com a real culinária de lá. Fiquei preocupada com tudo ser apimentado (apesar de eu amar pimenta), mas raramente a comida vinha com pimenta e quando isso acontecia, o garçom sempre avisava e perguntava se você queria que ele viesse à parte.

Falam que a comida brasileira é temperada, mas a mexicana é muito mais e tudo é realmente gostoso, até os sucos eram muito mais gostosos. Até o McDonalds! E eu só tinha ido lá pra comer uma casquinha.

Comida também 10000000/10,

Arrasou.

Ah, a única coisa que eu achei meio esquisito foi que eles comiam feijão com tudo. Inclusive no café da manhã! Eu achei que fosse só coisa do buffet do hotel pra encher os olhos dos turistas com comidas exóticas, mas uma amiga minha falou que feijão é só um prato típico mexicano e normalmente eles comem no café da manhã mesmo.

Claro que o feijão que eu estou falando não é o que a gente normalmente come, ele é um pouco mais seco e pastoso e não fica tão ruim assim, mas não tive coragem de experimentar o feijão que serviam no café da manhã. Feijão continua me passando a imagem de almoço.


7. Gente de Cancún

O pessoal de lá é bastante animado, tipo, de verdade. Achei que fosse coisa do Hotel porque é o trabalho deles, mas vi que não, eles realmente são divertidos e procuram ser simpáticos com você.

Uns amores.

Ah, no shopping La Isla, que é um dos muitos shoppings de lá, tinha vários quiosques com pessoas querendo vender mil coisas. A maioria era passeios, ou então produtos de beleza, e eles começam a encher o saco depois de um certo tempo. Eles até tinham uma tática pra fazer com que você olhasse: eles ficam conversando entre si e depois gritavam ALÔ ALÔ, BRASILEIRO

E você, obviamente, olhava e então eles vinham todos sorridentes querendo oferecer mil coisas. Vamos admitir que depois de um tempo você meio que ficava de saco cheio e só queria ir embora ou então chutar um deles.

A minha dica pra quem quer ir fazer compras e não ser incomodado é NÃO ANDE EM BANDO. QUATRO PESSOAS JÁ FORMA UM BANDO. Se puder vá só você, ou então com mais alguém, e só. Também evite ficar olhando para os lados que nem um paspalho.


8. Shopping La Isla

Foi o único shopping que nós fomos, e pelo que percebi era o mais cheio também. Apesar de ser um shopping aberto, às vezes você ficava agoniado com tanta gente, além dos queridos vendedores de quiosques querendo vender mil coisas.

O shopping tinha muitas lojas importadas, assim como Duty Free e lojas típicas do México. Se você quisesse e estivesse disposto a pagar, você ainda podia ver o show dos golfinhos porque era lá que o Aquário Marinho ficava.

domingo, 28 de julho de 2013

Voltando pra casa

O que falar dessa incrível viagem que não acabou faz nem 24h e eu já sinto uma saudade tremenda?

Posso não ter postado todos os dias, mas a falta de postagens indica que a viagem foi ótima, mas não ótima do tipo que vocês iriam querer saber. 
Eu não fiz muitos passeios depois da Ilha Victoria, e nem vi mais coisas que turistas iriam querer ver.
Nos meus demais dias em que não escrevi nada aqui, passei me divertindo e rindo com amigos, passei momentos de pura alegria que fizeram com que os meus dias passassem voando, e que quando chegava a hora de ir dormir, eu deitava na cama esperando ansiosamente pelo dia seguinte e não me dava conta de que cada dia seguinte, resultava em um dia a menos ao lado deles.

No meu penúltimo dia, saí da escola e esperei pelo meu amigo, o Benjamìn, que é um dos caras mais maneiros que eu já conheci. Durante os demais dias, eu sempre esperava por ele (ou vice-e-versa) para voltarmos juntos pra casa. Eu não falava muito no início, mas não por falta de assunto, mas por falta de palavras; depois de uns dois dias, eu deixei pra lá e tentava falar mesmo sabendo que provavelmente estava errado e fazia mímicas se a coisa era muito ruim.
O Benjamìn entendia na maioria das vezes.

Sempre nos reuníamos no quarto de alguém (ou no quarto dele, ou no da Michelle, ou no da Io, uma outra amiga que fiz lá) e decidíamos o que íamos fazer.
Primeiro eu e Benjamìn nos despedíamos no elevador e ele ir pro quarto da Io (que era vizinha dele), e eu ia pro quarto da Michelee, que não era a minha vizinha, mas e daí? Depois ou nos encontrávamos no lobby, ou normalmente no quarto da Io.

No meu penúltimo dia, ficamos no quarto do Benjamìn porque Io queria tirar um cochilo antes. Acho que ele não estava esperando por isso porque falou:
- Ahn.... PERA

E fechou a porta por um minuto.

- Pronto, podem entrar agora!

Quando isso acontece vocês devem pensar que ele arrumou o quarto ou coisa do tipo, certo? Mas não.

- Eu só fechei a porta do banheiro, gente. Desculpem a bagunça, hoje foi meio difícil levantar.

Eu realmente deveria ter tirado uma foto daquele quarto, mas estava muito ocupada rindo e tentando respirar. O quarto estava mesmo uma bagunça, mas ninguém ligava. 

Quando a Io apareceu, fomos comer sushi em um restaurante ali perto. Não pudemos aproveitar muito do ambiente porque o restaurante já estava fechando e a garçonete já estava apressando a gente pra comer etc.
Não contei para vocês, mas terminei a viagem com 6$ e alguns centavos. E mesmo meus amigos sabendo disso, me convidaram pra jantar e me pagaram comida. E gente, se isso não é amor, eu não sei de mais nada nessa vida.

Ficamos mais um tempo conversando no quarto do Benjamìn, e depois a Michelle foi dormir porque queria acordar de madrugada pra me dar tchau, e depois a Io foi dormir também porque queria fazer a mesma coisa. Normalmente, quando todo mundo sai, eu saio também porque sei lá, pode ser estranho ficar sozinha no quarto, e eu sempre acho que a pessoa quer dormir, mas o Benjamìn disse pra eu ficar, então eu fiquei, porque não queria dormir.

Mesmo a minha viagem sendo um dia inteiro de viagem, eu não dormi. Ao invés disso, fiquei conversando com ele a madrugada inteira. Acho que nem eu ou ele pensávamos que o assunto ia durar tanto, mas foi o que aconteceu. Quando deu 3:40 ou algo assim, achei melhor ir no meu quarto rapidinho pra tomar banho e terminar de guardar as coisas na mala, até porque, acho que ele queria fazer algumas coisas também.

Quando terminei de fechar a mala definitivamente, dei uma bela olhada. Eu sabia que ela tinha mais de 32kg. O Benjamìn sabia que a mala tinha mais de 32kg. Io sabia. Michelle sabia. O taxista sabia. Até a família de guaxinins que eu vi mais cedo sabia que aquela porcaria de mala tinha bem mais do que 32kg e que ela não ia passar pela segurança.
Mas hey!
Não custa nada tentar e ser otimista, certo?

Às 5h Io e Michelle se juntaram a nós e eu tentei fazer com que tudo ficasse bem, ou menos triste, mas não sei se consegui. Toda hora em que o assunto morria todo mundo olhava para a minha mala gigantesca e pensava no que ela significava.

Quero deixar registrado que esse foi um dia de fortes emoções.
Não bastando o fato de ter que sair de Vancouver deixando um pedaço do meu coração com cada um dos meus amigos e com a cidade, ou ter que fazer isso contra a minha vontade, o transfer de volta  não apareceu. (o transfer é o responsável por buscar você no aeroporto, e de te levar de volta) O que foi muito estranho porque o transfer de volta de um grupo de brasileiros que só iam embora 6:30 já estava lá. E o meu que era 5:20, nem sinal.
Isso mesmo, e ele nunca apareceu. Pelo menos eu não esperei por ele.

Acontece que a mulher da agência simplesmente confundiu os horários e me marcou para voltar 5:20 da TARDE, sendo que o meu vôo era de manhã. Como eu ia fazer pra voltar pra casa seguindo essa lógica, eu simplesmente não sei. Talvez a Vida estivesse me testando pra ver se eu voltava ou não pra casa... Mas bem, muito a contragosto, fiz a escolha "certa".

Depois da confusão do transfer, meus amigos chamaram um táxi pra mim que (infelizmente) chegou em 2 ou 5 minutos. O taxista ajudou o Benjamìn a colocar a mala no carro e depois entrou para aguardar a despedida.
Fiquei surpresa e ao mesmo tempo feliz com o abraço recebido e contei até 10 pra não chorar, porque seriously, não gosto de chorar na frente dos outros. Me senti muito especial naquele momento, e queria que tivesse durado pra sempre, mas não durou.
Mas foi nesse momento em que deixei um pedaço de mim com eles, e peguei um pedaço deles pra mim também.
Entrei no táxi e acenei pra eles e eles pra mim. E mesmo quando eles saíram do meu campo de visão, continuei acenando.
Acenando.
Acenando.
E acenando.
Meu braço dói agora, mas outras partes de mim doem bem mais.

No táxi fiquei em silêncio. 
No aeroporto descobri que já tinham pago a corrida, aqueles safados!
Também foi no aeroporto que começou o meu dia super maneiro. n-n

Preparem as pipocas e se acomodem nas cadeiras que lá vem história.

       AS AVENTURAS DA RAPOSA APRESENTAM:
A RAPOSA E SUA INCRÍVEL VOLTA PRA CASA.

Sabia que a dificuldade para locomover a mala era um mau sinal. E que o comprimento do vestido escolhido para uma viagem sozinha não era o mais indicado. E que a falta de relógios pelo caminho e no aeroporto não era um bom sinal, mas estava muito ocupada tentando levar a mala e tentando não ficar triste por estar voltando pra casa para reparar nesses detalhes.
E pra que se stressar com detalhes, né?

Né?

Tentei antecipar meu check-in pela internet durante três dias, e em nenhum deles obtive sucesso. Acabei tendo que fazer check-in em umas das máquinas na hora mesmo. Enquanto fazia o check-in, uma moça se esgueirou entre a fila e cochichou no meu ouvido:

- Sua mala tem mais de 32kg?

Nessas horas eu me pergunto porque eu não minto. porque não dizer simplesmente "não, minha mala é normal e aceitável, ela só parece um pouco grande"? Por que não mentir?

Por que???????

- Ahn... Não sei.
- Vamos pesá-la! - Ela disse sorrindo e tentando carregar a minha mala até a balança, mas desistiu depois de ver que bem, minha mala não tinha menos de 32kg mesmo.

POR QUE NÃO MENTIR??????????

- Hum... - ela me olhou ainda sorrindo - Sua mala tem 20kg a mais. Você vai ter que tirar umas coisas.

Por queeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Graças a Deus eu tinha uma sacola gigantes para tirar algumas coisas e levar na mão. Tive que abrir a mala na frente de todo mundo umas três vezes até que consegui deixa-la com exatamente 32kg.
"Que bom, Paula, então tudo acabou bem" alguns podem pensar.
Esses que assim pensam desconhecem a verdadeira face da Vida: a de querer te sacanear até você ficar estatelada no chão.
Estes que assim pensam esquecem ou não perceberam que eu tirei 20kg da minha linda malinha e agora teria que carrega-los por todo o aeroporto.
Estes que assim pensam, esquecem ou desconhecem o fato de que eu estava sozinha e a minha mala é quase do meu tamanho.
Eu não sei vocês, senhoras e senhores, mas não acho que tenha acabado bem.

Eu devia estar a cara da derrota carregando uma mala maior do que eu, uma sacola de feira cheia de coisas, uma case de câmera, e mais uma mochila gigante, além de esta usando um vestido ridiculamente curto para a viagem. Mas tudo bem, ninguém ali pagava as minhas contas mesmo.
humpf

Na imigração, a mulher pediu pra ver a minha sacola de feira, e então começou a tirar todos os meus líquidos: shampoo, condicionador, loção corporal (sniff), protetor solar, sabonete líquido, enxague bucal e até mesmo o meu pote gigante de manteiga de amendoim. Sim, até mesmo comida essa gente tirou.

- Nossa, menina, nada disso pode no vôo.
- Eu sei, mas tive que tirar por causa da mala, tava muito pesada.
- ... Você podia ter tirado sapato ou coisa assim. - ela me disse com olhar de pena.

AH SÉRIO? COMO SE EU TIVESSE TEMPO DE FICAR PENSANDO NESSAS COISAS

-... É... Mas o que estava pesando era isso, e eu estou meio atrasada, então.
- Se quiser, você pode despachar com a mala, mas custa 25$ a mais e você vai ter que voltar todo o caminho.

Mas nem fodendo. Sinto muito, manteiga de amendoim, mas não.

- Ahn, deixa pra lá.
- Tem certeza?
- Tenho.

Tchau, manteiga de amendoim. Sentirei saudades.

Depois de finalmente sair da imigração, segui para o meu portão de embarque. Não sei se vocês lembram, mas os aeroportos de Vancouver e Houston são gigantes. Sério.
E adivinhem onde era o meu portão? Exatamente. Não do lado da imigração, mas do outro lado do aeroporto.
E eu não podia correr pois tinha uma sacola de feira carregada, uma case com câmera e uma mochila gigante.

"Que horas são?" Pensei, pois fazia um bom tempo que não via um relógio. Nem vi que horas me despedi de todo mundo e entrei no táxi.
Enquanto me dirigia para o portão, procurei com os olhos um relógio, mas os que encontrava me mostravam uma realidade que não queria acreditar. Andei mais rápido conforme me dava conta de que não adiantava mentir para mim mesma.
Eram 6:55, e o meu avião partia às 7h. Comecei a tentar correr, e de repente olhei a TV para ver o estado do meu vôo e meu coração parou quando li ˜closed˜.
Closed.

C-L-O-S-E-D

Acho que nem quando a loja de tacos de Vancouver estava fechada eu fiquei tão aflita.
Foi nessa hora que eu caí no chão.

"Calma, Paula. Talvez ele ainda esteja lá, anda. Levanta"
Sim, pensei ainda no chão, talvez ele ainda esteja lá. Eu só preciso levantar.
Levantei e não parei pra prestar atenção nas pessoas que me olhavam, e não parei pra pensar em como tudo doía mais agora. Tudo o que eu pensava era no meu maldito avião que decolou sem mim.

Devo ter parecido uma maluca diante das aeromoças. Toda suada, cabelo atrapalhado, óculos esquisito, raiz por fazer, toda carregada, vermelha, machucada, a ponto de chorar, sem ar, e nem me perguntem como o meu vestido estava.
Perguntei a uma das aeromoças sobre o meu vôo.

- Oh - ela disse - Você ficou presa na imigração, certo?
- Sim...
- Tudo bem. É normal. Vou tentar te encaixar no próximo vôo, ok? Mas todos eles estão cheios, então você vai ter que esperar até o último minuto para embarcar.
- Ok.

O próximo era só 11:30 AM. 
Eram 7:10.

- Ok. Vou ficar esperando.

Sentei e esperei. Achei que era hora de ligar pra minha mãe. Odeio ligar pra ela quando tenho um problema, porque me sinto meio retardada, como se não soubesse resolver ou fazer nada, mas ainda dependo dela, então...
Ela ficou meio stressada, o que me acalmou. Acho que quando você encontra uma pessoa mais stressada que você, você meio que transfere tudo pra outra pessoa. heh Foi mal, mãe.

Pra relaxar, resolvi ler o que os meus amigos tinham escrito no meu diário. Mas eu devia ter escutado o Benjamìn! Não devia ter lido no aeroporto. Só fiquei mais triste e infeliz.
Cogitei a ideia de deixar tudo ali e voltar. Mas não, disse uma voz na minha cabeça, você não pode.
Não chorei, mas fiquei triste e senti saudades, saudades essas que agora me sufocam.

Me sinto até mal pelas porcarias que escrevi para eles depois de tantas coisas bonitas que eles escreveram e me mostraram.

Depois de me recompor um pouco, achei melhor comprar uma mala. De jeito nenhum que eu ia andar que nem um camelo pra lá e pra cá durante horas.
Mas com que dinheiro? Eu só tinha 20$ e alguns centavos (Thanks, Benjamìn!). Tive que recorrer a minha mãe, de novo.
Pelo menos deu tudo certo, e eu comprei a mala.

Peguei o avião.
Fiz a minha conexão.

E voltei pra casa.

E agora to aqui.

*suspiro*




Dicas time!
  • SEMPRE RESERVE 200$ OU 400$ PARA EMERGÊNCIAS. SEMPRE. NÃO GASTA TUDO EM BESTEIRA. PELO AMOR DE DEUS.
  • Chinelo é sempre uma boa ideia, galera. Me arrependi de não ter levado nenhum.
  • Não acredite quando te disserem que o Canadá é frio no verão: não é!
  • Se tiver que tirar coisa da sua mala, tira roupa ou sapato, deixas coisas de banheiro, caso contrário, diga adeus ao seu shampoo e loção corporal.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Long time no see, eh?

Tentei postar na Segunda-feira como havia prometido a mim mesma, mas a vida tem essa mania de sabotar o que você planeja, né? 
Ainda bem, porque eu tenho me divertido mais vivendo essas sabotagens.

Na maioria das vezes, pelo menos.

Não vou falar um pouco de cada dia, porque honestamente eu não lembro o que aconteceu e nem quando aconteceu, então me perdoem se algo não fizer sentido, mas vou me esforçar pra tudo sair ok.


Oh! Lembro que no Sábado consegui marcar uma viagem para a Ilha Victoria, capital da província da British Columbia!
Também conhecida como cidade-jardim por causa dos Jardins de Butchart e a outros lindos parques que existem por lá. <3 







Não preciso dizer que as fotos não são minhas, né? Ok.


Confesso a vocês que não tive a oportunidade de ver o famoso Jardim porque fiz algo muito mais legal!
Vou dar uma dica ein:


















!11

Isso mesmo!

Whale Watching!

- Ai, mas que saco, ver baleias, pff quem te garante que você vai realmente ver uma?

Eles! Os carinhas que organizam o passeio te garantem que você verá pelo menos uma baleia e se isso não acontecer (o que não foi o meu caso, felizmente <3), eles te devolvem o dinheiro.
À princípio fiquei triste em saber que não poderia ver nada da Ilha porque o Whale Watching leva tipo, o dia inteiro. E pensei em desistir, mas o guia da nossa viagem (que era fanático por baleias orcas) me convenceu a ir porque realmente valia a pena  e mimimi, e bem, quem sou eu pra dizer o contrário?

A viagem até Victoria foi bem rápida, mas tivemos que correr porque o Whale Watching começava 13h, e o próximo era só às 16h, e eu não tava a fim de ficar no alto mar morrendo de frio e só voltar umas 20h e ter que correr pra voltar pra casa. Não, obrigada.
Felizmente, deu tudo certo e conseguimos pegar o barquinho para ver as baleias.

Não vou mentir pra vocês e dizer que foi emocionante, meu deus do céu, que coisa linda, olha as baleias ali, vamos tocar nelas!11
Não.
Foi "legal". Sabe aquela coisa que você vê, acha maneiro, mas não pagaria de novo? (mentira, eu pagaria, mas vocês entenderam)
Sabe a foto que eu coloquei? Esquece. No meu passeio pelo menos, elas estavam relativamente longe e só dava pra ver uma barbatana ali, uma movimentação de barbatanas em outro ponto, e todo mundo se metia na minha frente, então não deu pra tirar muitas fotos, mas consegui ver as danadas!
E também recebi chocolate quente e cobertor na volta, então tudo bem.
No final do passeio de barco consegui tirar fotos de umas focas que tomavam sol em umas pedras perto de um farol no meio do mar, então a viagem pra Victoria foi

7/10

No domingo, visitei a Grouse Mountain. <333 Que foi o passeio mais legal que eu fiz aqui em Vancouver. Isso porque é Verão, no inverno aquilo lá deve ser demais!

A Grouse Mountain serve de abrigo selvagem para dois ursos (que são uma graça), lobos (que são uma graça também, apesar de só ficarem tomando sol e olhando pra gente com cara de abestados), e aves rapinas (já já falo mais delas <3)e muitos outros. No Verão, a Grouse Mountain vira um ótimo lugar para trilhas e caminhadas com a família (Grouse Grind), e se não me engano você pode subir a montanha por essa trilha se você não quiser usar o bondinho (?), e você pode voar de asa-delta se você gostar de alturas etc. 
No Inverno, a montanha fica coberta de neve (mas tinha neve quando eu fui também!) e você pode esquiar, ou fazer snowboard, ou Ice-skating! 

Adotei Grouse Mountain no meu coração e quem sabe um dia eu possa vê-la no inverno, né?

Pra chegar na montanha você tem que pegar um bondinho (aquelas coisas quem tem no Pão de Açúcar, sabe?) e ele te leva até a fase 1 da Grouse Mountain que tem basicamente tudo. Loja de souvenir, cinema, comida, restaurante, e é lá que você vai encontrar os ursos. São dois ursos órfãos que foram acolhidos pelo criador da Grouse Mountain e tem um espaço bem grande para aproveitarem o que podem da vida selvagem (eles não sobreviveriam muito tempo na de verdade porque, bem, perderam a mãe cedo e não tinha ninguém para ensiná-los o que fazer então tiveram muito contado com os humanos, que davam comida e amor).
Os lobos ficam na fase 0 da montanha, o lugar onde você tem que sair do ônibus e pegar o Bondinho, e perto do estacionamento, mas só fui descobrir isso no final e eles estavam tomando sol e cansados. (???)

Na fase 2 da montanha você encontra uma Turbina de Vento (aquelas coisas gigantes que parecem um catavento e que transformam vento em energia) e é onde você começa o seu vôo de asa-delta e também onde, no inverno, você começa a esquiar. 
A Grouse Mountain é alta, e a sua fase 2 ainda conserva um pouco de neve, então quando saí da Peak Chair (que é aquela cadeirinha aberta que usam na época de esqui), tinha neve pra você tocar! Estava um pouco suja porque todos os turistas que viam a neve queriam tocar, mas não é todo dia que você vê neve, né?


O que valeu mesmo nessa montanha foi o Lumberjack Show, que conta a história de dois Lumberjacks (Johnny Nelson, de Green River X Willie McGee, de Blue Mountain) que querem ver quem é o melhor e criam uma competição com log rolling, a 60-foot tree clim, two-man peg and raker saws, axe throwing, e springboard chop. A apresentação tem ao todo 45 minutos, porém você nem percebe, e fica com vontade de ver de novo. <3



É bastante engraçado e vale a pena ver se você vier a Vancouver.
Valeu a pena ficar tostando no sol pra ver isso. <3

O Birds in Motion também é bem legal. É uma apresentação com algum dos pássaros do refúgio. Não sei o nome dos pássaros, mas vi um Urubu (que é ainda mais feio ao vivo HEUIEUIEUIEHUE), essa coruja maneira na segunda foto, e esse pássaro que erroneamente chamarei de Gavião porque não sou obrigada a saber nome de ave.



A ave mais legal foi o "Gavião" que tinha que pegar uma comida que a treinadora ficava balançando em uma corda, mas que preferiu pegar um passarinho que voava por ali.
Ficamos uns 5 minutos esperando ele voltar e a treinadora berrando "VOLTA AQUI, VOLTA. ESSE AQUI JÁ TÁ MORTO"
No final ele voltou e pegou a comida, mas antes terminou de comer o passarinho. ):

Quer mais contato com a vida selvagem do que isso?

Grouse Mountain recebeu um 
10/10 

Essa semana visitei Gastown. Conhecida como o bairro das lembrancinhas e bem, não preciso dizer o que eu fui fazer lá né? Meio óbvio.
Gastown é conhecida como um bairro histórico de Vancouver por causa dos prédios antigos etc, e é onde tem a estátua do "Gassy" Jack, um proprietário de bar muito famoso na região.
Se você gosta de bares e lembrancinhas, pode ir pra lá, mas cuidado porque pela região tem vários vendedores de drogas e gente esquisita e é sempre bom sair acompanhado nessas ocasiões.

Além disso, visitei um dos shoppings asiáticos de Vancouver, o Crystall Mall, mas a ida pra lá foi tão stressante que pff. 
O Crystall Mall fecha tipo, 19h??? E a gente chegou lá umas 18h? Então só deu pra comer e olhar as vitrines e eu odeio olhar vitrine porque fico com vontade de comprar as coisas e nem se eu pudesse eu poderia porque o shopping tava fechado. zzzz
Por isso, minha dica para esse shopping dos infernos é: vá cedo, caso contrário, não perca seu tempo. n-n


Meus dias aqui estão acabando (snif), e agora que eu já comprei todas as lembracinhas e tenho certeza de que tenho comida suficiente para sobreviver aos demais dias, posso gastar meu dinheiro em paz, amém.



PS: To aqui pensando na minha mala... E em como vou fazer pra fechar....