quarta-feira, 15 de abril de 2015
O amor é cego, ou você que é?
Dizem que o amor é cego, mas na verdade nós que somos. É como se nos primeiros meses de relacionamento uma venda opaca fosse posta sobre os nossos olhos e ficássemos cegos e surdos a tudo o que a nossa paixão faça de errado, tudo aquilo que quebre um pouco essa ideia de amor perfeito que tão cuidadosamente criamos e alimentamos.
Eu ia seguindo a dança, o ritmo frenético da doce música que os predadores cantam e tocam para atrair a presa, e teria caído na rede dele, caso não tivesse recebido tantos alertas de todas as pessoas com as quais se preocupavam e me amavam. Não que eu mesma não percebesse as coisas erradas, mas estava tão envolvida, tão presa em todos aqueles sentimentos novos e excitantes que eu nunca havia sentido, tão cega por todo aquele brilho, que ignorei todos os sinais amarelos e vermelhos, todos os avisos, todas as hesitações, todas as vozes de alerta que o meu instinto me berrava “Nem tudo o que reluz é ouro”. Achava que era só o medo do desconhecido, que sussurra no seu ouvido antes de você enfrentar uma experiência nova. E nas palavras do predador “você não pode deixar essa oportunidade passar porque tem medo”.
Eu teria continuado. Acho que não teria forças para nadar contra a correnteza que ele me arrastava. Ficaria tal qual uma mosca estúpida que não percebeu o quão perto voava perto da teia, como uma mariposa que achava que podia voar perto da luz, e não morrer ao se chocar contra o vidro e o calor.
Se eu não tivesse recebido um tapa na cara tão forte, uma arrancada brusca e rápida da venda que me cegava, talvez hoje a minha vida estivesse destruída. Era como se a própria vida dissesse “OLHA O QUE VOCÊ VAI FAZER” e me forçava a olhar. E de repente, me dei conta pela primeira vez do que estava fazendo comigo. O que ele fazia comigo. Como ele fazia com que eu me sentisse, e como eu me curvava, sem perceber. O que vi foi chocante, degradante, me revirou o estômago e eu quis chorar. Como eu tinha me colocado naquela situação? Como tinha permitido ser usada daquela forma? Ser tratada como um mero objeto? Eu, que sempre procurei me dar valor, ser tão desvalorizada e rebaixada?
Talvez, se eu tivesse continuado, eu estivesse perdida de uma forma que já não fosse possível achar o caminho de volta. Quando paro para pensar, percebo que talvez eu tivesse ficado sozinha, refém do predador. Presa em um eterno conflito interno, pois um lado meu sabia que tinha algo errado. No entanto, o outro achava por bem ignorar, ser complacente, perdoar, porque amar é perdoar, não é isso o que dizem?
“É muito comum que as mulheres acreditem que é um sinal de compromisso, uma expressão de amor, suportar o maltrato, a crueldade, perdoar e esquecer. Na verdade, quando nós amamos direito, nós sabemos que a resposta saudável e amável a esse tipo de abuso é nos retiramos desse caminho de dor”. (tradução porca de uma frase da Bell Hooks).
No início, confesso que me retirei mais pelos outros. Como disse antes, eu não teria forças para sair sozinha, precisava da ajuda dos demais, e aqueles que se preocupavam me pegaram pelos braços e me tiraram da água turva. Depois disso foi ficando mais fácil. Restabeleci a visão perdida, pude ver a incoerência das palavras do leão e pude tirar o piche das minhas asas, que tão sofregamente tentavam alçar vôo aos primeiros sinais de abuso, mas que se encontraram sem forças até mesmo para planar. Voei para longe, ignorei as tentações, e por mais que vá contra a minha natureza, não posso me sentir mal pelo tratamento que dispenso a ele. Afinal de contas, é a minha resposta saudável a esse tipo de abuso. É a resposta amável para comigo mesma, porque esse não é o tipo de amor que eu acho que mereço.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Sobre transporte coletivo (II)
Pra quem não sabe, eu moro no Rio de Janeiro. Apesar de ter os seus pontos negativos, uma das coisas que eu mais gosto aqui é que tudo dá pra fazer a pé. Tudo mesmo, se você tiver disposição. Se você não é daquelas que curtem andar, o transporte público é uma boa opção. Ele pode ter os seus defeitos e, na maioria das vezes, tirar a sua paciência, mas a oferta é muito boa. Tem sempre ônibus, para infinitos lugares e eles estão melhorando. Até ando achando os motoristas mais simpáticos. O metrô também é muito bacana, não tenho mais usado com frequência, mas até ano passado ele era uma ótima alternativa.
Então, assim, reclamo quando tem que reclamar, mas não tenho coração de pedra, sei reconhecer os esforços e acho importante tentar encontrar algo de bom em todas as coisas ruins do mundo. *meta de 2015*
Estou escrevendo isso porque ontem à noite eu estava em uma 'festa' de trabalho, e precisava ir à Tijuca, mas estava com uma preguiça horrenda de pegar ônibus e de descobrir qual número eu deveria pegar para chegar à Zona Norte.
Enquanto andava em direção ao ponto mais próximo, olhei a rua e vi vários táxis. Vários mesmo. Achei irônico porque sempre que eu preciso de um, nunca tem; e quando tem, eles nunca param ou querem me levar para o meu destino porque, segundo os taxistas, "é muito engarrafado" ou "ai, é muito longe". O que me deixa bem brava, mas.
Fiquei pensando se estava disposta a gastar uns R$50 em um meio de transporte que iria me deixar exatamente onde eu queria, ou se gastava R$3,40 no outro que me deixaria mais ou menos perto do meu destino e andar por uns cinco-oito minutos. Depois desse dilema eterno que durou dois minutos, optei pelo ônibus mesmo porque né. Primeiro dia do mês, pra que gastar o meu suado salário de estagiária em um táxi? Optei pelo coletivo porque pelo menos eu não ia ser obrigada a falar com o motorista. Ou talvez sim, vai que eu tinha azar e aparecia um cara simpático querendo trocar ideia às 20h30 da noite?
Olhei a placa que indicava quais ônibus paravam naquele ponto específico e vi que tinha três opções. Como não conhecia nenhum deles, iria ter que perguntar ao motorista onde exatamente na Tijuca ele passava e se iria servir. Achei que fosse esperar um tempão, mas os deuses são grandiosos e um deles apareceu rapidinho.
- Oi, moço. Boa noite. Esse ônibus para na Tijuca?
- Depende de onde na Tijuca você quer parar.
- Perto da São Francisco, na rua da igreja.
- Passa, sim.
- Você pode me avisar?*
- Posso, mas você tem que me lembrar. Daqui até lá é um caminho muito longo.
- Tudo bem, obrigada.
* Sobre essa pergunta é importante ressaltar que apesar de sempre fazê-la e, na maioria dos casos, a resposta ser sempre positiva, raramento sou avisada. Posso contar nos dedos quantas vezes eles de fato me avisaram, por isso vocês têm que sempre ficarem atentos e checando o Google Maps no celular, se o telefone for bom. O que no meu caso não é, então nessas horas vocês precisam redobrar a atenção.
Curtindo a minha trilha sonora e pensando na vida, percebi que o motorista era meio louco. Na verdade meio é eufemismo meu. Ele era bem louco mesmo e era um péssimo motorista. Só naquela curta viagem até a Tijuca vi a minha vida passar diante dos meus olhos umas 15 vezes. Ele inclusive BATEU EM UM ÔNIBUS e seguiu dirigindo como se nada tivesse acontecido e só parou para olhar porque uma passageira começou a fazer um escândalo falando que ele tinha ~atropelado alguém~ sendo que???????
Depois disso umas pessoas quiseram descer e o motorista, com muito bom humor, gritou:
- PODEM DESCER, VOCÊS JÁ PAGARAM MESMO.
Quando vi que estava chegando (lembram que eu fico atenta em dobro?), levantei e apertei o botão. Notei que pelo espelhinho o motorista estava tentando fazer contato visual comigo e me avisar que estávamos perto do ponto. Não esperava que ele realmente avisasse. Posso adicionar mais um dedinho à contagem de motoristas que me avisaram de verdade sobre o ponto em que eu deveria descer.
O que foi bem maneiro.
Então, assim, reclamo quando tem que reclamar, mas não tenho coração de pedra, sei reconhecer os esforços e acho importante tentar encontrar algo de bom em todas as coisas ruins do mundo. *meta de 2015*
Estou escrevendo isso porque ontem à noite eu estava em uma 'festa' de trabalho, e precisava ir à Tijuca, mas estava com uma preguiça horrenda de pegar ônibus e de descobrir qual número eu deveria pegar para chegar à Zona Norte.
Enquanto andava em direção ao ponto mais próximo, olhei a rua e vi vários táxis. Vários mesmo. Achei irônico porque sempre que eu preciso de um, nunca tem; e quando tem, eles nunca param ou querem me levar para o meu destino porque, segundo os taxistas, "é muito engarrafado" ou "ai, é muito longe". O que me deixa bem brava, mas.
Fiquei pensando se estava disposta a gastar uns R$50 em um meio de transporte que iria me deixar exatamente onde eu queria, ou se gastava R$3,40 no outro que me deixaria mais ou menos perto do meu destino e andar por uns cinco-oito minutos. Depois desse dilema eterno que durou dois minutos, optei pelo ônibus mesmo porque né. Primeiro dia do mês, pra que gastar o meu suado salário de estagiária em um táxi? Optei pelo coletivo porque pelo menos eu não ia ser obrigada a falar com o motorista. Ou talvez sim, vai que eu tinha azar e aparecia um cara simpático querendo trocar ideia às 20h30 da noite?
Olhei a placa que indicava quais ônibus paravam naquele ponto específico e vi que tinha três opções. Como não conhecia nenhum deles, iria ter que perguntar ao motorista onde exatamente na Tijuca ele passava e se iria servir. Achei que fosse esperar um tempão, mas os deuses são grandiosos e um deles apareceu rapidinho.
- Oi, moço. Boa noite. Esse ônibus para na Tijuca?
- Depende de onde na Tijuca você quer parar.
- Perto da São Francisco, na rua da igreja.
- Passa, sim.
- Você pode me avisar?*
- Posso, mas você tem que me lembrar. Daqui até lá é um caminho muito longo.
- Tudo bem, obrigada.
* Sobre essa pergunta é importante ressaltar que apesar de sempre fazê-la e, na maioria dos casos, a resposta ser sempre positiva, raramento sou avisada. Posso contar nos dedos quantas vezes eles de fato me avisaram, por isso vocês têm que sempre ficarem atentos e checando o Google Maps no celular, se o telefone for bom. O que no meu caso não é, então nessas horas vocês precisam redobrar a atenção.
Curtindo a minha trilha sonora e pensando na vida, percebi que o motorista era meio louco. Na verdade meio é eufemismo meu. Ele era bem louco mesmo e era um péssimo motorista. Só naquela curta viagem até a Tijuca vi a minha vida passar diante dos meus olhos umas 15 vezes. Ele inclusive BATEU EM UM ÔNIBUS e seguiu dirigindo como se nada tivesse acontecido e só parou para olhar porque uma passageira começou a fazer um escândalo falando que ele tinha ~atropelado alguém~ sendo que???????
Depois disso umas pessoas quiseram descer e o motorista, com muito bom humor, gritou:
- PODEM DESCER, VOCÊS JÁ PAGARAM MESMO.
Quando vi que estava chegando (lembram que eu fico atenta em dobro?), levantei e apertei o botão. Notei que pelo espelhinho o motorista estava tentando fazer contato visual comigo e me avisar que estávamos perto do ponto. Não esperava que ele realmente avisasse. Posso adicionar mais um dedinho à contagem de motoristas que me avisaram de verdade sobre o ponto em que eu deveria descer.
O que foi bem maneiro.
domingo, 8 de março de 2015
Água Termal Vichy
Ninguém pediu, mas resolvi fazer porque vai que tem mais gente como eu que não entende nada de nada de produtos de beleza e quer um help ou uma luz na vida?
De uns tempos pra cá a minha pele começou a ficar meio bizarra. Ela sempre foi meio oleosa e eu sempre tive uns cravos eternos no queixo ou então uns poros gigantes no nariz que nunca me deixavam em paz. A limpeza de pele ajudava, mas a situação financeira da linda aqui não anda permitindo esses luxos, e desde que me mudei, os preços de tratamentos estéticos no meu bairro novo são meio exorbitantes pro que eu ganho.
O que me ajuda (ou não), é que eu sou louca de farmácia. Adoro comprar produto pra pele e ficar experimentando tudo, às vezes eu descubro produtos que funcionam, e às vezes eu deixo a minha pele pior do que ela é normalmente. rs
Por conta disso, resolvi deixá-la em paz por um tempinho e comecei a usar só protetor solar e água normal pra limpá-la, mas começaram a surgir várias espinhas e cravos e eu não aguento essas coisas. Fiquei triste e desolada com as minhas novas amigas quando li no Twitter umas meninas comentando de produtos que elas usavam pra limpeza da pele e todas elas comentaram que usavam a ~água termal~ e que era uma maravilha, a pele ficava linda, hidratada, uma delícia etc etc. Levantei minhas orelhinhas e fiquei com isso gravado na minha cabeça.
Em um belo Sábado ensolarado e quente pra cacete passei em uma farmácia pra comprar band-aid e bati o olho nessa tal ~água termal~. A que eu vi e chamou o meu nome era a da marca Vichy e parecia estar em um preço bom* e como eu não tava fazendo nada mesmo, acabei comprando (e esqueci do band-aid). Confesso que me senti meio retardada pagando R$62** em uma água, mas queria ver se esse bagaço funcionava mesmo.
A questão é que eu não sabia como usar o produto. De verdade, eu comprei, levei pra casa, coloquei ele na cama, sentei em frente a ele, e fiquei 10 minutos pensando como é que eu ia usar e pra que servia. Sabia que fazia bem pra pele, mas só. Ma será que eu tinha que espirrar na minha cara e chanz? Ou será que eu tinha que esperar um tempo? Era pra beber? Era pra usar de manhã? A noite?
Muitas dúvidas. Depois de pensar muito, tive a ideia brilhante de ir ao Google e ao site oficial da Vichy que me deu uma luz e me explicou:
Como tônico
A água termal de Vichy é rica em minerais naturalmente antioxidantes, que trabalham para purificar e acalmar a pele. Ela reduz a vermelhidão e fecha os poros naturalmente.
Para preservar a maquiagem
Depois de concluir a maquiagem, borrife a água termal em toda a face. Ela age como um fixador e fará com que a maquiagem dure muito mais tempo. E fique tranquila, seu vapor é bem suave e a make ficará intacta.
Em voos longos ou viagens
Ficar preso dentro de um ambiente fechado, com ar condicionado por muitas horas não é nada bom para a pele. O ar condicionado diminui a umidade do ar e deixa a pele ressecada e sem viço. A água termal é fácil de ser levada na bagagem de mão, é prática de usar e manterá sua pele hidratada.
Promover um frescor durante o dia
Seja no calor do dia a dia ou dentro de um escritório com ar condicionado, este spray é como uma bebida fresca para a sua pele. Como o spray cria uma névoa fina, também é perfeito para refrescar crianças e bebês.
Tratamento de queimaduras e feridas
Seja queimadura solar ou de outras causas, borrifar regularmente água termal ajuda a aliviar a dor. Ela também pode ser borrifada sobre feridas para acalmar a inflamação. A Água Termal de Vichy contém Boro, uma substância com propriedades cicatrizantes cientificamente comprovadas.
Alívio da coceira
Para diferentes causas que costumam fazer a pele coçar como cicatrização da pele, picadas de insetos, alergias de pele, e doenças como catapora etc. A ajuda está a apenas uma borrifada!
Durante e após o exercício físico
Para ajudar a te manter fresca e amenizar o calor.
Depois disso comecei a usar a noite antes de dormir (não durante quatro dias seguidos, mas) e espero secar naturalmente. Mesmo não usando toda noite, notei que os poros do nariz já estão menorzinhos, assim, ainda consigo ver, mas parecem estar indo embora. Também usei na minha dermatite, e as feridas praticamente cicatrizaram bem mais rápido. Eu ainda tenho que me policiar melhor na hora de testar a parte do "alívio da coceira" porque eu acabo coçando a alergia antes mesmo de lembrar da água, mas gostei bastante!
Eau thermale Vichy (Água Termal Vichy)
Preço: R$30~R$62
*Preço bom porque eu achei que os produtos da Vichy fossem caríssimos.
** Pesquisando na internet vi que você pode encontrar por bem menos, tipo R$30. Aff
De uns tempos pra cá a minha pele começou a ficar meio bizarra. Ela sempre foi meio oleosa e eu sempre tive uns cravos eternos no queixo ou então uns poros gigantes no nariz que nunca me deixavam em paz. A limpeza de pele ajudava, mas a situação financeira da linda aqui não anda permitindo esses luxos, e desde que me mudei, os preços de tratamentos estéticos no meu bairro novo são meio exorbitantes pro que eu ganho.
O que me ajuda (ou não), é que eu sou louca de farmácia. Adoro comprar produto pra pele e ficar experimentando tudo, às vezes eu descubro produtos que funcionam, e às vezes eu deixo a minha pele pior do que ela é normalmente. rs
Por conta disso, resolvi deixá-la em paz por um tempinho e comecei a usar só protetor solar e água normal pra limpá-la, mas começaram a surgir várias espinhas e cravos e eu não aguento essas coisas. Fiquei triste e desolada com as minhas novas amigas quando li no Twitter umas meninas comentando de produtos que elas usavam pra limpeza da pele e todas elas comentaram que usavam a ~água termal~ e que era uma maravilha, a pele ficava linda, hidratada, uma delícia etc etc. Levantei minhas orelhinhas e fiquei com isso gravado na minha cabeça.
Em um belo Sábado ensolarado e quente pra cacete passei em uma farmácia pra comprar band-aid e bati o olho nessa tal ~água termal~. A que eu vi e chamou o meu nome era a da marca Vichy e parecia estar em um preço bom* e como eu não tava fazendo nada mesmo, acabei comprando (e esqueci do band-aid). Confesso que me senti meio retardada pagando R$62** em uma água, mas queria ver se esse bagaço funcionava mesmo.
A questão é que eu não sabia como usar o produto. De verdade, eu comprei, levei pra casa, coloquei ele na cama, sentei em frente a ele, e fiquei 10 minutos pensando como é que eu ia usar e pra que servia. Sabia que fazia bem pra pele, mas só. Ma será que eu tinha que espirrar na minha cara e chanz? Ou será que eu tinha que esperar um tempo? Era pra beber? Era pra usar de manhã? A noite?
Muitas dúvidas. Depois de pensar muito, tive a ideia brilhante de ir ao Google e ao site oficial da Vichy que me deu uma luz e me explicou:
A água Termal de Vichy é um produto que pode ser usado em todos os tipos de pele, sem restrições. (...) quem usa consegue notar melhoras na pele após 4 dias. (...) o uso da Água Termal de Vichy vai muito além de reforçar as defesas da pele. Você pode usá-la de diferentes formas, e hoje vamos dar dicas para aproveitar sua água termal ao máximo! (Obbbbaaaaa)
Como tônico
A água termal de Vichy é rica em minerais naturalmente antioxidantes, que trabalham para purificar e acalmar a pele. Ela reduz a vermelhidão e fecha os poros naturalmente.
Para preservar a maquiagem
Depois de concluir a maquiagem, borrife a água termal em toda a face. Ela age como um fixador e fará com que a maquiagem dure muito mais tempo. E fique tranquila, seu vapor é bem suave e a make ficará intacta.
Em voos longos ou viagens
Ficar preso dentro de um ambiente fechado, com ar condicionado por muitas horas não é nada bom para a pele. O ar condicionado diminui a umidade do ar e deixa a pele ressecada e sem viço. A água termal é fácil de ser levada na bagagem de mão, é prática de usar e manterá sua pele hidratada.
Promover um frescor durante o dia
Seja no calor do dia a dia ou dentro de um escritório com ar condicionado, este spray é como uma bebida fresca para a sua pele. Como o spray cria uma névoa fina, também é perfeito para refrescar crianças e bebês.
Tratamento de queimaduras e feridas
Seja queimadura solar ou de outras causas, borrifar regularmente água termal ajuda a aliviar a dor. Ela também pode ser borrifada sobre feridas para acalmar a inflamação. A Água Termal de Vichy contém Boro, uma substância com propriedades cicatrizantes cientificamente comprovadas.
Alívio da coceira
Para diferentes causas que costumam fazer a pele coçar como cicatrização da pele, picadas de insetos, alergias de pele, e doenças como catapora etc. A ajuda está a apenas uma borrifada!
Durante e após o exercício físico
Para ajudar a te manter fresca e amenizar o calor.
Depois disso comecei a usar a noite antes de dormir (não durante quatro dias seguidos, mas) e espero secar naturalmente. Mesmo não usando toda noite, notei que os poros do nariz já estão menorzinhos, assim, ainda consigo ver, mas parecem estar indo embora. Também usei na minha dermatite, e as feridas praticamente cicatrizaram bem mais rápido. Eu ainda tenho que me policiar melhor na hora de testar a parte do "alívio da coceira" porque eu acabo coçando a alergia antes mesmo de lembrar da água, mas gostei bastante!
Eau thermale Vichy (Água Termal Vichy)
Preço: R$30~R$62
*Preço bom porque eu achei que os produtos da Vichy fossem caríssimos.
** Pesquisando na internet vi que você pode encontrar por bem menos, tipo R$30. Aff
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Viagem para Cancún (2/3)
5) Hotel
O hotel que a gente ficou na verdade era um Resort da franquia Omni Hotels (http://www.omnihotels.com), como quem reservou foi a minha mãe, não sei informar o preço das coisas nem nada de específico, mas achei o preço cru, que é esse aqui:
Como a gente usou uma agência e o pacote que a moça fechou nos permitia comer e beber de graça, realmente o preço pra mim é um mistério, mas não acho que tenha sido barato.
Além das inúmeras piscinas e das recreações, o Resort era em frente à praia, então você podia escolher em que ambiente ficar. Fui algumas vezes à praia e ela era bem diferente das praias cariocas. Não dá pra entender como tem gente que prefere o tumulto, à uma praia limpinha onde ninguém fala alto e tá todo mundo de boa.
O Hotel também contava com uma academia e um SPA, caso você quisesse. Como o SPA não estava incluso no pacote, a gente nem quis experimentar, mas posso dizer que a academia foi a atividade em comum da família. Todo fim de tarde a gente ia lá correr, malhar, beber clorofila (não façam essa cara, não tem gosto de nada, mas ao mesmo tempo lembra hortelã bem fraquinha).
Resumindo, o hotel foi 10/10.
6. Comida
Claro que ia ter um tópico só para esse assunto maravilhoso.
No nosso hotel tinha cinco tipos de restaurante diferentes. Um mexicano, um japonês, um italiano, um tailandês e dois que tinham de tudo, tipo comida a quilo. Todos eles maravilhosos.
Acho que nunca mais vou comer comida mexicana aqui no Brasil sem ficar triste porque vou perceber que ela não tem nada a ver com a real culinária de lá. Fiquei preocupada com tudo ser apimentado (apesar de eu amar pimenta), mas raramente a comida vinha com pimenta e quando isso acontecia, o garçom sempre avisava e perguntava se você queria que ele viesse à parte.
Falam que a comida brasileira é temperada, mas a mexicana é muito mais e tudo é realmente gostoso, até os sucos eram muito mais gostosos. Até o McDonalds! E eu só tinha ido lá pra comer uma casquinha.
Comida também 10000000/10,
Arrasou.
Ah, a única coisa que eu achei meio esquisito foi que eles comiam feijão com tudo. Inclusive no café da manhã! Eu achei que fosse só coisa do buffet do hotel pra encher os olhos dos turistas com comidas exóticas, mas uma amiga minha falou que feijão é só um prato típico mexicano e normalmente eles comem no café da manhã mesmo.
Claro que o feijão que eu estou falando não é o que a gente normalmente come, ele é um pouco mais seco e pastoso e não fica tão ruim assim, mas não tive coragem de experimentar o feijão que serviam no café da manhã. Feijão continua me passando a imagem de almoço.
7. Gente de Cancún
O pessoal de lá é bastante animado, tipo, de verdade. Achei que fosse coisa do Hotel porque é o trabalho deles, mas vi que não, eles realmente são divertidos e procuram ser simpáticos com você.
Uns amores.
Ah, no shopping La Isla, que é um dos muitos shoppings de lá, tinha vários quiosques com pessoas querendo vender mil coisas. A maioria era passeios, ou então produtos de beleza, e eles começam a encher o saco depois de um certo tempo. Eles até tinham uma tática pra fazer com que você olhasse: eles ficam conversando entre si e depois gritavam ALÔ ALÔ, BRASILEIRO
E você, obviamente, olhava e então eles vinham todos sorridentes querendo oferecer mil coisas. Vamos admitir que depois de um tempo você meio que ficava de saco cheio e só queria ir embora ou então chutar um deles.
A minha dica pra quem quer ir fazer compras e não ser incomodado é NÃO ANDE EM BANDO. QUATRO PESSOAS JÁ FORMA UM BANDO. Se puder vá só você, ou então com mais alguém, e só. Também evite ficar olhando para os lados que nem um paspalho.
8. Shopping La Isla
Foi o único shopping que nós fomos, e pelo que percebi era o mais cheio também. Apesar de ser um shopping aberto, às vezes você ficava agoniado com tanta gente, além dos queridos vendedores de quiosques querendo vender mil coisas.
O shopping tinha muitas lojas importadas, assim como Duty Free e lojas típicas do México. Se você quisesse e estivesse disposto a pagar, você ainda podia ver o show dos golfinhos porque era lá que o Aquário Marinho ficava.
O hotel que a gente ficou na verdade era um Resort da franquia Omni Hotels (http://www.omnihotels.com), como quem reservou foi a minha mãe, não sei informar o preço das coisas nem nada de específico, mas achei o preço cru, que é esse aqui:
Como a gente usou uma agência e o pacote que a moça fechou nos permitia comer e beber de graça, realmente o preço pra mim é um mistério, mas não acho que tenha sido barato.
Além das inúmeras piscinas e das recreações, o Resort era em frente à praia, então você podia escolher em que ambiente ficar. Fui algumas vezes à praia e ela era bem diferente das praias cariocas. Não dá pra entender como tem gente que prefere o tumulto, à uma praia limpinha onde ninguém fala alto e tá todo mundo de boa.
O Hotel também contava com uma academia e um SPA, caso você quisesse. Como o SPA não estava incluso no pacote, a gente nem quis experimentar, mas posso dizer que a academia foi a atividade em comum da família. Todo fim de tarde a gente ia lá correr, malhar, beber clorofila (não façam essa cara, não tem gosto de nada, mas ao mesmo tempo lembra hortelã bem fraquinha).
Resumindo, o hotel foi 10/10.
6. Comida
Claro que ia ter um tópico só para esse assunto maravilhoso.
No nosso hotel tinha cinco tipos de restaurante diferentes. Um mexicano, um japonês, um italiano, um tailandês e dois que tinham de tudo, tipo comida a quilo. Todos eles maravilhosos.
Acho que nunca mais vou comer comida mexicana aqui no Brasil sem ficar triste porque vou perceber que ela não tem nada a ver com a real culinária de lá. Fiquei preocupada com tudo ser apimentado (apesar de eu amar pimenta), mas raramente a comida vinha com pimenta e quando isso acontecia, o garçom sempre avisava e perguntava se você queria que ele viesse à parte.
Falam que a comida brasileira é temperada, mas a mexicana é muito mais e tudo é realmente gostoso, até os sucos eram muito mais gostosos. Até o McDonalds! E eu só tinha ido lá pra comer uma casquinha.
Comida também 10000000/10,
Arrasou.
Ah, a única coisa que eu achei meio esquisito foi que eles comiam feijão com tudo. Inclusive no café da manhã! Eu achei que fosse só coisa do buffet do hotel pra encher os olhos dos turistas com comidas exóticas, mas uma amiga minha falou que feijão é só um prato típico mexicano e normalmente eles comem no café da manhã mesmo.
Claro que o feijão que eu estou falando não é o que a gente normalmente come, ele é um pouco mais seco e pastoso e não fica tão ruim assim, mas não tive coragem de experimentar o feijão que serviam no café da manhã. Feijão continua me passando a imagem de almoço.
7. Gente de Cancún
O pessoal de lá é bastante animado, tipo, de verdade. Achei que fosse coisa do Hotel porque é o trabalho deles, mas vi que não, eles realmente são divertidos e procuram ser simpáticos com você.
Uns amores.
Ah, no shopping La Isla, que é um dos muitos shoppings de lá, tinha vários quiosques com pessoas querendo vender mil coisas. A maioria era passeios, ou então produtos de beleza, e eles começam a encher o saco depois de um certo tempo. Eles até tinham uma tática pra fazer com que você olhasse: eles ficam conversando entre si e depois gritavam ALÔ ALÔ, BRASILEIRO
E você, obviamente, olhava e então eles vinham todos sorridentes querendo oferecer mil coisas. Vamos admitir que depois de um tempo você meio que ficava de saco cheio e só queria ir embora ou então chutar um deles.
A minha dica pra quem quer ir fazer compras e não ser incomodado é NÃO ANDE EM BANDO. QUATRO PESSOAS JÁ FORMA UM BANDO. Se puder vá só você, ou então com mais alguém, e só. Também evite ficar olhando para os lados que nem um paspalho.
8. Shopping La Isla
Foi o único shopping que nós fomos, e pelo que percebi era o mais cheio também. Apesar de ser um shopping aberto, às vezes você ficava agoniado com tanta gente, além dos queridos vendedores de quiosques querendo vender mil coisas.
O shopping tinha muitas lojas importadas, assim como Duty Free e lojas típicas do México. Se você quisesse e estivesse disposto a pagar, você ainda podia ver o show dos golfinhos porque era lá que o Aquário Marinho ficava.
sábado, 31 de janeiro de 2015
Voltando~Viagem para Cancún! (1/3)
Sumi de novo, e dessa vez nem foi por infecção. A última semana depois do natal e ano novo foi tão ocorrida e aconteceram tantas coisas que eu acabei me esquecendo do blog, e quanto mais eu esperava para postar, mais o tempo de hiatus aumentava e mais eu me sentia envergonhada por não estar postando nada. Por isso, depois da minha mãe me chamar no canto e falar que eu TINHA QUE “POSTAR ALGUMA COISA PORQUE ASSIM NÃO DAVA!”, resolvi tomar vergonha na cara e aqui estou.
Pra não encher (mais) vocês com as minhas ladainhas, vou falar de uma coisa muito bacana que aconteceu depois do Natal que foi a minha viagem para Cancún, no México. Pra não ficar muito extenso, vou separar em blocos (acho que três tá bom) e contar um pouquinho dessa incrível viagem que durou apenas uma semana.
Eu não sou muito fã de praia, basta ver pelo meu super bronzeado e a minha coleção extensa de biquínis (um), mas por conta de mudanças de planos na vida eu tive que acabar cedendo e viajando para essa cidade que se tornou um dos centros turísticos mais importantes do mundo.
Minha rota de vôo foi um pouco maluca, mas para quem não precisou mudar o destino de viagem, você pode chegar em Cancún fazendo Rio - Bogotá (Colômbia) - Cancún (México). Porém, se você é como eu, ou seja, gosta de complicar a vida e embarcar em uma aventura (a.k.a escalas e vôos internacionais infinitos dando voltas para chegar em um lugar que era facilmente acessível se você seguisse em linha reta), a sua rota vai ser uma coisa do tipo: Rio - São Paulo - Houston (Estados Unidos) - Cancún (México)
Divertido, não?
Uhuuuul, emoção!111!
Juntando esse itinerário espetacular, ainda tinha comigo a minha doce e querida irmã que sabe me dar nos nervos como ninguém. Aceitei tudo isso como um teste de Deus para atender a um dos meus pedidos de 2015 (o de ter mais paciência) e contei até dez pensando “Ahh, vai ser legal”. O que também não deixa de ser um pedido que fiz no ano novo, a ter pensamentos mais positivos e não me deixar levar pela negatividade da vida. (hahahahaha)
1) Aeroporto
Eu achava que o aeroporto do Rio era grande, e depois quando visitei Guarulhos (São Paulo) eu percebi que o nosso querido Galeão não passava de uma baratinha. Só que quando fui para Houston e depois para Vancouver vi que não sabia de nada. Na verdade esse é um dos motivos dos quais gosto de viajar: conhecer o aeroporto.
Eu sei que é meio estranho, mas eu realmente nutro um carinho por aeroportos. Um carinho tão grande que acho que na vida passava eu devia ter sido um piloto ou aeromoça. Tem tanta coisa pra ver, lugares novos para comer e pessoas tão diferentes e inusitadas que não tem como ficar entediado dentro de um.
2) Comida do avião/Companhia United Airlines
Eu não sei porque todo mundo reclama de comida de avião. Eu acho tão gostoso. Além disso, eu tenho CERTEZA que eles colocam algum sonífero como ingrediente porque é tempo de você terminar de comer e charam!
Dormindo.
Todos os meus vôos internacionais eu fiz pela United Airlines e pelo menos eu posso dizer que eles sempre capricham nas comidas do jantar (na ida eu comi arroz, frango com vegetais e um molho de mostarda muito gostoso. Na volta foi raviolli de espinafre e de sobremesa a gente ganhava um bolinho).
Além da comida, a tripulação sempre trata a gente com muito bom humor e eles são sempre prestativos pra qualquer problema ou dúvida que você possa ter, seja no avião ou em solo.
3) Imigração Houston (Ida)
Todo mundo diz que você tem que ficar pianinho na imigração. Falam que você não pode mexer no celular, falar com alguém da fila, ficar encarando os seguranças, falar alto etc etc etc. Quando passei em Houston pela primeira vez, confesso que fiquei com medo, sim, do que me disseram. Inclusive eu meio que surtei quando uma mulher da fila começou a puxar papo comigo porque eu fiz a besteira de informar as horas pra ela revelando assim a minha nacionalidade. A mulher simplesmente não calava a boca e o guardinha estava bem ao nosso lado, mas felizmente não deu problema nenhum e eu consegui passar por esse tenso processo numa boa e ainda consegui ser chamada de Hermione. O que foi legal, se levarmos em conta que a Hermione fica mô bonita nos últimos filmes.
Minha irmã ficou meio nervosa na hora da imigração também, mas acho que foi só o choque de estar em um país em que ninguém falava a língua dela (a não ser turistas) e que não tinha nem mãe nem pai pra socorrer a gente. Por isso ela se comportou e ficou só olhando as coisas. O que foi bom.
Como a gente demorou pra sair do avião, a fila estava enorme e a gente não aguentou e ficou usando o celular mesmo, tentando ignorar a música irritante da Disney que eles colocam como música-ambiente. O que eu acho que deve ser ainda mais irritante pro pessoal que trabalha lá porque é a mesma música desde a vez em que fiz escala pro Canadá, em Julho de 2013.
4) Mala em outro vôo
Pra dar um exemplo de como a United é maneira, na nossa ida, ao chegarmos a Cancún, eu fiquei que nem uma monga esperando as malas na esteira, mas nada delas virem. Depois que a esteira parou, fui checar em outras pra ver se a nossa mala tinha ido pra alguma errada, ou se sei lá, vai ver eu tinha visto o número errado. Só que a esteira estava certa e as nossas malas realmente não tinham aparecido.
Foi então que olhei pra trás e vi um bando de gente aglomerada fazendo tumulto e falando portunhol. Adivinha quem eram?
Aham.
Brasileiros.
(Eu sempre fico com vergonha alheia quando vejo um brasileiro fingindo saber espanhol. É uma coisa muito triste de se ver, de verdade. Foi por isso que eu decidi que ao primeiro sinal de tempinho livre, vou começar aulas de espanhol, porque não dá.)
Ouvindo frases soltas, vi que mais gente também não sabia onde a mala estava e fiquei um pouco mais aliviada porque não era única. Pelo que eu tinha entendido, algumas malas estavam em um outro avião porque o nosso já estava muito cheio e por isso elas só iam chegar um pouquinho depois e que por isso nós podíamos ou esperar por elas ali mesmo, ou pedir para a companhia aérea enviar para o nosso hotel preenchendo um requerimento que eles estavam oferecendo. O problema dessa proposta é que as malas só iriam poder chegar às 18h-19h e era meio dia... Então eu fiquei esperando mesmo por que né?
Pra não encher (mais) vocês com as minhas ladainhas, vou falar de uma coisa muito bacana que aconteceu depois do Natal que foi a minha viagem para Cancún, no México. Pra não ficar muito extenso, vou separar em blocos (acho que três tá bom) e contar um pouquinho dessa incrível viagem que durou apenas uma semana.
Eu não sou muito fã de praia, basta ver pelo meu super bronzeado e a minha coleção extensa de biquínis (um), mas por conta de mudanças de planos na vida eu tive que acabar cedendo e viajando para essa cidade que se tornou um dos centros turísticos mais importantes do mundo.
Minha rota de vôo foi um pouco maluca, mas para quem não precisou mudar o destino de viagem, você pode chegar em Cancún fazendo Rio - Bogotá (Colômbia) - Cancún (México). Porém, se você é como eu, ou seja, gosta de complicar a vida e embarcar em uma aventura (a.k.a escalas e vôos internacionais infinitos dando voltas para chegar em um lugar que era facilmente acessível se você seguisse em linha reta), a sua rota vai ser uma coisa do tipo: Rio - São Paulo - Houston (Estados Unidos) - Cancún (México)
Divertido, não?
Uhuuuul, emoção!111!
Juntando esse itinerário espetacular, ainda tinha comigo a minha doce e querida irmã que sabe me dar nos nervos como ninguém. Aceitei tudo isso como um teste de Deus para atender a um dos meus pedidos de 2015 (o de ter mais paciência) e contei até dez pensando “Ahh, vai ser legal”. O que também não deixa de ser um pedido que fiz no ano novo, a ter pensamentos mais positivos e não me deixar levar pela negatividade da vida. (hahahahaha)
1) Aeroporto
Eu achava que o aeroporto do Rio era grande, e depois quando visitei Guarulhos (São Paulo) eu percebi que o nosso querido Galeão não passava de uma baratinha. Só que quando fui para Houston e depois para Vancouver vi que não sabia de nada. Na verdade esse é um dos motivos dos quais gosto de viajar: conhecer o aeroporto.
Eu sei que é meio estranho, mas eu realmente nutro um carinho por aeroportos. Um carinho tão grande que acho que na vida passava eu devia ter sido um piloto ou aeromoça. Tem tanta coisa pra ver, lugares novos para comer e pessoas tão diferentes e inusitadas que não tem como ficar entediado dentro de um.
2) Comida do avião/Companhia United Airlines
Eu não sei porque todo mundo reclama de comida de avião. Eu acho tão gostoso. Além disso, eu tenho CERTEZA que eles colocam algum sonífero como ingrediente porque é tempo de você terminar de comer e charam!
Dormindo.
Todos os meus vôos internacionais eu fiz pela United Airlines e pelo menos eu posso dizer que eles sempre capricham nas comidas do jantar (na ida eu comi arroz, frango com vegetais e um molho de mostarda muito gostoso. Na volta foi raviolli de espinafre e de sobremesa a gente ganhava um bolinho).
Além da comida, a tripulação sempre trata a gente com muito bom humor e eles são sempre prestativos pra qualquer problema ou dúvida que você possa ter, seja no avião ou em solo.
3) Imigração Houston (Ida)
Todo mundo diz que você tem que ficar pianinho na imigração. Falam que você não pode mexer no celular, falar com alguém da fila, ficar encarando os seguranças, falar alto etc etc etc. Quando passei em Houston pela primeira vez, confesso que fiquei com medo, sim, do que me disseram. Inclusive eu meio que surtei quando uma mulher da fila começou a puxar papo comigo porque eu fiz a besteira de informar as horas pra ela revelando assim a minha nacionalidade. A mulher simplesmente não calava a boca e o guardinha estava bem ao nosso lado, mas felizmente não deu problema nenhum e eu consegui passar por esse tenso processo numa boa e ainda consegui ser chamada de Hermione. O que foi legal, se levarmos em conta que a Hermione fica mô bonita nos últimos filmes.
Minha irmã ficou meio nervosa na hora da imigração também, mas acho que foi só o choque de estar em um país em que ninguém falava a língua dela (a não ser turistas) e que não tinha nem mãe nem pai pra socorrer a gente. Por isso ela se comportou e ficou só olhando as coisas. O que foi bom.
Como a gente demorou pra sair do avião, a fila estava enorme e a gente não aguentou e ficou usando o celular mesmo, tentando ignorar a música irritante da Disney que eles colocam como música-ambiente. O que eu acho que deve ser ainda mais irritante pro pessoal que trabalha lá porque é a mesma música desde a vez em que fiz escala pro Canadá, em Julho de 2013.
4) Mala em outro vôo
Pra dar um exemplo de como a United é maneira, na nossa ida, ao chegarmos a Cancún, eu fiquei que nem uma monga esperando as malas na esteira, mas nada delas virem. Depois que a esteira parou, fui checar em outras pra ver se a nossa mala tinha ido pra alguma errada, ou se sei lá, vai ver eu tinha visto o número errado. Só que a esteira estava certa e as nossas malas realmente não tinham aparecido.
Foi então que olhei pra trás e vi um bando de gente aglomerada fazendo tumulto e falando portunhol. Adivinha quem eram?
Aham.
Brasileiros.
(Eu sempre fico com vergonha alheia quando vejo um brasileiro fingindo saber espanhol. É uma coisa muito triste de se ver, de verdade. Foi por isso que eu decidi que ao primeiro sinal de tempinho livre, vou começar aulas de espanhol, porque não dá.)
Ouvindo frases soltas, vi que mais gente também não sabia onde a mala estava e fiquei um pouco mais aliviada porque não era única. Pelo que eu tinha entendido, algumas malas estavam em um outro avião porque o nosso já estava muito cheio e por isso elas só iam chegar um pouquinho depois e que por isso nós podíamos ou esperar por elas ali mesmo, ou pedir para a companhia aérea enviar para o nosso hotel preenchendo um requerimento que eles estavam oferecendo. O problema dessa proposta é que as malas só iriam poder chegar às 18h-19h e era meio dia... Então eu fiquei esperando mesmo por que né?
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Meu natal
Sei que andei sumida, mas tudo tem uma explicação.
Nesse natal eu fiquei meio bem mal. Tive uma infecção urinária e a minha família custa a acreditar que você está doente até que você comece a vomitar ou desmaiar, e mesmo assim, esses sintomas não lhe garantem remédios ou atenção.
Sempre quando penso nisso lembro de uma vez em que estava passando muito muito mal, vomitando à beça e não conseguindo beber ou comer nada. Era uma cena digna de pena, como vocês podem perceber, mas isso não sensibilizou o coraçãozinho da minha mãe. Oh, não, não mesmo. Depois de ter chamado por ela, ela entrou no meu quarto e ficou analisando a situação por uns cinco minutos:
Lá estava eu, com um balde do lado da cama, vomitando nada porque não tinha mais nada para colocar para fora.
Não sei qual seria a reação normal de uma mãe, e nem digo que a minha esteja errada, mas ela só me olhou e disse: “Já sei o que vou te dar!”
Suspirei aliviada, mas não tão aliviada porque realmente não sabia até onde podia respirar sem querer vomitar de novo e agradeci aos Deuses por terem feito ela se sensibilizar com a minha condição. Continuei pensando em todas essas coisas quando ela entrou no meu quarto com um copo de coca-cola.
- O que é isso?
- Coca-cola.
- ....Pra que?
- Pra você melhorar, ué.
- ...Mas...
- Bebe.
- Mas...
- Anda, Paula. Eu tenho mais o que fazer.
Lembro que fiquei muito revoltada e falei que ela era uma desalmada, irresponsável, insensível e durante todo o meu ataque ela ficou com o braço estendido, esperando.
Acabei tomando a coca-cola muito a contragosto pensando o que eu tinha feito na vida passada pra receber esse tipo de tratamento e olhando pra ela de uma forma que eu esperava traduzir “NÃO VAI FUNCIONAR E VOCÊ VAI FICAR ARREPENDIDA”
.
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Mas não é que funcionou?
Foi quase instantâneo.
Se eu soubesse que só precisava de um copo de coca-cola pra ficar boa... Não teria feito tanta cena. Tudo o que pude fazer foi olhar pra ela com uma cara de "ok... Valeu".
É exatamente por isso que não me dão muita bola quando fico doente. Não tenho um histórico muito bom com doenças, remédio e hipocondria. Sempre acho que tem alguma coisa errada, quando na verdade, não é nada. Então, acho que entendo quando só me levam no médico quando estou morrendo.
Não quer dizer que eu goste. Por exemplo, no natal foi bem ruim.
Pensei seriamente em começar a me arrastar pelo chão da casa chorando e sangrando pra ver se me levavam no médico (falei que sempre faço cena), mas ninguém iria me dar bola, então eu só fiquei esperando a dor passar.
Normalmente funciona, mas não dessa vez. A dor foi piorando e eu tive que falar com o meu pai. Não vou dizer que estava esperando por um apoio ou empatia da parte dele, na verdade, ele fez exatamente o que achei que faria, que foi:
NOSSA, MAS SINCERAMENTE, VOCÊ ESCOLHEU ESSA DATA DE PROPÓSITO PRA FICAR DOENTE, NÃO É MESMO?????
Aham, foi sim. Olhei no meu calendário e pensei “HMMMMM, Qual será a melhor data pra ficar doente e estragar a vida das pessoas??? Caraca!"
Nessas ocasiões, minha irmã acaba assumindo o papel de enfermeira e cuida de mim já que meu pai fica muito chateado achando que eu escolho datas de propósito.
Foi ela quem ligou pra farmácia para poder comprar remédios pra mim. O nome de um deles era Transamin, o que na hora eu achei que fosse muito engraçado.
- Alô, moço, você tem um remédio chamado... Qual o nome do remédio?
- Transamin.
- Transamin? ... Pera aí, moço. Minha irmã tá delirando. PARA DE RIR!
Depois ela quis pedir um anti-inflamatório e ele não podia vender sem receita, então, para sensibilizar o homem, ela começou a contar toda a minha vida para ele, mas isso não abalou o coração dele porque tudo o que recebemos de resposta foi: "Que merda, né. Ficar doente no Natal.”
Pois é, moço. Uma grande merda mesmo.
PS: To me recuperando, boatos dizem que irei sobreviver.
Nesse natal eu fiquei meio bem mal. Tive uma infecção urinária e a minha família custa a acreditar que você está doente até que você comece a vomitar ou desmaiar, e mesmo assim, esses sintomas não lhe garantem remédios ou atenção.
Sempre quando penso nisso lembro de uma vez em que estava passando muito muito mal, vomitando à beça e não conseguindo beber ou comer nada. Era uma cena digna de pena, como vocês podem perceber, mas isso não sensibilizou o coraçãozinho da minha mãe. Oh, não, não mesmo. Depois de ter chamado por ela, ela entrou no meu quarto e ficou analisando a situação por uns cinco minutos:
Lá estava eu, com um balde do lado da cama, vomitando nada porque não tinha mais nada para colocar para fora.
Não sei qual seria a reação normal de uma mãe, e nem digo que a minha esteja errada, mas ela só me olhou e disse: “Já sei o que vou te dar!”
Suspirei aliviada, mas não tão aliviada porque realmente não sabia até onde podia respirar sem querer vomitar de novo e agradeci aos Deuses por terem feito ela se sensibilizar com a minha condição. Continuei pensando em todas essas coisas quando ela entrou no meu quarto com um copo de coca-cola.
- O que é isso?
- Coca-cola.
- ....Pra que?
- Pra você melhorar, ué.
- ...Mas...
- Bebe.
- Mas...
- Anda, Paula. Eu tenho mais o que fazer.
Lembro que fiquei muito revoltada e falei que ela era uma desalmada, irresponsável, insensível e durante todo o meu ataque ela ficou com o braço estendido, esperando.
Acabei tomando a coca-cola muito a contragosto pensando o que eu tinha feito na vida passada pra receber esse tipo de tratamento e olhando pra ela de uma forma que eu esperava traduzir “NÃO VAI FUNCIONAR E VOCÊ VAI FICAR ARREPENDIDA”
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Mas não é que funcionou?
Foi quase instantâneo.
Se eu soubesse que só precisava de um copo de coca-cola pra ficar boa... Não teria feito tanta cena. Tudo o que pude fazer foi olhar pra ela com uma cara de "ok... Valeu".
É exatamente por isso que não me dão muita bola quando fico doente. Não tenho um histórico muito bom com doenças, remédio e hipocondria. Sempre acho que tem alguma coisa errada, quando na verdade, não é nada. Então, acho que entendo quando só me levam no médico quando estou morrendo.
Não quer dizer que eu goste. Por exemplo, no natal foi bem ruim.
Pensei seriamente em começar a me arrastar pelo chão da casa chorando e sangrando pra ver se me levavam no médico (falei que sempre faço cena), mas ninguém iria me dar bola, então eu só fiquei esperando a dor passar.
Normalmente funciona, mas não dessa vez. A dor foi piorando e eu tive que falar com o meu pai. Não vou dizer que estava esperando por um apoio ou empatia da parte dele, na verdade, ele fez exatamente o que achei que faria, que foi:
NOSSA, MAS SINCERAMENTE, VOCÊ ESCOLHEU ESSA DATA DE PROPÓSITO PRA FICAR DOENTE, NÃO É MESMO?????
Aham, foi sim. Olhei no meu calendário e pensei “HMMMMM, Qual será a melhor data pra ficar doente e estragar a vida das pessoas??? Caraca!"
Nessas ocasiões, minha irmã acaba assumindo o papel de enfermeira e cuida de mim já que meu pai fica muito chateado achando que eu escolho datas de propósito.
Foi ela quem ligou pra farmácia para poder comprar remédios pra mim. O nome de um deles era Transamin, o que na hora eu achei que fosse muito engraçado.
- Alô, moço, você tem um remédio chamado... Qual o nome do remédio?
- Transamin.
- Transamin? ... Pera aí, moço. Minha irmã tá delirando. PARA DE RIR!
Depois ela quis pedir um anti-inflamatório e ele não podia vender sem receita, então, para sensibilizar o homem, ela começou a contar toda a minha vida para ele, mas isso não abalou o coração dele porque tudo o que recebemos de resposta foi: "Que merda, né. Ficar doente no Natal.”
Pois é, moço. Uma grande merda mesmo.
PS: To me recuperando, boatos dizem que irei sobreviver.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Do mesmo jeito
Hoje vou contar uma crônica, que não é bem minha, mas me identifiquei com a situação pelo simples fato de que às vezes eu queria ter um sobrenome/nome mais simples. Um que eu não precisasse ficar soletrando sempre e que ninguém criasse variações bizarras.
Já escrevi aqui o quanto é frustrante você ir ao Starbucks e fazer um pedido porque eles sempre erram o seu nome. Na verdade, não é o só o pessoal do Starbucks que erra nome, quem nunca teve o nome trocado em algum momento da vida? Acontece que no meu caso eu nem tento mais corrigir o erro, eu só deixo a pessoa me chamar de seja lá o que ela quiser.
Eu e minha irmã frequentamos o mesmo salão de beleza e sempre quem nos atende é uma moça chamada Carol. Essa semana eu passei lá pra dar um jeito na minha cara e ela me perguntou como andava a minha vida e no meio da conversa ela sempre dizia:
- Ai, Patrícia, você é muito engraçada mesmo.
- Você não tem jeito, Patrícia!
- Sua irmã deve ficar louca com você, Patrícia!
Normalmente eu só deixo a pessoa ficar me chamando pelo nome errado até que surja uma brecha para dizer “Poxa, que bacana, mas olha, meu nome não é esse...”. Porém, raramente eu aproveito essa oportunidade e só deixo pra lá. Tenho certeza que um dia alguém vai fazer esse favor por mim e corrigir a pessoa.
No entanto, tem vezes que não dá pra ignorar.
Tipo na vez em que fui a um evento e na hora de receber o crachá a mulher perguntou o meu nome:
- Paula Arbex.
- Como?
- Paula A-R-B-E-X. Arbex.
- Ah ta.
E quando recebi o crachá estava escrito:
Já escrevi aqui o quanto é frustrante você ir ao Starbucks e fazer um pedido porque eles sempre erram o seu nome. Na verdade, não é o só o pessoal do Starbucks que erra nome, quem nunca teve o nome trocado em algum momento da vida? Acontece que no meu caso eu nem tento mais corrigir o erro, eu só deixo a pessoa me chamar de seja lá o que ela quiser.
Eu e minha irmã frequentamos o mesmo salão de beleza e sempre quem nos atende é uma moça chamada Carol. Essa semana eu passei lá pra dar um jeito na minha cara e ela me perguntou como andava a minha vida e no meio da conversa ela sempre dizia:
- Ai, Patrícia, você é muito engraçada mesmo.
- Você não tem jeito, Patrícia!
- Sua irmã deve ficar louca com você, Patrícia!
Normalmente eu só deixo a pessoa ficar me chamando pelo nome errado até que surja uma brecha para dizer “Poxa, que bacana, mas olha, meu nome não é esse...”. Porém, raramente eu aproveito essa oportunidade e só deixo pra lá. Tenho certeza que um dia alguém vai fazer esse favor por mim e corrigir a pessoa.
No entanto, tem vezes que não dá pra ignorar.
Tipo na vez em que fui a um evento e na hora de receber o crachá a mulher perguntou o meu nome:
- Paula Arbex.
- Como?
- Paula A-R-B-E-X. Arbex.
- Ah ta.
E quando recebi o crachá estava escrito:
PAULA CUBEX
- Moça... Tem alguma coisa errada...
- O que?
- Meu nome. Não é esse.
- Ué, como assim?
- É ARBEX. AR. A-R. A de AMIGO e R de RATO.
- Ah... É parecido com o que tá escrito, né.
Aham, igualzinho.
Eu nunca vou entender como a mulher conseguiu transformar ARBEX em CUBEX, mas bem, a vida tem dessas coisas.
Enfim, a situação que eu queria contar é na verdade da minha mãe, que foi ao mercado e na hora de pagar a moça do caixa leu o nome no cartão e disse:
- Ai, não acredito! Não acredito que achei uma Hévila!
- Nossa! Eu também não! É tão difícil achar alguém com esse nome...
- Nem me fale! Meu nome se escreve do mesmo jeito que o seu. Só que sem o H, com dois LL e N!
-... Ahn? Pera... Então... Como é o seu nome?
- Evillan.
- Ahn... Realmente, do mesmo jeito.
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