Talvez eu esteja um pouco alcoolizada enquanto escrevo essa postagem? Sim. Então me perdoem com os possíveis erros. Provavelmente vai parecer que eu perdi mais um dia de BEDA, mas eu juro que tentei postar antes de meia noite.
Essa semana eu comecei a frequentar uma academia. Sempre gostei de me exercitar, apesar de ser bastante preguiçosa e isso ser um tanto paradoxal.
Ultimamente eu tenho estado satisfeita com o meu corpo, mas flacidez sempre foi algo que me incomodou. Então esse ano ao invés de só ficar reclamando com o quão flácida eu estava, resolvi tomar uma medida contra isso. Demorou um pouco (um pouco mais que a metade de um ano), mas na segunda-feira fiz o que devia ter feio há muito tempo e me matriculei em uma academia.
Aproveitei que ela é do lado do meu trabalho, assim posso me exercitar rápido e de quebra ainda espero o trânsito para a Barra diminuir.
Apesar disso, eu nunca fui muito fã de academias. Eu sempre achei um ambiente meio esquisito, meio hostil até. Não pensei que eu pertencia aquele lugar e eu sabia que as pessoas que frequentavam aquele local iriam sacar logo de cara que eu não era uma deles.
Então no meu primeiro dia (uma segunda-feira, olhem só!) eu marquei avaliação com um professor que parecia bem simpático, mas bastante confuso com a minha presença naquele lugar.
- Você é o Fulano?
-... Sou.
- Meu nome é Paula. Disseram que você iria me ajudar a começar. É o meu primeiro dia.
E foi assim que começou.
No início eu fiquei muito incomodada porque tinha muita gente e eu ficava meio sem graça em fazer os exercícios, mas depois ignorei já que todo mundo estava ocupadíssimo em terminar a série prescrita pelos profissionais auxiliares.
Toda hora o meu instrutor me perguntava se eu estava cansada e eu sempre dizia que não, que estava bem. Muito obrigada por se preocupar. E ele sempre erguia as sobrancelhas e me dava um sorriso amarelo que eu ignorava também porque minha batata da perna tinha começado a tremer freneticamente e eu não queria que ele notasse.
No segundo dia da semana estava toda dolorida. Parecia que tinham arrancado um pedaço da minha perna e eu adiei os meus planos de ir à academia todos os dias. Talvez três vezes por semana seja o suficiente por enquanto. Afinal de contas, sou só uma reles mortal.
No terceiro eu já estava um pouco melhor e achei que não precisaria mais do meu instrutor. O papel dele era só montar a minha série e isso ele já tinha feito. Porém, quando fui me aquecer na esteira, ele apareceu do nada e fez uma expressão de surpresa ao me ver ali. Acho que ele não acreditava no meu potencial.
- Você veio!
- Sim!
- Vou te ajudar se precisar, tudo bem?
E foi assim que ele ficou me seguindo pela academia durante todo o meu tempo lá dentro. Tudo bem que eu não lembrava a maioria das coisas que tinha que fazer ou quais máquinas usar, mas eu fico muito nervosa com gente atrás de mim que nem um encosto.
Notei que a academia estava mais vazia e como não sou boba nem nada perguntei a ele quais eram os dias mais vazios para malhar e ele disse que a partir de quarta-feira as pessoas começam a desistir de passar por lá. Algo me diz que eu já achei os meus dias ideais para me exercitar.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
BEDA#6 - Bullet Journal
Finalmente vou poder parar de falar sobre ppks porque eu não aguentava mais. Acho que sinceramente nem vocês. Daqui a pouco ia todo mundo achar que esse tal de BEDA era sobre ppks e haja assunto para falar um mês inteiro só sobre isso.
Se bem que não deve ser tão difícil, né. Se existe uma carreira especializada praticamente só no cuidado de vaginas, então talvez tenha bastante coisa para se dizer.
Anyway, vamos falar de outra coisa.
Desde que me reconheço por gente eu faço listas. De tudo. Lista de coisas para fazer, cursos, receitas, séries, músicas para ouvir, filmes para ver, livros para ler etc etc etc. Quem me conhece sabe disso muito bem. Eu sempre tenho milhões de papéis com as mais variadas listas e por mais que eu tentasse, eu não conseguia me organizar ou achar a lista original e acabava fazendo mais outras.
Por isso quando li sobre Bullet Journal no blog da Paula Abrahao achei que todos os meus problemas tivessem finalmente acabado. E de certa forma eles acabaram mesmo. O intuito do Bullet Journal é concentrar todas as suas listas em um só lugar. Quer coisa melhor que essa?
A ideia original foi pensada pelo Ryder Carroll que fez um vídeo explicando como funciona. E aqui tem a parte do site dele onde ele explica por meio de texto e desenhos como fazer cada etapa.
Particularmente eu gosto muito mais do site do que do vídeo porque eu sou muito dispersa, mas vai que vocês preferem ouvir.
- Mas Paula, eu não falo inglês.
Bem, então vamos lá. Para começar você só precisa de um caderno (não precisa ser esse do vídeo, pode ser qualquer um) e caneta. Se você gostar de coisas mais caprichadas, é legal ter várias canetas de cores diferentes para poder fazer os sinais e as tarefas de cores divertidas.
Se bem que não deve ser tão difícil, né. Se existe uma carreira especializada praticamente só no cuidado de vaginas, então talvez tenha bastante coisa para se dizer.
Anyway, vamos falar de outra coisa.
Desde que me reconheço por gente eu faço listas. De tudo. Lista de coisas para fazer, cursos, receitas, séries, músicas para ouvir, filmes para ver, livros para ler etc etc etc. Quem me conhece sabe disso muito bem. Eu sempre tenho milhões de papéis com as mais variadas listas e por mais que eu tentasse, eu não conseguia me organizar ou achar a lista original e acabava fazendo mais outras.
Por isso quando li sobre Bullet Journal no blog da Paula Abrahao achei que todos os meus problemas tivessem finalmente acabado. E de certa forma eles acabaram mesmo. O intuito do Bullet Journal é concentrar todas as suas listas em um só lugar. Quer coisa melhor que essa?
A ideia original foi pensada pelo Ryder Carroll que fez um vídeo explicando como funciona. E aqui tem a parte do site dele onde ele explica por meio de texto e desenhos como fazer cada etapa.
Particularmente eu gosto muito mais do site do que do vídeo porque eu sou muito dispersa, mas vai que vocês preferem ouvir.
- Mas Paula, eu não falo inglês.
Bem, então vamos lá. Para começar você só precisa de um caderno (não precisa ser esse do vídeo, pode ser qualquer um) e caneta. Se você gostar de coisas mais caprichadas, é legal ter várias canetas de cores diferentes para poder fazer os sinais e as tarefas de cores divertidas.
![]() |
| Fonte: Google |
- Na primeira página você faz o índice. Nele você vai colocar o que cada página do seu Bullet Journal significa. Mas como ainda não tem nada, só escreve índice e passe para a próxima página.
- Aqui você vai colocar o calendário mensal. É só escrever o número de dias do mês e os dias da semana correspondente.
- E aqui vai ser o seu calendário de tarefas para esse mês. Aqui que começa a parte divertida, a de colocar checkboxes ao lado dos afazeres. (Espera só até chegar ao fim do mês e você ver quantas tarefas cumpriu!)
- Essas são as três páginas básicas para começar o seu Bullet Journal. Depois de organizar essa parte, lembre-se de voltar ao Índice e escrever o nome do mês do calendário mensal e em que página ele se encontra. Conforme você for adicionando listas e afazeres no caderno, esse índice vai te ajudar a se encontrar e a se organizar melhor.
- Depois de fazer isso, vá para a página em branco mais próxima e dê início a sua agenda diária. Como o nome já diz, essa página vai ser como a sua agenda. É só anotar a data do dia e o que você tem que fazer durante ele. Lembra dos checkboxes!
| Fonte: Google |
- Mas como eu vou saber o que é tarefa, o que é evento, compromisso etc?
Nada temam! Você pode se organizar dando legendas a cada tarefa. O original usa quadradinhos para tarefas, círculos para eventos, estrelinha para chamar atenção a algo importante e bolinhas para anotações. Caso algum afazer não seja mais importante, é só riscar. Mas esse sistema de legenda fica a seu critério.
| Fonte: Google |
Eu uso faz um tempo já e posso dizer que foi a melhor coisa que eu já fiz. Não só diminuiu consideravelmente o número de papéis, como é muito mais prático levar um caderno onde eu encontro tudo o que quero, ao invés de andar com 500 cadernos para várias coisas diferentes.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
BEDA#2 - Ligações em época de trote
Precisei ligar para o meu pai para tirar uma dúvida sobre um assunto que não lembro o que era. Usei o telefone da empresa (desculpa, mundo) porque era o que estava mais perto e esse eu não pago.
- Pai?
-...
De repente, fiquei nervosa porque talvez ele não acreditasse que era a filha dele ligando. É assim que os trotes começam. Talvez ele achasse que era um ladrão tentando passar a perna dele. Hoje em dia o mundo é assim.
- Alô, pai?
- Pois não?
- Sou eu, pai. A Paula... Sua filha.
- Ah! Ufa! Oi, filha...
Fiquei aliviada também, mas pensativa sobre o assunto. Que mundo é esse onde você tem que se identificar para falar com o seu pai porque ele pode achar que é trote? Já pensou se ele faz um quizz para ver se eu sou realmente a filha dele?
- QUAL O ANO DO SEU NASCIMENTO?
- EM 1998, QUAL FOI A BURRADA QUE VOCÊ FEZ?
- NA OITAVA SÉRIE, QUAL ERA O NOME QUE VOCÊ DAVA AOS TRÊS PODERES?
- SUA MAIOR NOTA EM MATEMÁTICA
- COMO EU TE CHAMAVA QUANDO VOCÊ TINHA 5 ANOS?
Já pensou?????
Deus que me livre.
- Pai?
-...
De repente, fiquei nervosa porque talvez ele não acreditasse que era a filha dele ligando. É assim que os trotes começam. Talvez ele achasse que era um ladrão tentando passar a perna dele. Hoje em dia o mundo é assim.
- Alô, pai?
- Pois não?
- Sou eu, pai. A Paula... Sua filha.
- Ah! Ufa! Oi, filha...
Fiquei aliviada também, mas pensativa sobre o assunto. Que mundo é esse onde você tem que se identificar para falar com o seu pai porque ele pode achar que é trote? Já pensou se ele faz um quizz para ver se eu sou realmente a filha dele?
- QUAL O ANO DO SEU NASCIMENTO?
- EM 1998, QUAL FOI A BURRADA QUE VOCÊ FEZ?
- NA OITAVA SÉRIE, QUAL ERA O NOME QUE VOCÊ DAVA AOS TRÊS PODERES?
- SUA MAIOR NOTA EM MATEMÁTICA
- COMO EU TE CHAMAVA QUANDO VOCÊ TINHA 5 ANOS?
Já pensou?????
Deus que me livre.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
BEDA#1 - Blog Every Day August
Esse mês entrei em um grupo de blogueiras, o Rotaroots. Eu já tinha ouvido falar dele e ele é muito citado em blogs que sigo. Na verdade, eu já era membro do grupo há uns meses, mas só tomei coragem de participar de alguma coisa agora, então me perdoem se algo sair ruim. Para dar início a isso resolvi aderir ao BEDA.
- Mas, Paula... O que é BEDA?
Então é isso, vou tentar postar todo dia como eu costumava fazer quando criei o meu primeiro blog. *lágrimas de nostalgia*
Não sei se vocês vão me levar a sério se eu nem consigo postar uma vez por semana, mas juro que vou tentar. As Always.
- Mas, Paula... O que é BEDA?
BEDA é um projeto inspirado no VEDA (Vlog Every Day April) e que significa Blog Every Day August. O que quer dizer que a ideia é fazer um post por dia –ou, convenhamos, tentar ao máximo!– durante todo o mês de agosto.
Então é isso, vou tentar postar todo dia como eu costumava fazer quando criei o meu primeiro blog. *lágrimas de nostalgia*
Não sei se vocês vão me levar a sério se eu nem consigo postar uma vez por semana, mas juro que vou tentar. As Always.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Lições de vida: Remédios
Quando eu digo que sou desastrada, as pessoas custam a acreditar porque eu passo a imagem de alguém muito organizada e comedida, que tem noções precisas dos movimentos. Também dizem que pareço antipática ou lésbica, mas isso é assunto para outro post.
Na real eu me vejo como uma pessoa muito estabanada. E acho que todos os meus movimentos, minto, tudo em mim dá a entender isso porque eu morro de medo de cair no chão ou esbarrar em alguém que esteja segurando líquidos ou coisa assim, chegou um momento da minha vida no qual eu andava pensando “por favor, não caia no chão”. Mas os Deuses ouvem as minhas preces? Às vezes sim, mas às vezes eles pensam “nah, vamos rir um pouco”.
Tipo em uma sexta-feira 13, na qual levantei para ir à faculdade e dentre todos os meus sapatos, resolvi colocar um que era meio derrapante? De fato, eu não o achei muito firme, mas eu tinha fé nas minhas habilidades e como quem acredita em si mesma, calcei o sapato e saí.
Nos primeiros passos eu derrapei um pouco, mas minha mãe me ensinou que a força do pensamento é muito importante, então sempre pensava “NÃO VOU CAIR”. Quando cheguei perto do portão, respirei aliviada porque tinha dado certo essa coisa do pensamento, né? Quem diria, acho que vou adotar isso para a minha vida. Só que mal terminei de concluir esse raciocínio quando escorreguei e caí no chão esfolando todo o meu joelho.
Reparem que não disse arranhando, nem machucando, nem tombando. Foi esfolando mesmo, de ficar só em carne viva. Quando liguei para a minha mãe contando o que aconteceu ela achou que eu estava de brincadeira, mas era muito sério! (mãe, não ri se você ler isso, você sabe que estava ruim)
Fiquei deitada no chão pensando por que meu deus, por que me punir de maneira tão odiosa quando ouvi a voz distante do porteiro me perguntando se eu estava bem. Eu lá, toda esfolada, caída no chão, com o joelho sangrando e o homem me pergunta se eu estou bem. Não sei. O que você acha?
Olhei para o rosto dele e disse “Tô, sim. É que o dia tá tão bonito que resolvi dar uma sentada aqui nesse chão imundo”. Mentira, não respondi dessa forma, mas pensei seriamente na possibilidade. Ao invés disso, só disse que estava, levantei e fui mancando para o meu ponto de ônibus.
Ao longo da semana me vi tomada por uma vontade louca de fazer exercícios. É impressionante isso. Quando você pode se exercitar, não faz nada porque tem preguiça, mas quando você está impossibilitado, seja por um machucado, ou mau tempo, baixa uma Gabriela Pugliesi em você e parece que se você ficar parado vai explodir de tanta energia acumulada.
Foram semanas de muito sofrimento e tentativas frustradas de me exercitar sem mexer muito o joelho. Semanas que poderiam ser apenas alguns dias caso eu tivesse deixado de ser burra e usado Merthiolate logo de início, mas não, óbvio que não. Ao invés de confiar na minha mãe que parece uma feiticeira, fui dar ouvidos ao meu pai, que é um amor, mas que não sabe de nada dos paranauês.
Ele me disse que se usasse Nebacetin a ferida iria cicatrizar mais rápido e como eu não tinha motivos para desconfiar, usei aquela pomada todos os dias, na esperança de que, quem sabe, meu joelho ficasse bom logo. Mas os dias iam passando e nada do meu joelho melhorar, na verdade, ele estava até ficando mais feio, começou a sair umas coisas dele etc.... Nada maneiro.
Foi quando a minha mãe disse:
- Credo, que coisa horrível, garota. Usa Merthiolate nesse joelho.
- Aff, mas Merthiolate nem funciona. Todo mundo sabe que é só uma aguinha que os pais colocam no machucado.
- Deixa de ser burra e faz o que eu tô pedindo.
Eu fiz, né. Com muita má vontade, mas fiz. E adivinhem só????
Sim. Isso mesmo.
Melhorou em uns quatro dias. Criou casquinha e tudo o mais.
Muito revoltada por ter sido feita de boba, fui falar com o meu pai como ele tem a coragem de recomendar um remédio que não funciona e ele só respondeu “E eu lá ia saber???”
Fica aí a lição para vocês. Se esfolarem alguma parte do corpo, usar sempre Merthiolate. Nebacetin só para ferimentos superficiais ou, algo que eu descobri recentemente, se você tiver cutucado uma espinha interna assim, sem querer, e ela crescer e se transformar em um monstro horrendo que vive a encarar tudo a sua volta, Nebacetin também ajuda. Usei uns dois dias e a espinha já tinha voltado a ser uma espinha normal.
Na real eu me vejo como uma pessoa muito estabanada. E acho que todos os meus movimentos, minto, tudo em mim dá a entender isso porque eu morro de medo de cair no chão ou esbarrar em alguém que esteja segurando líquidos ou coisa assim, chegou um momento da minha vida no qual eu andava pensando “por favor, não caia no chão”. Mas os Deuses ouvem as minhas preces? Às vezes sim, mas às vezes eles pensam “nah, vamos rir um pouco”.
Tipo em uma sexta-feira 13, na qual levantei para ir à faculdade e dentre todos os meus sapatos, resolvi colocar um que era meio derrapante? De fato, eu não o achei muito firme, mas eu tinha fé nas minhas habilidades e como quem acredita em si mesma, calcei o sapato e saí.
Nos primeiros passos eu derrapei um pouco, mas minha mãe me ensinou que a força do pensamento é muito importante, então sempre pensava “NÃO VOU CAIR”. Quando cheguei perto do portão, respirei aliviada porque tinha dado certo essa coisa do pensamento, né? Quem diria, acho que vou adotar isso para a minha vida. Só que mal terminei de concluir esse raciocínio quando escorreguei e caí no chão esfolando todo o meu joelho.
Reparem que não disse arranhando, nem machucando, nem tombando. Foi esfolando mesmo, de ficar só em carne viva. Quando liguei para a minha mãe contando o que aconteceu ela achou que eu estava de brincadeira, mas era muito sério! (mãe, não ri se você ler isso, você sabe que estava ruim)
Fiquei deitada no chão pensando por que meu deus, por que me punir de maneira tão odiosa quando ouvi a voz distante do porteiro me perguntando se eu estava bem. Eu lá, toda esfolada, caída no chão, com o joelho sangrando e o homem me pergunta se eu estou bem. Não sei. O que você acha?
Olhei para o rosto dele e disse “Tô, sim. É que o dia tá tão bonito que resolvi dar uma sentada aqui nesse chão imundo”. Mentira, não respondi dessa forma, mas pensei seriamente na possibilidade. Ao invés disso, só disse que estava, levantei e fui mancando para o meu ponto de ônibus.
Ao longo da semana me vi tomada por uma vontade louca de fazer exercícios. É impressionante isso. Quando você pode se exercitar, não faz nada porque tem preguiça, mas quando você está impossibilitado, seja por um machucado, ou mau tempo, baixa uma Gabriela Pugliesi em você e parece que se você ficar parado vai explodir de tanta energia acumulada.
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| Aqui de boas vendo a vida passar (Imagem: Google) |
Foram semanas de muito sofrimento e tentativas frustradas de me exercitar sem mexer muito o joelho. Semanas que poderiam ser apenas alguns dias caso eu tivesse deixado de ser burra e usado Merthiolate logo de início, mas não, óbvio que não. Ao invés de confiar na minha mãe que parece uma feiticeira, fui dar ouvidos ao meu pai, que é um amor, mas que não sabe de nada dos paranauês.
Ele me disse que se usasse Nebacetin a ferida iria cicatrizar mais rápido e como eu não tinha motivos para desconfiar, usei aquela pomada todos os dias, na esperança de que, quem sabe, meu joelho ficasse bom logo. Mas os dias iam passando e nada do meu joelho melhorar, na verdade, ele estava até ficando mais feio, começou a sair umas coisas dele etc.... Nada maneiro.
Foi quando a minha mãe disse:
- Credo, que coisa horrível, garota. Usa Merthiolate nesse joelho.
- Aff, mas Merthiolate nem funciona. Todo mundo sabe que é só uma aguinha que os pais colocam no machucado.
- Deixa de ser burra e faz o que eu tô pedindo.
Eu fiz, né. Com muita má vontade, mas fiz. E adivinhem só????
Sim. Isso mesmo.
Melhorou em uns quatro dias. Criou casquinha e tudo o mais.
Muito revoltada por ter sido feita de boba, fui falar com o meu pai como ele tem a coragem de recomendar um remédio que não funciona e ele só respondeu “E eu lá ia saber???”
Fica aí a lição para vocês. Se esfolarem alguma parte do corpo, usar sempre Merthiolate. Nebacetin só para ferimentos superficiais ou, algo que eu descobri recentemente, se você tiver cutucado uma espinha interna assim, sem querer, e ela crescer e se transformar em um monstro horrendo que vive a encarar tudo a sua volta, Nebacetin também ajuda. Usei uns dois dias e a espinha já tinha voltado a ser uma espinha normal.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Quase lá
Um dia talvez eu entenda porque sempre deixo tudo para a última hora quando é para mim. Por exemplo, em trabalho de grupo eu sou a primeira a querer terminar tudo logo porque depois não tem estresse, não tem aquela adrenalina de que tudo tem que dar certo... Ou pelo menos eu começo pensando assim, depois eu vejo que nem sempre dá para a gente contar com esse tipo de coisa, e que muitas vezes as pessoas gostam de viver no limbo entre entregar um trabalho nota dez feito na calma, ou um trabalho que você sinceramente não põe muita fé e que foi feito duas horas antes do horário de entrega.
Mas fazer o que, são coisas da vida e cabe a você lidar com esse tipo de adversidade.
Como sempre, recorro ao blog para escrever qualquer coisa porque faltam dois trabalhos gigantecos para fazer e um eu nem terminei.
*Update: Bem, agora falta só uma prova, e depois eu estarei livre. Já posso sentir o gostinho das férias e sinto o meu coraçãozinho se encher daquele incrível sentimento de "PUXA VIDA, TANTAS COISAS PARA SE FAZER, TANTOS VÍDEOS PARA ASSISTIR, TANTAS SONECAS PARA TIRAR", muito embora eu saiba que não farei metade do que planejo, mas sempre anseio por esse momento, e quem sabe essas férias serão diferentes.
Ai, ai, férias...
Tão longe, e ainda assim tão perto.
Mas fazer o que, são coisas da vida e cabe a você lidar com esse tipo de adversidade.
Como sempre, recorro ao blog para escrever qualquer coisa porque faltam dois trabalhos gigantecos para fazer e um eu nem terminei.
*Update: Bem, agora falta só uma prova, e depois eu estarei livre. Já posso sentir o gostinho das férias e sinto o meu coraçãozinho se encher daquele incrível sentimento de "PUXA VIDA, TANTAS COISAS PARA SE FAZER, TANTOS VÍDEOS PARA ASSISTIR, TANTAS SONECAS PARA TIRAR", muito embora eu saiba que não farei metade do que planejo, mas sempre anseio por esse momento, e quem sabe essas férias serão diferentes.
Ai, ai, férias...
Tão longe, e ainda assim tão perto.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Aventuras em Buenos Aires
No penúltimo dia da nossa viagem, minha amiga Paula, e eu* queríamos conhecer uma livraria chamada El Ateneo Grand Splendid que fica na Rua Santa Fé, 1860 no bairro da Recoleta. Antes o espaço era um teatro, o Grand Splendid, e depois transformaram em uma incrível e gigantesca livraria conservando a arquitetura original do local.
*Sim, temos o mesmo nome!
É muito bonito o interior e se você gosta de livros, pode adicionar na sua lista de "must-see" porque vale a pena. Não serviu muito pra mim porque eu não falo espanhol, mas se você acha que arrasa nessa língua, vai lá. Tá esperando o que?
Além dos milhares de livros, ainda tem um café onde antes ficava o palco. Não tive a oportunidade de ir nele, mas parecia ser bom já que estava bem cheio.
Como estávamos bem longe do nosso hotel, aproveitei para jogar no ar a ideia de passarmos na Sephora, que pra quem não conhece, é uma loja gigantesca de cosméticos e coisas assim.
Quem sabe era mais barato comprar lá? Eu bem estava querendo uns hidrantes novos, né... Que mal tinha nisso?
Peguei o meu mapa e andamos mais um pouco até termos nos perdido e eu precisar parar para olhar e quem sabe perguntar para alguém na rua???
Uma coisa que eu notei, pelo menos das vezes em que perguntei alguma coisa, é que os argentinos das ruas são mais perdidos que cego em tiroteio. Não sei se por preguiça de explicar como fazer para chegar a um lugar, ou por simplesmente não saberem mesmo, mas era muito difícil pedir informação, pelo menos na rua. Se você entrasse em uma loja ou café e perguntasse, o pessoal até te ajudava.
E a gente fala de brasileiro tentando falar espanhol, mas argentino tentando falar português também é um negócio muito triste, meus amigos. É bem triste porque se você não estava entendendo nada antes, imagina com eles tentando falar alguma coisa que não conhecem. Complicado. Acho que o feeling é o mesmo, então na dúvida, falem a língua que conhecem.
Então, lá estava eu e a Paula, paradas no meio da rua, procurando os nomes das ruas e conversando à beça, quando no meio de um riso vejo o sorriso da Paula se apagar rapidamente. Como eu estava empenhada em achar onde diabos estávamos, não dei muita atenção, achei só que seja lá o que eu tenha dito, tinha perdido a graça. Porém, percebi que ela não falou mais nada, só olhava pra alguma coisa em algum lugar e eu fiquei curiosa para saber o que era. Daí olhei para o rosto dela.
E pra que.
- Você viu onde ficava a Sephora?
- Vi, sim. Ficava perto.
- Você entrou no site oficial da Sephora e viu se tinha loja aqui na Argentina?
- (puxa, Paula, como você não pensou nisso antes?) Ahn...
- Por favor. Olha para a outra rua.
-...
-...
-... Pô... Desculpa.
-...
- Foi mal, migs, não fiz de propósito.
-...
- Você quer... Ir a outro lugar?
- Eu estou muito brava.
- Eu sei! Mas não fiz por mal.
- Tô muito brava mesmo.
- Vamos sentar em algum lugar, então?
Fiquei meio triste porque né, fui enganada. Apesar de que, eu deveria ter pensado que seria uma ótima ideia entrar no site oficial antes de procurar no Google. Mas ótimas ideias são assim mesmo, demoram a brotar em mentes brilhantes. (haaaaaaaaaaaaaa)
Sentamos em uma galeria e eu tentei fazer com que a Paula esquecesse que estava brava comigo, e depois de um tempo o que era uma história chatíssima ficou bastante engraçada. Ao menos será uma história inesquecível, né?
Outra coisa sobre brilhantes ideias é que elas surgem quando você menos espera e normalmente quando você está passando um perrengue. No caso, eu estava tentando fazer com que a situação não ficasse tão ruim, enquanto falava com um amigo meu, quando ele disse:
- Mas onde vocês estão?
- Na rua tal.
- VEM CÁ, TEM COMIDA E CACHORRO.
Na verdade ele não disse isso, mas foi o que eu filtrei e aceitei porque sou dessas.
Como a Paula não queria andar, a gente pegou um táxi, mas caso você se perca a caminho da Sephora como eu, aqui vai o mapa do lugar que a gente foi:
Que era um lugar perto da casa dele, e depois de ter comido toda a comida da casa e feito carinho no cachorro, foi onde ficamos descansando a perna.
Eu já tinha ouvido falar do lugar e lido sobre ele em uma das minhas pesquisas pra saber o que fazer em Buenos Aires, mas como não fizemos nada do planejado, achei que não fosse ter a oportunidade de conhecê-lo. Fiquei muito feliz de ter ido nele de surpresa porque valeu super a pena.
Tem em vários lugares de Buenos Aires, mas esse ficava no Museu Nacional de Artes Decorativo, na Av. del Libertador 1902.
Não entrei, mas parecia ser muito bonito.
Também não tirei foto do que comi porque acho que a vida é muito curta pra esse tipo de coisa, e sempre quando eu penso “puxa, queria tirar uma foto disso”, já é tarde demais. Mas nada do que tinha no cardápio parecia ruim ou menos gostoso (talvez tivesse laranja de mais no meu Petit Gateau, mas isso sou eu).
No final, o que tinha sido uma tarde meio bad vibe pra gente acabou sendo super agradável e se eu pudesse ficava morando por ali mesmo.
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