Sumi de novo, e dessa vez nem foi por infecção. A última semana depois do natal e ano novo foi tão ocorrida e aconteceram tantas coisas que eu acabei me esquecendo do blog, e quanto mais eu esperava para postar, mais o tempo de hiatus aumentava e mais eu me sentia envergonhada por não estar postando nada. Por isso, depois da minha mãe me chamar no canto e falar que eu TINHA QUE “POSTAR ALGUMA COISA PORQUE ASSIM NÃO DAVA!”, resolvi tomar vergonha na cara e aqui estou.
Pra não encher (mais) vocês com as minhas ladainhas, vou falar de uma coisa muito bacana que aconteceu depois do Natal que foi a minha viagem para Cancún, no México. Pra não ficar muito extenso, vou separar em blocos (acho que três tá bom) e contar um pouquinho dessa incrível viagem que durou apenas uma semana.
Eu não sou muito fã de praia, basta ver pelo meu super bronzeado e a minha coleção extensa de biquínis (um), mas por conta de mudanças de planos na vida eu tive que acabar cedendo e viajando para essa cidade que se tornou um dos centros turísticos mais importantes do mundo.
Minha rota de vôo foi um pouco maluca, mas para quem não precisou mudar o destino de viagem, você pode chegar em Cancún fazendo Rio - Bogotá (Colômbia) - Cancún (México). Porém, se você é como eu, ou seja, gosta de complicar a vida e embarcar em uma aventura (a.k.a escalas e vôos internacionais infinitos dando voltas para chegar em um lugar que era facilmente acessível se você seguisse em linha reta), a sua rota vai ser uma coisa do tipo: Rio - São Paulo - Houston (Estados Unidos) - Cancún (México)
Divertido, não?
Uhuuuul, emoção!111!
Juntando esse itinerário espetacular, ainda tinha comigo a minha doce e querida irmã que sabe me dar nos nervos como ninguém. Aceitei tudo isso como um teste de Deus para atender a um dos meus pedidos de 2015 (o de ter mais paciência) e contei até dez pensando “Ahh, vai ser legal”. O que também não deixa de ser um pedido que fiz no ano novo, a ter pensamentos mais positivos e não me deixar levar pela negatividade da vida. (hahahahaha)
1) Aeroporto
Eu achava que o aeroporto do Rio era grande, e depois quando visitei Guarulhos (São Paulo) eu percebi que o nosso querido Galeão não passava de uma baratinha. Só que quando fui para Houston e depois para Vancouver vi que não sabia de nada. Na verdade esse é um dos motivos dos quais gosto de viajar: conhecer o aeroporto.
Eu sei que é meio estranho, mas eu realmente nutro um carinho por aeroportos. Um carinho tão grande que acho que na vida passava eu devia ter sido um piloto ou aeromoça. Tem tanta coisa pra ver, lugares novos para comer e pessoas tão diferentes e inusitadas que não tem como ficar entediado dentro de um.
2) Comida do avião/Companhia United Airlines
Eu não sei porque todo mundo reclama de comida de avião. Eu acho tão gostoso. Além disso, eu tenho CERTEZA que eles colocam algum sonífero como ingrediente porque é tempo de você terminar de comer e charam!
Dormindo.
Todos os meus vôos internacionais eu fiz pela United Airlines e pelo menos eu posso dizer que eles sempre capricham nas comidas do jantar (na ida eu comi arroz, frango com vegetais e um molho de mostarda muito gostoso. Na volta foi raviolli de espinafre e de sobremesa a gente ganhava um bolinho).
Além da comida, a tripulação sempre trata a gente com muito bom humor e eles são sempre prestativos pra qualquer problema ou dúvida que você possa ter, seja no avião ou em solo.
3) Imigração Houston (Ida)
Todo mundo diz que você tem que ficar pianinho na imigração. Falam que você não pode mexer no celular, falar com alguém da fila, ficar encarando os seguranças, falar alto etc etc etc. Quando passei em Houston pela primeira vez, confesso que fiquei com medo, sim, do que me disseram. Inclusive eu meio que surtei quando uma mulher da fila começou a puxar papo comigo porque eu fiz a besteira de informar as horas pra ela revelando assim a minha nacionalidade. A mulher simplesmente não calava a boca e o guardinha estava bem ao nosso lado, mas felizmente não deu problema nenhum e eu consegui passar por esse tenso processo numa boa e ainda consegui ser chamada de Hermione. O que foi legal, se levarmos em conta que a Hermione fica mô bonita nos últimos filmes.
Minha irmã ficou meio nervosa na hora da imigração também, mas acho que foi só o choque de estar em um país em que ninguém falava a língua dela (a não ser turistas) e que não tinha nem mãe nem pai pra socorrer a gente. Por isso ela se comportou e ficou só olhando as coisas. O que foi bom.
Como a gente demorou pra sair do avião, a fila estava enorme e a gente não aguentou e ficou usando o celular mesmo, tentando ignorar a música irritante da Disney que eles colocam como música-ambiente. O que eu acho que deve ser ainda mais irritante pro pessoal que trabalha lá porque é a mesma música desde a vez em que fiz escala pro Canadá, em Julho de 2013.
4) Mala em outro vôo
Pra dar um exemplo de como a United é maneira, na nossa ida, ao chegarmos a Cancún, eu fiquei que nem uma monga esperando as malas na esteira, mas nada delas virem. Depois que a esteira parou, fui checar em outras pra ver se a nossa mala tinha ido pra alguma errada, ou se sei lá, vai ver eu tinha visto o número errado. Só que a esteira estava certa e as nossas malas realmente não tinham aparecido.
Foi então que olhei pra trás e vi um bando de gente aglomerada fazendo tumulto e falando portunhol. Adivinha quem eram?
Aham.
Brasileiros.
(Eu sempre fico com vergonha alheia quando vejo um brasileiro fingindo saber espanhol. É uma coisa muito triste de se ver, de verdade. Foi por isso que eu decidi que ao primeiro sinal de tempinho livre, vou começar aulas de espanhol, porque não dá.)
Ouvindo frases soltas, vi que mais gente também não sabia onde a mala estava e fiquei um pouco mais aliviada porque não era única. Pelo que eu tinha entendido, algumas malas estavam em um outro avião porque o nosso já estava muito cheio e por isso elas só iam chegar um pouquinho depois e que por isso nós podíamos ou esperar por elas ali mesmo, ou pedir para a companhia aérea enviar para o nosso hotel preenchendo um requerimento que eles estavam oferecendo. O problema dessa proposta é que as malas só iriam poder chegar às 18h-19h e era meio dia... Então eu fiquei esperando mesmo por que né?
sábado, 31 de janeiro de 2015
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Meu natal
Sei que andei sumida, mas tudo tem uma explicação.
Nesse natal eu fiquei meio bem mal. Tive uma infecção urinária e a minha família custa a acreditar que você está doente até que você comece a vomitar ou desmaiar, e mesmo assim, esses sintomas não lhe garantem remédios ou atenção.
Sempre quando penso nisso lembro de uma vez em que estava passando muito muito mal, vomitando à beça e não conseguindo beber ou comer nada. Era uma cena digna de pena, como vocês podem perceber, mas isso não sensibilizou o coraçãozinho da minha mãe. Oh, não, não mesmo. Depois de ter chamado por ela, ela entrou no meu quarto e ficou analisando a situação por uns cinco minutos:
Lá estava eu, com um balde do lado da cama, vomitando nada porque não tinha mais nada para colocar para fora.
Não sei qual seria a reação normal de uma mãe, e nem digo que a minha esteja errada, mas ela só me olhou e disse: “Já sei o que vou te dar!”
Suspirei aliviada, mas não tão aliviada porque realmente não sabia até onde podia respirar sem querer vomitar de novo e agradeci aos Deuses por terem feito ela se sensibilizar com a minha condição. Continuei pensando em todas essas coisas quando ela entrou no meu quarto com um copo de coca-cola.
- O que é isso?
- Coca-cola.
- ....Pra que?
- Pra você melhorar, ué.
- ...Mas...
- Bebe.
- Mas...
- Anda, Paula. Eu tenho mais o que fazer.
Lembro que fiquei muito revoltada e falei que ela era uma desalmada, irresponsável, insensível e durante todo o meu ataque ela ficou com o braço estendido, esperando.
Acabei tomando a coca-cola muito a contragosto pensando o que eu tinha feito na vida passada pra receber esse tipo de tratamento e olhando pra ela de uma forma que eu esperava traduzir “NÃO VAI FUNCIONAR E VOCÊ VAI FICAR ARREPENDIDA”
.
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Mas não é que funcionou?
Foi quase instantâneo.
Se eu soubesse que só precisava de um copo de coca-cola pra ficar boa... Não teria feito tanta cena. Tudo o que pude fazer foi olhar pra ela com uma cara de "ok... Valeu".
É exatamente por isso que não me dão muita bola quando fico doente. Não tenho um histórico muito bom com doenças, remédio e hipocondria. Sempre acho que tem alguma coisa errada, quando na verdade, não é nada. Então, acho que entendo quando só me levam no médico quando estou morrendo.
Não quer dizer que eu goste. Por exemplo, no natal foi bem ruim.
Pensei seriamente em começar a me arrastar pelo chão da casa chorando e sangrando pra ver se me levavam no médico (falei que sempre faço cena), mas ninguém iria me dar bola, então eu só fiquei esperando a dor passar.
Normalmente funciona, mas não dessa vez. A dor foi piorando e eu tive que falar com o meu pai. Não vou dizer que estava esperando por um apoio ou empatia da parte dele, na verdade, ele fez exatamente o que achei que faria, que foi:
NOSSA, MAS SINCERAMENTE, VOCÊ ESCOLHEU ESSA DATA DE PROPÓSITO PRA FICAR DOENTE, NÃO É MESMO?????
Aham, foi sim. Olhei no meu calendário e pensei “HMMMMM, Qual será a melhor data pra ficar doente e estragar a vida das pessoas??? Caraca!"
Nessas ocasiões, minha irmã acaba assumindo o papel de enfermeira e cuida de mim já que meu pai fica muito chateado achando que eu escolho datas de propósito.
Foi ela quem ligou pra farmácia para poder comprar remédios pra mim. O nome de um deles era Transamin, o que na hora eu achei que fosse muito engraçado.
- Alô, moço, você tem um remédio chamado... Qual o nome do remédio?
- Transamin.
- Transamin? ... Pera aí, moço. Minha irmã tá delirando. PARA DE RIR!
Depois ela quis pedir um anti-inflamatório e ele não podia vender sem receita, então, para sensibilizar o homem, ela começou a contar toda a minha vida para ele, mas isso não abalou o coração dele porque tudo o que recebemos de resposta foi: "Que merda, né. Ficar doente no Natal.”
Pois é, moço. Uma grande merda mesmo.
PS: To me recuperando, boatos dizem que irei sobreviver.
Nesse natal eu fiquei meio bem mal. Tive uma infecção urinária e a minha família custa a acreditar que você está doente até que você comece a vomitar ou desmaiar, e mesmo assim, esses sintomas não lhe garantem remédios ou atenção.
Sempre quando penso nisso lembro de uma vez em que estava passando muito muito mal, vomitando à beça e não conseguindo beber ou comer nada. Era uma cena digna de pena, como vocês podem perceber, mas isso não sensibilizou o coraçãozinho da minha mãe. Oh, não, não mesmo. Depois de ter chamado por ela, ela entrou no meu quarto e ficou analisando a situação por uns cinco minutos:
Lá estava eu, com um balde do lado da cama, vomitando nada porque não tinha mais nada para colocar para fora.
Não sei qual seria a reação normal de uma mãe, e nem digo que a minha esteja errada, mas ela só me olhou e disse: “Já sei o que vou te dar!”
Suspirei aliviada, mas não tão aliviada porque realmente não sabia até onde podia respirar sem querer vomitar de novo e agradeci aos Deuses por terem feito ela se sensibilizar com a minha condição. Continuei pensando em todas essas coisas quando ela entrou no meu quarto com um copo de coca-cola.
- O que é isso?
- Coca-cola.
- ....Pra que?
- Pra você melhorar, ué.
- ...Mas...
- Bebe.
- Mas...
- Anda, Paula. Eu tenho mais o que fazer.
Lembro que fiquei muito revoltada e falei que ela era uma desalmada, irresponsável, insensível e durante todo o meu ataque ela ficou com o braço estendido, esperando.
Acabei tomando a coca-cola muito a contragosto pensando o que eu tinha feito na vida passada pra receber esse tipo de tratamento e olhando pra ela de uma forma que eu esperava traduzir “NÃO VAI FUNCIONAR E VOCÊ VAI FICAR ARREPENDIDA”
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Mas não é que funcionou?
Foi quase instantâneo.
Se eu soubesse que só precisava de um copo de coca-cola pra ficar boa... Não teria feito tanta cena. Tudo o que pude fazer foi olhar pra ela com uma cara de "ok... Valeu".
É exatamente por isso que não me dão muita bola quando fico doente. Não tenho um histórico muito bom com doenças, remédio e hipocondria. Sempre acho que tem alguma coisa errada, quando na verdade, não é nada. Então, acho que entendo quando só me levam no médico quando estou morrendo.
Não quer dizer que eu goste. Por exemplo, no natal foi bem ruim.
Pensei seriamente em começar a me arrastar pelo chão da casa chorando e sangrando pra ver se me levavam no médico (falei que sempre faço cena), mas ninguém iria me dar bola, então eu só fiquei esperando a dor passar.
Normalmente funciona, mas não dessa vez. A dor foi piorando e eu tive que falar com o meu pai. Não vou dizer que estava esperando por um apoio ou empatia da parte dele, na verdade, ele fez exatamente o que achei que faria, que foi:
NOSSA, MAS SINCERAMENTE, VOCÊ ESCOLHEU ESSA DATA DE PROPÓSITO PRA FICAR DOENTE, NÃO É MESMO?????
Aham, foi sim. Olhei no meu calendário e pensei “HMMMMM, Qual será a melhor data pra ficar doente e estragar a vida das pessoas??? Caraca!"
Nessas ocasiões, minha irmã acaba assumindo o papel de enfermeira e cuida de mim já que meu pai fica muito chateado achando que eu escolho datas de propósito.
Foi ela quem ligou pra farmácia para poder comprar remédios pra mim. O nome de um deles era Transamin, o que na hora eu achei que fosse muito engraçado.
- Alô, moço, você tem um remédio chamado... Qual o nome do remédio?
- Transamin.
- Transamin? ... Pera aí, moço. Minha irmã tá delirando. PARA DE RIR!
Depois ela quis pedir um anti-inflamatório e ele não podia vender sem receita, então, para sensibilizar o homem, ela começou a contar toda a minha vida para ele, mas isso não abalou o coração dele porque tudo o que recebemos de resposta foi: "Que merda, né. Ficar doente no Natal.”
Pois é, moço. Uma grande merda mesmo.
PS: To me recuperando, boatos dizem que irei sobreviver.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Do mesmo jeito
Hoje vou contar uma crônica, que não é bem minha, mas me identifiquei com a situação pelo simples fato de que às vezes eu queria ter um sobrenome/nome mais simples. Um que eu não precisasse ficar soletrando sempre e que ninguém criasse variações bizarras.
Já escrevi aqui o quanto é frustrante você ir ao Starbucks e fazer um pedido porque eles sempre erram o seu nome. Na verdade, não é o só o pessoal do Starbucks que erra nome, quem nunca teve o nome trocado em algum momento da vida? Acontece que no meu caso eu nem tento mais corrigir o erro, eu só deixo a pessoa me chamar de seja lá o que ela quiser.
Eu e minha irmã frequentamos o mesmo salão de beleza e sempre quem nos atende é uma moça chamada Carol. Essa semana eu passei lá pra dar um jeito na minha cara e ela me perguntou como andava a minha vida e no meio da conversa ela sempre dizia:
- Ai, Patrícia, você é muito engraçada mesmo.
- Você não tem jeito, Patrícia!
- Sua irmã deve ficar louca com você, Patrícia!
Normalmente eu só deixo a pessoa ficar me chamando pelo nome errado até que surja uma brecha para dizer “Poxa, que bacana, mas olha, meu nome não é esse...”. Porém, raramente eu aproveito essa oportunidade e só deixo pra lá. Tenho certeza que um dia alguém vai fazer esse favor por mim e corrigir a pessoa.
No entanto, tem vezes que não dá pra ignorar.
Tipo na vez em que fui a um evento e na hora de receber o crachá a mulher perguntou o meu nome:
- Paula Arbex.
- Como?
- Paula A-R-B-E-X. Arbex.
- Ah ta.
E quando recebi o crachá estava escrito:
Já escrevi aqui o quanto é frustrante você ir ao Starbucks e fazer um pedido porque eles sempre erram o seu nome. Na verdade, não é o só o pessoal do Starbucks que erra nome, quem nunca teve o nome trocado em algum momento da vida? Acontece que no meu caso eu nem tento mais corrigir o erro, eu só deixo a pessoa me chamar de seja lá o que ela quiser.
Eu e minha irmã frequentamos o mesmo salão de beleza e sempre quem nos atende é uma moça chamada Carol. Essa semana eu passei lá pra dar um jeito na minha cara e ela me perguntou como andava a minha vida e no meio da conversa ela sempre dizia:
- Ai, Patrícia, você é muito engraçada mesmo.
- Você não tem jeito, Patrícia!
- Sua irmã deve ficar louca com você, Patrícia!
Normalmente eu só deixo a pessoa ficar me chamando pelo nome errado até que surja uma brecha para dizer “Poxa, que bacana, mas olha, meu nome não é esse...”. Porém, raramente eu aproveito essa oportunidade e só deixo pra lá. Tenho certeza que um dia alguém vai fazer esse favor por mim e corrigir a pessoa.
No entanto, tem vezes que não dá pra ignorar.
Tipo na vez em que fui a um evento e na hora de receber o crachá a mulher perguntou o meu nome:
- Paula Arbex.
- Como?
- Paula A-R-B-E-X. Arbex.
- Ah ta.
E quando recebi o crachá estava escrito:
PAULA CUBEX
- Moça... Tem alguma coisa errada...
- O que?
- Meu nome. Não é esse.
- Ué, como assim?
- É ARBEX. AR. A-R. A de AMIGO e R de RATO.
- Ah... É parecido com o que tá escrito, né.
Aham, igualzinho.
Eu nunca vou entender como a mulher conseguiu transformar ARBEX em CUBEX, mas bem, a vida tem dessas coisas.
Enfim, a situação que eu queria contar é na verdade da minha mãe, que foi ao mercado e na hora de pagar a moça do caixa leu o nome no cartão e disse:
- Ai, não acredito! Não acredito que achei uma Hévila!
- Nossa! Eu também não! É tão difícil achar alguém com esse nome...
- Nem me fale! Meu nome se escreve do mesmo jeito que o seu. Só que sem o H, com dois LL e N!
-... Ahn? Pera... Então... Como é o seu nome?
- Evillan.
- Ahn... Realmente, do mesmo jeito.
domingo, 30 de novembro de 2014
Sobre São Paulo
Esse mês fui a São Paulo com dois amigos
para o Comic Con Brasil. Apesar do evento
não ter sido lá aquelas coisas (absolutamente decepcionada), a viagem foi super
bacana.
Nunca tinha ido a
São Paulo, a não ser para pontes aéreas ou escalas e nunca fiquei em solo
paulista por mais de 5h. Então passar um fim de semana por lá foi muito legal.
Sem falar que foi a primeira vez que viajo com dois amigos pagando por “tudo”.
Tudo bem que pedi ajuda para ver o bilhete aéreo, mas só. O resto foi tudo por
minha conta e risco.
Como já faz um
tempo que voltei (viajei no dia 14/11), não vou lembrar de tudo, então vou
enumerar as coisas que fizemos por lá e os lugares que vimos:
O Hostel não poderia ter sido melhor. O lugar era super bem localizado e aconchegante. Nem acreditei quando entrei.
Foi a primeira vez que me hospedei em um hostel e tinha uma imagem completamente diferente do que seria ficar em um.
Mas o Brazilodge foi uma primeira experiência muito bacana. Tudo era bonito e limpo e eu me senti super em casa.
Foi a primeira vez que me hospedei em um hostel e tinha uma imagem completamente diferente do que seria ficar em um.
Mas o Brazilodge foi uma primeira experiência muito bacana. Tudo era bonito e limpo e eu me senti super em casa.
Do lado do Hostel tinha um mercadinho e ficávamos uns 15 minutos da estação de metrô Ana Rosa.
Além do metrô e do mercadinho também tinha farmácia e uns bares caso você quisesse sair a noite, então super valeu a pena.
Como dividimos o valor da diária por três, ficou em conta; mas talvez o preço seja ruim para quem vai sozinho e não quer dividir o quarto com estranhos.
2) Guia turístico
Eu fiquei bastante preocupada quando me dei conta de que não sabia andar em São Paulo. O que é normal em qualquer situação na qual você está visitando pela primeira vez um lugar novo. Durante o vôo, eu e os meus amigos ficamos pensando em como poderíamos pegar um táxi sem que o taxista nos enrolasse. Até chegamos a tentar imitar o sotaque.
Mas não precisamos de nada disso porque quando desembarquei um amigo meu estava me esperando para me levar ao Hostel. O que foi bem legal da parte dele (obrigada, Kii!). Ele acabou sendo o nosso Guia durante a maior parte da nossa estadia.
Nesse primeiro dia, depois de termos finalmente chegado ao Hostel, ele nos levou a um restaurante muito bom!
3) K'pop Chicken
O K’POP chicken é um restaurante especializado em frango, com influências da cultura pop e gastronomia de Seul. O ambiente moderno e informal é perfeito para compartilhar bons momentos com os amigos e aproveitar o que a vida tem de melhor. Nosso cardápio vai muito além da crocância do frango, também possuímos pratos coreanos adaptados ao paladar brasileiro e bebidas alcoólicas típicas para tornar toda a experiência gastronômica mais divertida.Gente, sem comentários pra esse restaurante. É muito muito muito bom!
É tipo um KFC, mas muito mais gostoso e barato (eu achei). O restaurante tem outras coisas além de frango, mas a gente só comeu isso. hahahaha
Além do restaurante, também tem uma área para jogos onde você pode sentar mais a vontade e conversar.
Nós até queríamos ir de novo, mas não deu. Com certeza na próxima vez nós iremos lá!
Além disso, é perto do metrô (estação Santacruz), então não tem desculpa para não ir. Quem quiser dar uma conferida:
Rua loefgreen 1278 - Vila Clementino - São Paulo
De Terça à Sexta das 17:00 às 22:30 / Sábados o dia todo até às 22:30
4) Pessoas do transporte em SP/Metrô de SP.
Não sei se tem a ver com a cidade ser muito grande, ou a gente que falava muito diferente, ou se eles que estavam de má vontade mesmo, mas é muito difícil pedir informação pro pessoal de transporte. Tipo, muito mesmo.
Isso foi desde o taxista que não sabia nos levar para o Hostel (o que aconteceu mais de uma vez), ao que pediu para usar o aplicativo Waze, ou então ter que fazer mímica e pedir pela amor de Deus pro motorista do ônibus me avisar em que ponto descer (e mesmo assim o homem não me avisou!)
Muito difícil mesmo, por isso a gente evitou usar táxi e ônibus e elegemos o metrô como nosso melhor amigo.
No início fiquei bastante assustada com o número de linhas do metrô e pensei "vou ter que ficar usando táxi pra sempre porque com certeza vou me perder...". Mas foi bem tranquilo. É só você ler as placas que tudo vai dar certo. Nós não nos perdemos nenhuma vez e o metrô nem foi tão assustador quanto pensei que seria.
A única coisa que achei um tanto quanto estranha foi o movimento das pessoas, que era bem grande se comparado ao do Rio de Janeiro, mas mesmo assim não teve nada de anormal. Dava pra andar tranquilamente pelo metrô e a gente pôde até sentar.
Super aprovado.
Menos o pessoal do transporte público. Esses podem ter umas aulas de como dar informação pra turista.
5) Clima
Como só ia passar um fim de semana em SP, não levei muita roupa. Olhei a previsão do tempo e dizia que ia estar nublado, com um pouco de sol e a mínima seria de 16, então não levei roupa de frio frio, só levei uma calça-jeans, uma meia calça (que chegando lá descobri que era uma Segunda pele!) e um casaco leve. Nada para pegar um frio.
E Deus, pra que.
Não estava TÃAAAAAO frio, mas frio do tipo "poxa, quero um casaco", e eu não tinha nada. Nem meia. Então assim, digamos que levei um tapa na cara.
Entendam: 16 graus é frio. Pelo menos se você é carioca.
Ainda sobre clima, mas agora sobre cultura: Carioca não pode ver sol que já acha que está calor, e já vai colocando um short, uma blusa regata, o óculos de sol, já está se preparando pra praia.
Então no sábado quando acordei de manhã e vi que estava sol, vesti o meu shorts e uma blusa mais leve pra não passar calor durante o dia.
Depois do café da manhã, nós fomos pegar o metrô para ir à Liberdade e percebi que estava todo mundo de calça. Todo mundo mesmo. E todo mundo me olhando. Perguntei aos meus amigos se tinha alguma coisa estranha comigo e eles disseram que não, mas eu era a única usando shorts.
6) Pessoas
É antiga a rixa entre paulistas e cariocas, mas eu não sei ao certo da onde surgiu isso. Só sei que os dois se odeiam.
E antes que eu continue:
- Biscoito: A origem da palavra biscoito está em duas palavras francesas: "bis" e "coctus", que significam cozido duas vezes.
- Bolacha: Mais seco, mas a forma de preparo é a mesma, porém, não vai ao forno duas vezes.
(Viram só, meu blog também é cultura)
Encontrei dois tipos de pessoa em SP: os que gostam dos cariocas e os que não gostam.
A maioria era de boa, tratava a gente bem e ficávamos rindo do sotaque (seja eles com o nosso, ou a gente com os dele). Os que não gostavam ficavam fazendo piadas pejorativas, mas a gente só ignorava, ou ficava rindo depois. Tipo a menina do McDonalds que falou que quem nasce no Rio é "Rio de Janeirence".
Mas fora isso, o pessoal de SP foi super maneiro.
7) Liberdade
Deixei o melhor para o final para falar o quanto fiquei feliz por ter finalmente conseguido visitar a tão famosa Liberdade. Fiquei muito feliz de ter ido lá. Fiquei louquíssima, como achei que ficaria; gastei muito dinheiro, como achei que gastaria; vi muita coisa maneira, como achei que veria; e quis voltar lá de novo, como achei que iria querer.
Não pude ver tudo porque era muito muito muito cheio e eu comecei a ficar de saco cheio de ter que me esquivar das pessoas, mas foi muito legal.
Acho que é por isso que Deus não dá asa a cobra e eu não tenho tanto dinheiro sobrando assim, se não Liberdade me sugava.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Férias, onde estão?
Oi, gente, olha quem voltei!
Desculpem a ausência, mas final de período é um estresse só. Quem convive sabe o quanto foi tenso e o quão zumbi eu estava por conta das provas. Na verdade, acho que quando chega final de semestre você entra no modo zumbi mesmo. É uma coisa inerente às provas, não tem como escapar. Bem, a não ser que você não ligue para notas, aí acho que tudo bem.
Todo dia durante duas semanas eu só queria chegar em casa e dormir, mas nãaaao, tinha que estudar. Ou pelo menos era isso o que eu dizia para mim mesma enquanto ficava presa no trânsito da Barra, mas na real?
Mas eu tentei, e os Deuses do estudo sabem o quanto tentei.
Ao menos já está terminando e eu já consigo sentir o cheiro das tão amadas férias!
Porém, ainda tenho mais uma semana...
Tão perto... E ao mesmo tempo tão longe...
Desculpem a ausência, mas final de período é um estresse só. Quem convive sabe o quanto foi tenso e o quão zumbi eu estava por conta das provas. Na verdade, acho que quando chega final de semestre você entra no modo zumbi mesmo. É uma coisa inerente às provas, não tem como escapar. Bem, a não ser que você não ligue para notas, aí acho que tudo bem.
Todo dia durante duas semanas eu só queria chegar em casa e dormir, mas nãaaao, tinha que estudar. Ou pelo menos era isso o que eu dizia para mim mesma enquanto ficava presa no trânsito da Barra, mas na real?
Ao menos já está terminando e eu já consigo sentir o cheiro das tão amadas férias!
Porém, ainda tenho mais uma semana...
domingo, 9 de novembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
Sobre transporte coletivo
A Barra pode ser bem ruim, mas tenho que reconhecer
que o transporte privado oferecido por alguns condomínios aos moradores é um
tremendo adianto de vida. Então, desde que me mudei, raramente pego um ônibus
comum, só quando estou com muito preguiça de esperar o transporte privado, mas
às vezes até vale a pena esperar. Só o fato de saber que eu vou estar sentada,
com ar condicionado e sem gente se esfregando em mim já é um alívio.
Mas também tem os seus pontos negativos. Não é
porque o ônibus é privado que as pessoas são mais educadas que aquelas do
transporte público. Muitas vezes elas são até piores.
Por exemplo, no privado, sempre tem aquela pessoa
maravilhosa que acha que a mochila/bolsa/casaco/perna/etc tem que sentar na
poltrona do lado. E muitas vezes você, cidadão trabalhador e cansado após um
dia longo de trabalho, tem que procurar um lugar sem mochilas para
sentar.
Ou então aquelas pessoas que veem você entrar,
vocês trocam um olhar, e ela rapidamente se finge de morta para não ter que
levantar. E você fica com pena de acordar a filha da mãe ou não porque vai que
ela na verdade só estava semiacordada e você vai atrapalhar o sono dela?
Também tem aquela gente que tá há um tempo sem
falar com a família e resolve colocar a fofoca em dia dentro do ônibus, e acha
que você também é obrigado a saber que a Letícia pegou o namorado da Sabrina e
que depois disso as duas se descobriram lésbicas e o Ricardo, ex-namorado da
Sabrina e ex-peguete da Letícia, ficou sem ninguém e acabou entrando para a
igreja. Essas também são ruins.
Mas o pior mesmo é aquele tipo de pessoa que acha
que você quer bater papo com ela, sendo que na verdade você só tá muito cansado
e só quer dormir. Mas nãaaao, a pessoa resolve falar com você o caminho
inteiro, e não importa se você está com fone de ouvido, ou fingindo dormir, ela
vai falando e falando e falando e falando e você se pergunta: Por que Deus?
Às vezes acho que além do aviso de "proibido
fumar", deviam colocar um "Por favor, fiquem em silêncio".
Mas, como eu disse, às vezes vale a pena. Pensei
nisso hoje quando saí com uma amiga minha (oi, Yuu!) e pegamos o metrô.
Foi um dia bem atípico no metrô. Primeiro porque
hoje é domingo, feriado e o metrô estava cheio. Cheio, tipo, dia de semana,
17h, horário de pique depois do expediente.
Além disso, todo mundo gosta de ir à praia,
principalmente quando faz sol. Então o metrô estava cheio pra caramba, com todo
mundo meio semi-nu, molhado, bebendo cerveja, suado, falando alto e enfim, bem
clima de domingo pós-praia.
Mas nada é pior do que estar em um lugar fechado,
cheio de gente e de repente um infeliz soltar um pum.
Sério.
Eu sei que às vezes não dá para controlar, é mais
forte que você, mas gente. Por favor. Não. Não. Não. Que você morra por causa
de um peido entalado, mas não faz isso dentro do metrô. Principalmente quando
ele acabou de fechar as portas e todo mundo lá dentro vai ter que esperar pelo
menos uns dois minutos para poder ter um pouco de ar novo. Porque você vai
estar condenando todos lá dentro à uma morte terrível. As pessoas nunca sabem o
que fazer em uma situação dessas. Se respiram, se não respiram, se se abanam,
se procuram quem está com a mão amarela.
Fica todo mundo meio atordoado.
Lembrem-se que eu falei que hoje foi um dia atípico
no metrô. O pum foi ruim, mas é algo normal do ser humano. No entanto, esse
gerou uma comoção dentro do vagão.
- AHHHH, NÃO. NÃO. QUEM FOI?
- MANO, POR QUE, VAI SE FODER. QUE FEDOR.
- PEIDOU MAL PRA CARAMBA EIN
- QUEM FOI
- TEM CRIANÇA AQUI DENTRO, POR FAVOR
- SOCORRO
- AI MEU SENHOR, QUE QUE ISSO
Sou dessas que fica rindo em uma situação
constrangedora. E a minha amiga também, ficamos as duas rindo tentando respirar
até que o vagão parou, umas pessoas saíram, mas o cheiro ficou.
Acho que isso é o pior. O cheiro sempre fica.
- AHHH, A PESSOA SAIU E O CHEIRO FICA. BONITO
- VISH, OLHA A BRIGA
- JOGA ELE NOS TRILHOS
E todo mundo correu para a porta para ver a briga.
O que eu mais gosto de brigas, discussões e afins,
são os boatos. É interessante ver a nossa capacidade de mudar, construir,
alterar uma história tão rápido e em tão pouco tempo. A história que o pessoal do
nosso vagão inventou foi que os homens estavam brigando na plataforma porque o
cara A tinha soltado um pum e o cara B tinha ido tirar satisfação.
O vagão ficou parado por um tempão até algum
segurança apaziguar a briga, o que não foi de todo ruim porque deu tempo do
cheiro sair.
Enquanto estava lá tentando respirar fiquei
pensando em como gostava do conforto dos ônibus privados, mas que sentia falta
do transporte público por causa dessas histórias. Metrô/ônibus comum nunca me
decepciona no quesito de coisas interessantes para se contar.
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