quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ok Ok, primeiro dia efetivo de aula!

Estranhamente eu não consigo dormir até tarde aqui. Lá pelas 7:30 eu acordo e não tem nada o que eu possa fazer para poder dormir. Eu tomo o meu café da manhã e fico esperando o horário da aula, mas no meio do dia eu fico morrendo de sono, então não é uma coisa muito boa. ):

Bem, ontem foi o meu primeiro dia efetivo de aula!11 Mas eu não fiz amigos nem nada porque parece que eu comecei o curso pela metade??? E as pessoas meio que já se conheciam e eu ficava sobrando ali, sem falar que a maioria dos coleguinhas falam espanhol e quando a professora sai da sala eles se reunem em um canto e ficam conversando entre eles, e o restante da turma fica conversando sobre coisas "só deles", e eu fico "ei... e eu???". 

Trívia: Eu entendo um pouco de espanhol, mas só um pouco mesmo e não acho que seja capaz de conversar com eles longamente, sem falar que eles falam muito rápido... Mas eu gosto da pronúnia das palavras e não me importo muito em ficar só escutando.

A escola da EF funciona mais ou menos como uma faculdade, então na minha turma sempre tem uns alunos diferentes. Os de hoje, por exemplo, eu já consegui me comunicar melhor, apesar de não ter feito grandes avanços... Mas vamos falar de ontem primeiro.

As aulas são mais ou menos como as aulas de inglês do Brasil, com a diferença de que quando elas acabam você continua falando inglês, então eu não vou falar muito sobre elas. Não tem nada de UAU.

Pra voltar pra casa eu tenho que pegar um ônibus, mas parece que no horário em que eu sou liberada ele demora a passar, então eu tenho que ficar um tempinho esperando. E uma coisa maneira que eu reparei nos ônibus daqui é que quando eles ficam "cheios" (entre aspas porque eles não ficam CHEIOS do jeito que os ônibus do Brasil ficam em que nem mexer a cabeça você pode, é cheio do tipo: o ônibus comporta 30 pessoas no máximo? então só vão ter exatamente 30 pessoas no ônibus. Nenhuma a mais) eles avisam!
Sim!

peguei do flickr

Então você não vai ver um ônibus lotado de gente. Os ônibus daqui comportam um número suficiente de pessoas para que você possa se locomover dentro dele.
Além disso, se você estiver andando de bicicleta pelas ruas de Vancouver e quiser pegar um ônibus, isso não é problema. Os ônibus vem equipados com um mecanismo que dá pra você prender a sua linda bicicletinha na frente do ônibus.


Legal, né? :3

Como a minha amiguinha mexicana não estuda no mesmo período do dia que eu, no final do dia eu fui visitá-la e ficamos conversando por um tempo. Nossa conversa é cheia de pausas e silêncios longos porque nós não sabemos bem sobre o que conversar e na maioria das vezes eu quero falar com ela sobre várias coisas diferentes, mas não posso porque não sei as exatas palavras em inglês e fico uma vida inteira pensando em simplificar. Sem falar que eu fico muito nervosa conversando com ela (porque queria mesmo falar com ela como eu falo com as minhas amigas do Brasil) e acabo embolando as minhas frases ou falando português sem querer, o que não é bem um grande problema porque como ela é mexicana, algumas palavras em espanhol são parecidas em português então ela entende alguma coisa, mas não é esse o objetivo da viagem. ;;;;;;
Fico muito frustrada com isso porque queria manter uma conversa legal e não consigo. ;;;;;; Não só com ela, mas com todo mundo que eu conheci ou encontro.

Depois de conversar com ela por um tempo e ela começou a mostrar sinais de cansaço, achei que era hora de ir embora e fazer o dever de casa. 


Hoje eu acordei com o objetivo de sair cedo para correr! Sim! Isso mesmo, decidi correr hoje antes de ir para a escola, até porque eu tenho bastante tempo para isso.
Eu estou morando no subúrbio de Vancouver, então sempre vejo várias pessoas fazendo exercícios sem se preocupar muito com os carros ou com outras pessoas olhando e isso me inspirou um pouco a tirar a minha bunda mole do sofá e dar uma ~corridinha~. 

Não se enganem, o subúrbio de Vancouver não é uma coisa horrível e suja e sei lá, na verdade, o subúrbio é muito mais bonito e aconchegante do que a cidade em si.


Tudo é meio assim e quando der eu posto umas fotos minhas pra mostrar direitinho, por enquanto se contentem com essas fotos do Google. ):


Depois do meu café da manhã eu esperei um tempinho e sai para ~correr~. Eu realmente corri, mas não fiz isso nem por dois minutos e comecei a sentir várias dores e achar que fosse morrer (isso é normal gente?), então tive que dar várias pausinhas nas minhas corridinhas de 3 minutos, mas foi legal e eu realmente gostei de fazer isso, tirando as dores, é claro. 
Amanhã vou tentar de novo. Eu ia tentar agora de novo, mas acho que já senti dores o suficiente por hoje. hehehhe

Voltei pro meu quarto, tomei uma ducha e fui pra escola.
Minha escola é em cima de uma casa de show-loja de música, e em baixo dela tem uma loja de produtos daquela banda Kiss, e hoje os carinhas da banda estavam lá!
Tinham vários seguranças e uma fila enorme para entrar na loja e os seguranças sempre acabavam barrando um aluno achando que eles eram fãs e que queriam a fila. E acabaram me filmando sem querer, então se eu aparecer na TV (o que eu acho meio improvável, não reparem!)

Antes de sair da escola perguntei a uma secretária se ela conhecia alguma boa livraria (porque claro que eu não vou sair daqui sem vários livros), e ela me recomendou uma chamada Chapters que ficava há duas quadras da escola.
E óbvio que eu me apaixonei. risos Como acontece com todas as livrarias, mas essa de agora era linda e maravilhosa, e os livros eram baratos!
Eu compre quatro livros (dois dele de capa dura), por apenas 53$! No Rio eu gasto esse valor com um livro de capa mole. E um dos livros de capa duro era relativamente grande e custou apena 8$! Muito amor pra pouca Paula. ;__;

To aqui há apenas quatro dias e eu já quero morar aqui pra sempre, gente. É tudo lindo. 

De verdade. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Primeiro dia de aula!

Esqueci de contar ontem uma coisa engraçada que acontenceu no aeroporto de Houston, que foi o seguinte:

Quando nós éramos liberados pela imigração e passávamos pelas esteiras de mala, nós tínhamos que entrar em outra fila, aquela fila que o Brasil tem que você tem que tirar as jóias, relógios, metais e tudo o mais? Então, era basicamente a mesma coisa, com a diferença de que você entrava na fila e tinha uma mulher americana berrando ordens pra você em um inglês muito rápido e você tinha que prestar muita atenção. 
Chegando a sua vez na fila você tinha que colocar a mochila na mesinha do raio-x, metais etc, e depois você tinha que tirar os sapatos. 
Isso mesmo, ficar descalça no aeroporto pra entrar em uma máquina que mais parecia um vaporizador, ficar 10s com os braços levantados e depois sair correndo pra pegar o seu sapato, casaco, mochila, passaporte etc.

Achei muito interessante e não podia deixar de compartilhar.

˜

Ontem na minha caminhada percebi que aqui tem muita loja de peruca. E não são aquelas perucas de velha, são umas perucas maneiras, as que você usa em cosplay ou encontra no ebay. Ainda não reuni coragem para entrar em uma, though.

E me disseram que aqui tinha muito oriental, mas eu nunca imaginei que tivesse TANTOS assim. A maioria é chinesa, pelo que percebi. E é muito engraçado ouvi-los conversando na rua. 
Na verdade, Vancouver é composta de várias etnias e todos se respeitam aqui, o que é bem legal.

˜

Hoje foi o meu primeiro dia de aula, mas eu não tive uma aula efetiva, foi mais uma apresentação.

Acordei de manhã cedo (super feliz porque não morri de calor graças a minha aquisição super útil de ontem, o mini ventiladorzinho) e me arrumei pra escola. Segundo o papel que recebi da EF, minhas aulas começariam as 8h, e como eu não sabia quanto tempo exatamente levava pra chegar até lá (mesmo o recepcionista e o papel informando que não levava mais de 20 minutos), resolvi não arriscar.
Pensei em descer mais cedo e perguntar ao moço do café da manhã se eu podia comer mais cedo, mas quando desci do elevador ele me disse que não podia de jeito nenhum abrir mais cedo. Afinal de contas, ele me disse, faltavam só 5 minutos para as 7h. (o café da manhã aqui é das 7h até as 10h)
A contragosto assenti com a cabeça e me dirigi para o salão principal e fiquei esperando o tempo passar.  Aproveitei e fui trocar o dinheiro do ônibus com o recepcionista, porque aqui você tem que ter o dinheiro certinho pra isso, porque eles não te dão troco se você não tiver $2,75. 

- Poxa, mas eu só tenho $5

Pois é, sinto muito. Você vai ter que usar o dinheiro inteiro se quiser pegar o ônibus.

E eles não tem trocador também! E ok, eu sei que no Rio a gente também não tem (porque o motorista que faz tudo hoje em dia HEHEIUUEIHEIUI), mas aqui o motorista só dirigi, e você que põe o dinheiro na urna que o ônibus tem e pronto.

7h eu desci, e tomei o meu café da manhã (dessa vez eu pedi pão, suco e cereal; também estava gostoso). Vi que aqui onde estou hospedada tem muitos alunos da EF e fiquei me perguntando se eles realmente eram da EF, ou ex-alunos, ou se seriam da minha turma.

O caminho pro ônibus foi tranquilo, eu só meio que me perdi uma vez, e mesmo assim percebi o meu erro a tempo de conseguir entrar na rua certa e não ter que voltar TODO o caminho de volta. <3 
Enquanto esperava pelo ônibus, vi que uma menina que tomava café da manhã na minha frente também vinha andando na direção do ponto de ônibus com o mapa na mão. E eu achei engraçado porque eu já havia visto essa menina ontem, na lojinha de conveniência perto daqui. E foi muito legal porque ela me reconheceu e ficamos conversando enquanto esperávamos o ônibus.

Ela é mexicana e tem 19 anos, disse que ia cursar Arquitetura, mas o que ela queria mesmo era Design de Interiores, mas no México não tem esse curso sozinho, então ela teria que cursar primeiro Arquitetura pra só depois puxar a matéria de Design de Interiores. Ela é muito maneira e não se importou com os meus erros de inglês (apesar de que, aqui ninguém liga).

Eu fiquei meio preocupada porque eram, sei lá, 7:30, e o ônibus não passava de jeito nenhum, e eu como boa carioca sei o que isso significa, mas a minha preocupação foi acalmada 5 minutos depois (ou dois) quando o ônibus apareceu. 
Uma coisa interessante daqui é que você não precisa fazer sinal pro ônibus parar, ele realmente para no ponto! Em todos eles! 
E o caminho foi realmente rápido, sem trânsito, sem engarrafamento e com todos super felizes e uau! Coisa de outro mundo. Até me belisquei pra ver se estava sonhando.

Ah! Uma outra coisa interesante sobre Vancouver (não sei se em todo o Canadá é a mesma coisa), é que a moeda deles funciona da seguinte forma (e sinto muito, mas não consegui achar um jeito de colocar as fotos nesse computador e a internet daqui não é tão boa, então vocês vão ter que dar um jeito de procurar no google):


  • A moeda que vale $2, que eles chamam de ˚Toonie˚
  • A moeda que vale $1, chamada de ˚Loonie˚
  • A moeda que vale 25 cents, chamada de ˚Quarter˚
  • A moeda que vale 10 cents, chamada de ˚Dime˚
  • A moeda que vale 5 cents, chamada de ˚Nickel˚
  • A moeda que vale 1 cent, chamada de ˚Penny˚
E pra quem não procurou (ou procurou), as moedas são muito maneiras, mas tem um porém para nós brasileiros. heh
A moeda de 2$, a Toonie, é muito parecida com a nossa moeda de R$1. Tipo, muito mesmo. 

- AI PAULA, NÃO É NADA.

É o que muitos amigos meus podem pensar, MAS ESCUTEM SÓ, VOCÊS NÃO SABEM.

Então, quando entrei no ônibus com o que eu achei ser o dinheiro certo, depositei na urninha lá e depois ganhei um Ticket (que só vale por tipo, 90 minutos, eu acho, então era meio inútil pra mim que ia ficar na escola até 4:15). Segui a viagem normalmente etc, mas depois quando cheguei na escola e me explicaram esse lance da moeda, eu percebi que na verdade tinha pago $4,75!11
Nossa, como eu me odiei naquela hora. Tava quase voltando pro ônibus pra pedir os meus $2 dólares de volta, mas não adianta gente.
Não adianta espernear e gritar e meter a mão na urninha, já era.

Na escola (que fica tipo, em um teatro-casa de show) eu e a minha nova amiguinha, a Michelle (!11), ficamos conversando e esperando algum staff nos dizer o que tinhamos que fazer. Quando um número razoável de alunos chegou, os staffs apareceram e fomos encaminhados para fazer uns testes. Quem já tinha feito o teste escrito na internet, só tinha que fazer o oral, que foi o que eu fiz.
Mas o teste oral não pareceu teste porque o professor só fez umas perguntas e depois dispensou a gente. De qualquer forma, depois desse teste, eu descobri em que turma eu ficava (que foi a B1... B2... Não lembro, foi o intermediário). A Michelle ficou no avançado, mas tudo bem. ):

Depois do teste, nós tivemos uma palestra (e foi aí que eu descobri das moedas!), os staffs foram apresentados, e depois tínhamos a opção de fazer um tour pela cidade por apenas $25. Como eu não conheço nada e duvido que vá conhecer sozinha, achei interessante pagar.
O guia era super legal e animado e ele nos mostrou os lugares mais importantes de Vancouver, e nos deu várias dicas de lugares pra ir. O passeio foi super legal, só fiquei meio triste porque a staff que ofereceu disse que o ônibus tinha ar-condicionado, e bem. Não tinha.

Staff mentirosa.

Uma coisa que eu gosto bastante em Vancouver é o fato da cidade ter muita variedade. Não só de pessoas, mas de coisas para se fazer, lojas, lugares e principalmente restaurantes. O Rio pode ter vários restaurantes, e outras cidades do Brasil podem tem N restaurantes, mas eu duvido que em alguma cidade brasileira tenha tanta variedade de comida como Vancouver tem. Você encontra de tudo sem precisar andar muito (ao menos que você esteja em Chinatown, daí você só vai encontrar comida chinesa, ou oriental lol): comida tailândesa, chinesa, coreana, americana, brasileira, canadense, da Maláia (eu não sei como chamar o povo desse lugar), indiana etc etc etc. E tudo parece muito gostoso, e o preço é super ˚camarada˚.
Hoje eu comi uma comida indiana, eu acho. Não lembro o nome, mas era em pão arabe, com uma coisa que parecia almôndega (mas não era!) e uns legumes e um molhinho. Tava muito gostoso e a atendente elogiou os meus óculos. ;_;

Como eu disse, todo mundo é maneiro aqui.

Nesse Tour, também conversei com outras pessoas, a maioria era mexicana, mas tinha uns brasileiros no meio também. A coisa boa, é que mesmo sendo brasileiros, eles não falaram português comigo, e nem eu com ele. :3
Comentei com uma menina que eu achava melhor ficar em Host Family, porque aí a família te mostrava a cidade etc, e podia falar com você em inglês toda hora; enquanto que em residência você ficava meio perdido as vezes e você ainda corre o risco de fugir do inglês (por exemplo, evita sair de casa porque assim não precisa falar com ninguém), mas ela disse que não era bem assim.
A menina falou que era muito raro você achar uma Host Family maneira, e que a HF dela quase não aparecia em casa, ou a deixavam de lado. Eles não mostraram a cidade pra ela, e nem falam muito com ela. Ela só, sabe, dorme em um quarto da casa.
Achei isso horroroso e meio traumatizante. Sei lá, eu ia ficar meio triste se a minha HF me ignorasse, até porque eu gosto do convívio em família. Gosto de sentar na mesa a noite e contar o meu dia e ouvir o dia dos outros.
Internamente dei graças a Deus por não ter ficado em uma.

Quando o Tour terminou, voltamos pra EF pra pegar o nosso material, e depois voltei pra casa junto com a Michelle. 
Ela me perguntou se eu conhecia algum supermercado, e nós marcamos de sair depois de descansarmos uma horinha. Mesmo tendo ido ao supermercado ontem, fiz com que nós duas nos perdêssemos, e quase matei a gente no caminho porque ainda não me acostumei com o sistema de sinalização da cidade... Mas tudo bem! Chegamos vivas ao supermercado e ela comprou umas coisinhas.
Aproveitei pra trocar uma bateria que eu tinha comprado na Best Buy, e acabei comprando errado porque os nomes das câmeras são muito parecidos (60D pra D60, pfff), mas fiquei meio preocupada porque não tinha achado o recibo... E não sabia se a loja ia aceitar de volta porque eu já tinha aberto o negócio.

Então quando eu entrei na Best Buy procurei pelo carinha maneiro que tinha me atendido, e fiquei muito feliz quando ele me reconheceu! E mais feliz ainda porque ele disse:

- É... Eu estranhei você ter comprado essa bateria, porque você comprou outro modelo... Mas esqueci de te avisar. E não se preocupe, é só ir ali no Atendimento ao Cliente e dar o seu número do cartão que aí podemos ver o recibo e trocamos pra você.

!!!!!
QUANDO QUE ISSO IA ACONTECER NO BRASIL????? NUNCA
NUNCA
NUNCA
NUNCA

SE EU CHEGASSE SEM O RECIBO NA LOJA COM O PRODUTO ABERTO, O CARA IA RIR DE MIM E DIZER ˚OLHA AMIGA, SINTO MUITO˚

Quase abracei o carinha. Sério.

Troquei a bateria e tudo o que tive que fazer foi pagar uma pequena diferença de preço.

Voltamos pra casa, me despedi da Michelle (que mora no quinto andar!), agora to aqui.

Reflexão do dia: preciso controlar esse dinheiro.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Cheguei!

Antes de começar eu vou logo pedindo desculpas pois ao que tudo indica, as postagens serão sem fotos. 

- AFF, MAS POR QUE??? QUE PALHAÇADA

Eu também acho, mas a vida nem sempre é como a gente quer e infelizmente o meu ipad ficou de doce com a wifi do lugar e não reconhece a danada de jeito nenhum. Uma pena, porque eu até comprei um teclado para facilitar as postagens...
Mas não percam as esperanças, dá próxima vez eu lembro de trazer o ipad para plugar no computador dos caras.

Ah, e me desculpem pelos eventuais erros de acentuação ou digitação, o computador daqui é meio estranho. oô

˜

 Na Sexta-feira, 28 de Junho, tinha organizado uma fesdta de despedida pra mim. Não era bem umas ˜festa˜, era só uma reunião com alguns amigos, só pra me despedir antes de ficar uma mês fora. E apesar de ter chamado "muita" gente, pouquíssimas pessoas apareceram. Não estou criticando quem não pôde comparecer, até porque muitos tiveram motivos bastante razoáveis, mas aquela sexta-feira tinha sido uma merda e eu estava muito triste. 
 Mas resolvi sair mesmo assim, e foi bem melhor do que ter ficado em casa porque consegui me distrair e me diverti bastante com aqueles que foram. 
 Quero que fique claro que o motivo de ter ficado triste não foi a ausência dos meus amigos (mas seria legal se eles tivessem ido HWEUIEHUEUIEHUIE), e sim o acúmulo de várias coisas e o nervosismo por conta da viagem.
 Pode não parecer, mas eu estava bem nervosa por conta dessa viagem. É que eu ignorava o que a minha cabeça pensava, mas conforme ela foi se aproximando, eu não pude deixar de dar ouvido àqueles pensamentos ruins. Quero dizer, quando ainda faltava MUITO para a viagem, eu achava que ela seria só lazer, umas dessas viagens que fazemos com os nossos amigos ou pais, ou até mesmo com a escola, mas não. Essa viagem seria diferente. Eu não teria pai, nem escola, nem amigos para ligar e me ajudarem, ou amigos para passarem em situações difíceis comigo. Era só eu, e um dicionário, em um país estranho, e com uma língua que eu não tinha muita segurança em falar. Teria que me fazer entender com o que eu tinha, não seria que nem o meu curso de inglês que eu posso falar a palavra em português e o professor vai entender.
 E isso me assustou pra caramba.
 Então foi muito bom sair e me divertir. <3


No dia 29, foi o grande dia!11! 
Mas eu só ia viajar a noite, então tirei a manhã para descansar (porque seria um dia de viagem!), a tarde para ajeitar os últimos detalhes e enfim, a hora chegou.
 Saímos de casa bem cedo para poder fazer o check-in com calma e sem afobação. Aproveitei e tirei umas dúvidas enquanto o português ainda era a língua predemoninante. As dúvidas não foram lá muito importantes, mas eu vou escrever mesmo assim porque a ~a dúvida de um pode ser a dúvida de outro~

  • Pode levar base líquida na bolsa de mão? Pode, desde que não ultrapasse o limite, que eles informam sempre.
  • Como se faz a conexão em um vôo internacional? Se você for como eu e não gosta de perguntar as coisas, fica tranquila. É a mesma coisa de um vôo nacional.

- Ah, mas eu nunca fiz vôo nacional com conexão.

Não se preocupe, em um vôo internacional com escala, não vai ter ninguém te informando o que fazer, logo na saída do avião você encontra várias placas que vão servir pra te orientar. Primeiro você passa pela imigração e depois (se precisar), você pega a sua mala e faz a conexão.
No vôo nacional é a mesma coisa (tirando a imigração ?_?), e você pode perguntar, mesmo não gostando. Até porque, perguntar é melhor do que ficar perdida sem saber o que fazer. risos

E coisas assim, não sei se eu fiz outras perguntas, porque honestamente eu não lembro, mas acho que foi só isso.

Depois de tirar as minhas dúvidas, a mulher me fez umas perguntas:

  • Vai ficar aonde?
  • Vai fazer o que?
  • Está levando algum eletrônico?
  • Alguém te deu alguma coisa para entregar?
E depois fui encaminhada para uma fila para despachar a mala. Matei hora com a minha família (saudades de vocês já!) e depois fui embarcar. E é depois que a gente entra naquela salinha de embarque que o meu estômago embrulha. 
Logo quando entrei já percebi uma diferença porque eu conseguia ouvir muito mais língua estrangeira, do que o português. Eu não sei o que acontece com eles que antes da sala de embarque você não escuta quase nada, e depois bang!
Várias línguas e pessoas de diferentes lugares.

Não tive que esperar muito tempo para embarcar. Assim que a fila para o embarque abriu, tomei o meu lugar e eu estava bem atrás, mas o moço que checava as passagens chamou o meu nome e o nome de mais umas pessoas para entrarem primeiro.

- Oi, meu nome é Paula, e o Sr acabou de me chamar.
- Ah sim, algumas pessoas são selecionadas pelo sistema para entrarem primeiro.
- Uau... Que bom, ok.
Entreguei o meu passaporte e a minha passagem e entrei.

Eu achei que nós tivéssemos sido selecionados para entrar primeiro porque sei lá, eu era jovem, mas não. Não entendi direito porque chamaram o meu nome e o de outras três pessoas, mas quando passei pelo túnel, encontrei vários "policiais" (porque na verdade eu não sei o que eles eram).

- Posso ver a sua mochila de mão?
-... Pode. Claro.
- Eu vou precisar passar isso aqui na sua mão, ok?
- Tá.

"Isso aqui" era um papel que eu não entendi pra que servia? Só sei que ela usou o papel na minha mochila e nas minhas mãos e depois colocava-o em uma máquina que lia (?) seja lá o que tivesse pra ler e depois apitava. Aí eles me fizeram outras perguntas, do tipo:

  • Você se separou da sua bolsa em algum momento?
  • Alguém te deu algo para se entregado?
  • Quanto tempo vai ficar fora?
  • Vai fazer o que?
E coisas do tipo. Depois de responder (não, não, um mês, estudar), fui liberada.

 Quando entrei no avião fiquei super animada com as poltronas! Eram super diferentes! 

Nossa! Deve ser uma delícia dormir aí!

Mas qual foi a minha surpresa ao perceber que não tinha nenhum lugar com a numeração 27 ali naquele recanto maravilhoso das poltronas-camas!(?) Não, não não. Meu lugar não era ali na primeira classe, infelizmente. (depois que eu percebi que aquilo era a primeira classe) Meu lugar era com as poltronas comuns, mas tudo bem. Pelo menos eu ganhei um travesseiro e um cobertor (podia levar pra casa, certo?).
Quando sentei, fiquei rezando para ninguém chato, ou de preferência ninguém, sentar ao meu lado, mas como é natural da vida, nem tudo sai do jeito que a gente quer.

E que bom, não é mesmo?

Porque do meu lado sentou uma brasileira super viajada e que me tirou outras dúvidas, me acalmou, me contou várias coisas legais e foi super simpática. Eu até concordei em trocar de lugar com ela para que ela não saisse do meu lado e continuasse a conversar comigo. A justificativa dela foi que só conseguia dormir se ficasse na janela, e eu a entendo. Eu também acho mais confortável dormir encostada na janela, mas como eu durmo basicamente em tudo que é lugar, não vi problema em ceder o lugar. 
O vôo foi bem chatinho. Quero dizer, você fica 10h em um avião (Rio de Janeiro-Houston) sem poder fazer absolutamente nada. Graças a Deus tinha pelo menos uma TV com vários programas e filmes pra você ver e se distrair, mas depois de 2h, até mesmo isso cansa. Eu tentei ler e escrever para passar o tempo, mas toda hora o avião desligava as luzes, e eu não queria atrapalhar os outros passageiros acendendo uma luz, então desisti.
 Vi um filme do Cirque Du Soleil (não sei se escrevi certo e nem no google posso ir pra ver se tá ok ;;), depois tentei ver outras coisas, mas sempre parava no meio.
 O jantar que serviram pra gente estava uma delícia, era um frango com vagem e purê de batata com champighon super gostoso. <3 Recomendando porque sim.
 Depois eu fui dormir, porque não tinha mais nada a se fazer. Acordei umas 4h da manhã com a boca aberta e toda torta (aquelas elegantes até mesmo quando dormem) e sem o meu travesseiro! Proceurei o danado por toda a parte, mas nem sinal dele. Daí olhei pro lado e vi que o meu vizinho de poltrona tinha TRÊS TRAVESSEIROS. 
Ele acha que eu não sei o que aconteceu, mas ele está muito enganado.

Super dica pra você que tá indo fazer vôo internacional: CUIDADO COM O SEU TRAVESSEIRINHO!

No café da manhã eu não comi muito porque não gostei muito do que foi servido... Mas tomei suco, mãe! E comi umas barrinhas de cereal que deram conta do recado.
No avião, eles te dão um papel que você tem que preencher e entregar na imigração. Pra preenchê-lo eu perguntei à minha vizinha brasileira e ela me ajudou. Eu fiquei meio confusa na parte de declaração de bens, mas marquei tudo "não", e o que eu não sabia deixei em branco.

Cheguei em Houston 5h da manhã, me despedi da minha vizinha super maneira, e comecei a seguir as placas que me levaram pra uma fila ENORME na imigração.
Recebi orientações de não conversar com ninguém nessa fila, mas acabei fazendo parte de uma conversa de duas brasileiras que falaram a fila inteeeeeira (foi bom porque me distraí). Elas ficaram falando lá da vida delas e depois disseram que eu trabalhava no castelo do Harry Potter na Disney por causa da minha roupa e da minha aparência (acho que já chega desses comentários ein, Harry Potter já acabou, vamos mudar, pfvr), aí eu dei uma risadinha porque no meu livro de conselhos para lidar com estrangeiros dizia para termos bom-humor com as piadinhas, e eu sei que elas não eram estrangeiras, mas acho que essa é uma lição pra vida. 
Quando chegou a nossa vez ninguém implicou com a gente. Ninguém comentou nada e ninguém barrou a gente. Sei que fiz errado porque se uma delas não passasse eu estaria metida no meio, mas ainda bem que ocorreu tudo bem.

O moço da imigração me ajudou a preencher o que eu tinha deixado em branco no formulário, viu o meu passaporte, tirou uma foto minha, fez mais perguntas (as mesmas dos "policiais" e da mulher do aeroporto do Rio), e depois me deixou passar.
Como a minha mala ia direto pra Vancouver, passei direto por aquela esteira e no final do corredor das esteiras de bagagem entreguei o formulário pra um policial e procurei o meu portão de embarque. O meu vôo era só 9h, de um modo que eu tinha umas 4h pra matar.
 Aproveitei e fui ao banheiro.
Uma pausa pois preciso falar desse banheiro.
Gente



Ele dá descarga sozinho!
SIM! 
ISSO MESMO!
ELE DÁ!
Fui aliviar a bexiga e demorei um pouco a dar a descarga, e quando eu finalmente ia dar descarga! COMO MÁGICA ELA FOI SOZINHA!111

Demais, gente. Adorei. Vou dar de presente pra algumas pessoas.

Depois fui procurar o meu portão (33) que era BEEEEM longe. Sério, o aeroporto de Houston é gigante, e tem várias lojas de comida, até que enfim que estava sem fome. Depois que achei o meu portão, comprei uma água (minha primeira compra internacional!), recarreguei o telefone, li um pouco e esperei.

O embarque foi tranquilo, sem perguntas, sem stress. Só se atrasou um pouco, mas tudo bem, eu aproveitei pra dormir, mas tive que acordar pra preencher o formulário canadense e comer um pouco, e depois voltei a dormir.
Acordei quando passávamos por um montanha cheia de neve que eu tirei neve e quando der eu posto aqui. <3
Chegamos ao aeroporto de Vancouver ao meio dia, no dia 30. 

Gente, o aeroporto é lindo. Não acho que seja grande como o de Houston, mas é muito lindo. Quando você sai, você tem que passar por um corredor que é ambientado com um riozinho e umas coisas indígenas... Até achei que tivesse sei lá, uns bichos, mas não tinha. ): (eu procurei)
Tive que entrar de novo em uma fila de embarque e dessa vez, além das perguntas que eu já havia respondido anteriormente, o moço pediu pra ver a carta de recomendação da escola, que eu mostrei e depois fui liberada.
Peguei a minha mala e fui para a sala de desembarque. 

Fiquei meio desesperada porque não vi nenhuma placa com o meu nome ou com o nome da escola e não sabia o que fazer. 
Será que tinha passado e não vi?
Será que eles se atrasaram? 
Será que foram embora sem mim? (porque o meu vôo chegou meio atrasado)

Fiquei assustada, mas tinha que manter a calma. Peguei o papel com o telefone da escola e do transfer (os responsáveis por me levar até o meu hotel) e liguei primeiro pra escola (não sei antes pensar no meu pai vendo a conta de telefone e berrando comigo). A escola não atendeu, só abria de segunda a sexta.

Ok.
Fica calma.
Tenta o telefone do transfer.

E uma voz me respondeu!
Fiquei nervosa e frustrada porque não estava conseguindo falar com o cara e me deu um branco danado na hora de falar coisas simples tipo "estou na entrada", mas acho que o moço já estava acostumado com a situação e soube conduzir bem.

- Er... Oi, meu nome é Paula e eu contratei o serviço de vocês, mas não vejo vocês, acho que estou perdida.
- Calma, vamoos lá, você não está vendo a gente? Onde você está?
- Ahn... Eu não sei... Eu tô na... esqueci como se fala entrada!
- Ok, como você está vestida?
- Ahn, eu estou com um casaco preto, e o meu cabelo é ruivo...
- Você está usando o telefone celular, ou um público?
- O celular.
- Você está vendo duas estátuas com as mãos levantadas?
- Sim.
- Eu estou levantando uma mão, você pode me ver?
- Ah! Achei você!

E tudo ficou ok. Ele me apresentou a uma menina, que agora não me lembro o nome, mas era ajudante dele e disse que íamos esperar mais um pouco para mais alguns estudantes. Com essa ajudante já havia um estudante que também era do Brasil, mas não ia ficar no mesmo lugar que eu.
Ela tentou puxar assunto e eu tentei conversar, mas ainda estava tentando me acalmar e bem, não sei falar TANTA coisa assim para manter uma conversa maneira (que afinal, nem em português eu consigo).

Acabou que o moço que me achou disse que não íamos esperar mais ninguém e era pra acompanharmos um outro cara, que também não lembro o nome, e que ele ia nos levar ao nosso hotel.
Ele também tentou puxar assunto, e eu tentei desenvolver algo, mas não foi lá muito bom, mas foi alguma coisa.
Ele nos disse que amanhã (no caso hoje, dia 1 de julho) seria "Canada Day" e que o povo da cidade ia comemorar não sei aonde, mas que não seria muito legal porque os canadenses não sabiam festejar como os brasileiros.
Risadinhas para descontrair.

Eu fui a primeira a ser deixada no hotel. O moço-motorista saiu do carro comigo e foi falar com a recepcionista do meu hotel que eu era estudante e foi embora.
A recepcionista (uma velhinha) me entregou uma pasta, pediu pra assinar umas coisas, me disse as regras do hotel e me deu a chave do quarto. (707, que agora que eu lembrei que é o número do apartamendo das meninas de Nana, né? Ou eu to confundindo?)

Meu quarto é de frente pro elevador, fui tentar abrir a porta do quarto, mas não sem algum esforço e entrei no quarto.
E gente.
O que é esse quarto.

- Ah, então ele é bom?

Não digo que é ruim, mas não é algo que você imagina de um quarto.
Primeiro que ele é minúsculo. Tamanho ideial pra uma pessoa e apenas uma. Nada de chamar amigo pra te visitar, nada de chamar família pra dar uma passadinha, nada de nada. A recepcionista disse que eu não podia trazer visitas para dormir e quando eu vi o quarto quase que eu desci pra falar MAS NEM SE EU QUISESSE NÉ.
Meu quarto não tem cama. É. É um sofá-cama, mas tudo bem porque é confortável, eu só tenho que descobrir como faz para abri-lo todo...
Meu quarto não tem ventilação. Sério. Não tem UM ventilador ou sistema de refrigeração, e olha que eu já perguntei. Acabei tendo que comprar um, mas isso é pra outra hora.
Minha varanda dá passagem pra varanda do vizinho. Tipo, se ele/ela quiser, pode passar pra minha varanda.
Além disso, esse meu/minha vizinho/vizinha é super porco, porque a varanda dele/dela é impestada de coisa e essas coisas atraem umas moscas e se eu deixo a minha varanda aberta eles entram no me quarto. )':
Tenho uma "cozinha", mas sem nada a não ser a mini-geladeira, o "forno", o micro-ondas, a pia, dois panos de prato e um sabão de coco minúsculo.
E ah! Eu fui enganada! Achei que o meu quarto tivesse banheira, mas na verdade não tem! E assim como o resto do quarto, ele também é minúsculo.

Mas tudo bem, eu disse a minha mesma. Como sou só eu, é bom. 

Quando terminei de analisar o quarto, comecei a chorar. Não sei direito porque, acho que foi saudade, ou o stress de ficar perdida por 5 minutos, ou outras coisas, só sei que fiquei chorando uns 10 minutos até me recompor.

Bem, eu estava sozinha, sem ninguém para sair junto, sem conhecer a cidade, sem comida, e sem nada a não ser a minha companhia por uns dois dias (porque depois eu vou começar a escola e bem, vou ter interação). E o que a Paula-donadoseunariz ia fazer, agora que tinha acabado de chegar?

Optei por um banho, porque né. Um dia inteiro viajando. Depois do banho decidi por comprar algo pra comer.
Pedi informações a recepcionista (que agora era uma chinesa) e ela me deu um mapa e me mostrou três supermercados; um mais caro, um mais barato e um outro normal. Optei pelo mais perto, que era o normal.
Mas não foi fácil achá-lo e acho que teria sido mais fácil ir pro mais caro ou pro mais barato, porque o caminho era uma linha reta!
Desisti de achar esse supermercado normal e parei em uma Grocery Story que parecia simpática (tinha umas frutas na frente, por isso entrei, acho que lojinhas com frutas na frente é coisa de pessoas do bem!) e não me arrependi. Assim, fiquei meio decepcionada com a variedade de comida porque não tinha muita coisa, mas a vendedora foi super simpática e anteciosa e ficou conversando comigo e quando eu me enrolava ou dizia algo que não tinha certeza ela falava coisas do tipo "tudo bem", "é uma coisa que eu diria..." "você disse certo". ;____; Um amor.

Comprei um Kimchi com molho de pimenta e mais umas paradas que lembram Cup Noodles, uns talheres de plástico, e umas garrafas d'água e voltei pra casa. (não sem antes me perder um milhão de vezes)

Desarrumei um pouco da mala, vi um pouco de TV e tive que descer pra pedir uma panela. 
O recepcionista (que agora era um chinês) era super legal também. Na verdade, todo mundo dessa cidade é maneiro. Acho que é um ótimo lugar para se aprender inglês porque todo mundo é paciente e antecioso (até agora todas as pessoas foram, pelo menos).

- Então, eu queria uma... uma... putz esqueci... Eu comprei esse Cup Noodles e preciso esquentar a água, mas não tenho nada no quarto. (O que na verdade foi ~Hi, hmmm, I need a... I bought this thing, and I need... boil the water? But I don't have anything in my room for this...)
- Ok!

E eu tinha ficado super feliz porque ele tinha entendido o que eu tinha dito! 




Mas aí ele me apareceu com um prato.

- Oh... Well... No... I mean, yes, I need a plate, but I can't boil the water with this...
- Oh! You want a pot!
- YES. YES.

Não sabia que panela em inglês era "pot", mas tava tão nervosa que se ele falasse "Oh, you want a bus!" Eu iria aceitar.

Com a panela em mãos, fiz o meu jantar e depois fui dormir. 

Acordei morrendo de calor. E não por menos, porque o meu quarto NÃO TEM VENTILAÇÃO E EU FECHEI A VARANDA COM MEDO DO VIZINHO/VIZINHA E DOS MOSQUISTOS.
Tentei dormi mais um pouco, mas aqui amanhece muito cedo e escurece muito tarde. Acordei a tempo de tomar o café da manhã (que é composto de três opções, eu escolhi a número 3, que era fruta, pão e iogurte. Ao invés da fruta, pedi um suco).
Depois subi ao quarto e pra rua porque PRECISAVA DE UM VENTILADOR e precisava trocar o dinheiro, porque aqui eles não aceitam notas alto de dólares americanos.

Não sei porque diabos sai do quarto se sapatilha ao invés de colocar o tênis, mas foi isso o que aconteceu e os meus pés estão brigados comigo. Além disso, a gênia aqui saiu pra comprar um ventilador e saiu da loja, que é relativamente longe se você estiver meio cansado, com uma câmera, mas vamos por partes.

Sai daqui em direção ao Money Mart, que foi o lugar recomendado pelo recepcionista-chinês para trocar dinheiro, mas como é feriado (Canada Day), o lugar só abria às 11h e bem, eram 9h. 
O Money Mart é perto de uma loja que parece aquelas lojinhas de posto de gasolina, e eu aproveitei pra comprar acetona (porque o meu esmalte descascou zzzz)e água, porque eu sei que a minha vai acabar já já.
De lá, fui seguindo toda a Broadway até chegar a um, pelo menos era o que eu achava até entrar, supermercado. Mas não era um supermercado, era um desses lugares que parecem supermercados, mas vendem coisas pra casa. E bem, não custava nada dar uma olhada, certo? Por sorte, encontrei a sessão de ventiladores e tinha um do tamanho ideal! Não era muito grande, nem muito caro (16$). 
Porém, antes que eu pudesse expressar o meu desejo de comprar, UM CARA COM UM CACHORRO (!!! SIM, DENTRO DA LOJA) APARECEU E DISSE QUE QUERIA COMPRAR.

NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Mas mais um golpe de sorte aconteceu quando ele desistiu da compra porque só tinha aquele ventiladorzinho, o que ficava ali pra todo mundo ver.  
Sinto muito, moço do cachorro.

Mas quem sou eu pra reclamar? Rapidamente disse ao vendedor que eu ia levar e não me importava de ser o ventiladorzinho que ficava ali se exibindo pra todo mundo.
Com o ventilador em mãos, procurei por esponjas, e comprei também porque é muito ruim lavar o prato só com o sabão. E comprei um presente pra Layla. <3
Quando estava indo pagar, o vendedor da sessão de ventiladores apareceu e disse que tinha achado um pra mim, que ainda estava lacrado!11 Fiquei muito feliz!

Na hora de pagar foi muito engraçado porque não tem aquelas caixas. Não, você que faz tudo sozinho e no máximo tem uma moça pra te ajudar se você tiver dúvida ou pra passar o produto.

Quando estava saindo me dei conta de que faltava alguma coisa.
Sim.
FALTAVA O MEU MAPA
O MEU MAPA
GENTE
QUEM SOU EU NESSE LUGAR SEM UM MAPA



NINGUÉM.

Refiz o trajeto da loja na cabeça e me dei conta de que já havia entrado sem o mapa. Ou seja, eu devia ter esquecido ele lá fora! Provavelmente quando sentei perto da fonte que havia em frente a loja pra dar um jeito nos meus pés que reclamavam sem parar.

Sai mancando para a saída e fiquei olhando o chão pra ver se ele tinha voado (mas eu sou muito idiota, né? Se ele tivesse voado pelo chão não estaria perto, ou estaria na rua atropelado!), mas não vi sinal. Aí olhei pra fonte e charam! Lá estava ele flutuando! 
A água era meio esquisito, meio amarela... Mas sei lá, eu não ia voltar sem o mapa.
Peguei o mapa e o coloquei em cima da caixa do ventilador para ir secando.

Ontem quando vi TV, vi vários anúncios de uma loja chamada Best Buy e quando olhei para o lado, vim bem grande a placa dessa loja, e bem... Já que eu estava ali...
Fiquei encantanda com a loja! De verdade. Primeiro porque tinha ar-condicionado, e aqui está muito quente, o que é muito triste porque vim pra cá esperando sentir frio.

A Best Buy é tipo a sessão da Fnac de produtos eletrônicos, só que melhor. Primeiro fui pra sessão de DVDs, mas achei meio caro, tipo 30$ só um DVD. Depois fui pra sessão de jogos, e era tudo tão baratinho ;_; A maioria era 19$ ou 29$, nada comparado ao preço daqui. Ia comprar o Last of Us, mas o lot dele estava esgotado. risos
Já ia logo comprando tudo o que queria quando uma vozinha disse:

Não, Paula. Não. Não é pra gastar todo o seu dinheiro. Prioridades. Prioridades.

E abandonei todos eles.
Decidi comprar uma câmera, porque a que eu trouxe quebrou misteriosamente, e comprei também o que o meu padrasto pediu, que era uma bateria. Mais uma vez o vendedor foi super simpático e meu deu um cartão de memória de 64GB de graça!

Gastei horas lá dentro, apesar de só ter comprado essas duas coisas. Bem, então eu tinha uma caixa com o ventilador e uma caixa com uma câmera, e as duas eram razoavelmente grandes e pesadas. É aí que uma pessoa sensata para e volta pra casa né?
É, mas sabe o que eu fiz? Isso mesmo, fui pro supermercado comprar jantar.
O supermercado foi o Save On, que é super lindo e ele tá dá um cupom de desconto para a sua próxima compra pra você salvar dinheiro! Adorei, de verdade.

E lá fui eu, voltando pra casa toda carregada. No meio do caminho não aguentei e parei em um restaurante para comer, o Banana Leaf, era é um restaurante chinês? Eu não sei, mas é uma delícia e eu só gastei 9$ e comi uma comida deliciosa e eles te servem água de graça! Quantas vezes você quiser.

Depois de descansar, consegui passar pelo Money Mart e troquei o dinheiro. 
Cheguei no meu quarto e fui descansar (não dormir).


E acho que é isso, gente.
Tentei postar pelo ipad, mas ele tá de doce, como eu acho que já disse, mas se não disse, to dizendo aqui.

Daí desci e vim usar o computador do hotel, então acho que vai ser isso de agora em diante.
Prometo que se der, na próxima postagem eu posto as fotos. :3

terça-feira, 25 de junho de 2013

Meu quarto no período da viagem e malas

Não vou ser cara de pau e dizer que o meu quarto é sempre arrumadinho, porque não é, mas não quer dizer que eu não tente mantê-lo arrumado nem que seja por apenas dois minutos. Nunca vou entender essa minha capacidade de bagunçar um lugar tão "grande" em tão pouco tempo. Se com o meu quarto já é assim, imagina a minha casa? Preocupante.

Essa semana mesmo, resolvi arrumar a mala de viagem, e o meu quarto saiu desse estado:


 



Para um quase arrumado.


 


Quase, e até mesmo esse "quase" não durou muito. Ainda tenho que arrumar a mala de mão, então na minha mesa ao invés de produtos de banheiro, existem vários carregadores, papéis, livros, cadernos etc. E eu tenho que arrumar tudo isso até no máximo hoje ou amanhã que aí me dá tempo de ver se esqueci alguma coisa ou se eu posso finalmente dar como concluída essa tarefa chatinha de arrumar as malas, que é inclusive, o assunto de hoje!



                                      ARRUMAÇÃO DAS MALAS!


Arrumar as malas pode ser uma grande dor de cabeça, principalmente se você for mulher, porque sempre rola aquele stress de "NÃO TENHO NADA PRA VESTIR" mesmo o seu armário sendo cheio de coisa.

 




 Acho que a vida é mais fácil para os homens nesse aspecto, é só levar umas calças jeans, várias camisas, um tênis e um casaco e fim. Tá pronto, e mulher tem que levar o que? Metade do guarda roupa pra passar um fim de semana na casa de alguém porque sempre existirá um "e se...?", não é mesmo?






E se chover?


E se estiver meio frio?


E se eu ficar com calor?


E se me der vontade de ir à piscina?


E se acontecer um terremoto?


E se...?






Quem nunca passou por isso? 



Apesar de não gostar de levar muita coisa pra viajar, acabo passando por isso mais vezes do que gostaria, porém, tenho tentado levar somente o necessário para estar apresentável, e vai por mim, você não precisa nem de 2/4 do seu guarda-roupa para isso.


Trívia: Ultimamente eu tenho feito essa coisa de "pelo menos apresentável" um exercício diário porque a gente nunca sabe quem vai encontrar na rua, né? Sempre quando saio de casa que nem um mendigo pra ir ao shopping aqui perto de casa "rapidinho", encontro metade das pessoas que eu conheço. 
Todo mundo já passou por isso de se encontrar com pessoas que não queria que te vissem naquele estado de mendiguice. E sempre quando isso acontece eu fico extremamente irritada comigo mesma porque toda aquela situação poderia ter sido evitada se eu tivesse deixado de preguiça e vestisse algo apresentável.



Arrumar as malas não precisa ser uma dor de cabeça. Na verdade, dá pra fazer as malas que nem um homem e não passar perrengue nenhum!
 

Raciocina comigo:

Você está lá arrumando a sua mala super feliz e aí tira todo o seu guarda roupa do armário e joga tudo na mala, e o que não couber, bem, pelo menos você tentou. Aí você tenta fechar a mala (que não fecha), e começa a (tentar) retirar umas roupas.
E aí que começa:



Aí mas... Eu gosto tanto dessa blusa... Quando eu tinha 5 anos usava direto...
Quem sabe eu vou ter a oportunidade de usar essa blusa que eu ganhei da minha tia que faz piada "é pavê ou pra comê? hahahahahah", não posso simplesmente jogar fora só porque não gostei tanto assim... Foi comprada com tanto carinho.


Nossa, eu comprei essa roupa caríssima há uns dois anos e ainda não usei uma única vez...


etc
etc
etc






Amigx


PARA
PARA
PARA


PARA COM ISSO.




Você vai VIAJAR. Para SE DIVERTIR. Eu sinto muito, mas você não vai usar ESSA BLUSA HORROROSA QUE VOCÊ NUNCA USOU. E sabe por que? PORQUE SE VOCÊ NÃO USA ISSO NEM AQUI, IMAGINA EM OUTRO LUGAR?

NÃO.




Quando a gente viaja, quer usar roupas confortáveis. Então pode tirando essa roupa que a sua avó te deu, e essa roupa que você nem gosta tanto assim, mas usa porque sim, e tantas outras que você não gosta nem de olhar. Todas as roupas que você pega e pensa "aí, não, essa de novo não". É, você sabe do que eu to falando.
A gente tem que vestir o que gosta e o que faz a gente se sentir bem.



Li um livro recentemente que me ensinou uma lição sobre armários e malas e roupas de viagem, e agora eu vou passar a dica pra vocês porque sou muito legal, olha só:



  • Leve somente o essencial.

Fim.É só essa a dica. Simples, mas que ninguém entende.


Quando eu tive que começar a pensar em arrumar a minha mala, fiquei bastante preocupada porque não fazia a menor ideia do que levar, até porque eu nunca fui pra Vancouver e não faço a mínima ideia de como o clima é por lá, e mesmo que eu pesquise e eu receba informações de que a temperatura fica em torno de 11C à 22C, eu ainda fico receosa do que levar.




E se sentir frio?

E se levo muita roupa e não uso metade?
E se as minhas roupas não forem boas o suficiente para o clima de lá?

etc etc






Por isso arrumei a minha mala, com a ajuda desse livro maravilhoso (que o nome é Madame Charme) e uns sites, de um jeito(espero eu) infalível. 





♦ 2 calças jeans


♦ 2 tênis (um de corrida, caso eu acorde querendo me exercitar, e um normal)*

♦ 2 sapatilhas


♦ 5 regatas
♦ 5 ou 8 (?) camisas básicas

♦ 2 shorts

♦ 2 vestidos

♦ roupa íntima (dãaah)
♦ 2 saias

♦ acessórios e bijuterias


♦ Muitas meias!11


♦ Segunda pele


♦ 3 Casacos (um mais grosso, porque vou pra um lugar frio, e dois mais simples)

E pelo que eu me lembre é só. 
Acho que com isso dá pra passar um mês tranquilamente sem precisar me stressar e me desesperar porque eu "não tenho nada o que vestir".
O problema desse stress todo é causado porque nós temos muitas roupas, e pra combinar e misturar fica muito ruim para a maioria das pessoas.

Pode reparar, quem tem o armário cheio normalmente usa sempre as mesmas, e quando tem que inovar, não consegue e fica frustrado e reclamando pela casa (como a minha irmã, por exemplo).
Quando eu sofro esse stress, recorro sempre ao conselho da minha Madame Charme particular:


Não sabe o que vestir?
Calça jeans e camiseta, ou um vestido.


 


E querem saber? Na maioria das vezes, funciona.